Na base do Projeto Tamar, localizada no Município de Florianópolis, o visitante pode interagir em dois momentos com tartarugas marinhas vivendo em cativeiro: na alimentação e na limpeza dos cascos. Ambos encantam os turistas, principalmente as crianças.

 

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: visita ao Projeto Tamar

A marca do projeto “Turismo de Experiência: Santa Catarina em todos os sentidos” resume em seu design as diversas opções à disposição dos turistas

 

Turista participa da rotina das tartarugas marinhas vivendo em cativeiro: hora do almoço e hora do banho

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

Em 1982 e 1983, o Projeto Tamar monitorou, pela primeira vez, uma temporada reprodutiva completa das tartarugas marinhas. Na época, foram protegidos 2.183 filhotes. Após 33 anos de trabalho, atingiu a marca histórica de 15 milhões

 

Uma das atividades mais interessantes oferecidas ao visitante da Região Metropolitana no entorno da cidade de Florianópolis, a capital do Estado de Santa Catarina, dentro das opções do projeto Turismo de Experiência, é a da unidade do Projeto Tamar naquele Município. Denominada Alimentação e Banho Interativo com Tartarugas, permite ao interessado vivenciar dois momentos únicos dos cuidados com estas espécies marinhas.

O primeiro é o ritual de dar comidas aos exemplares vivendo lá em cativeiro. Isso, não porque foram capturadas no meio ambiente e aprisionadas nos tanques. E sim por terem sido salvas da morte por sufocamento no momento de nascer. Oriundas dos ovos postos em primeiro lugar, ficando mais ao fundo do ninho na areia, muitas vezes não têm força suficiente para escavar o caminho até à superfície, perecendo momentos após a eclosão.

Conhecedores deste drama, os técnicos do Projeto Tamar acompanham o nascimento e, quando parece que todas deixaram o local, alcançado o mar, remexem a areia, em busca de uma ou outra lá enterrada. Se conseguem encontrar alguma ainda viva, levam para as piscinas das estações, onde passam a viver sob a proteção dos biólogos e contribuem para ampliar o conhecimento sobre a trajetória de vida destes seres únicos, tão especiais.

Vivendo em proteção, fora do habitat natural, não têm a ajuda das espécies responsáveis por limpar uma espécie de limo que vai se formando sobre os cascos. Assim, é preciso fazer a retirada desta “sujeira” com o uso de escovões especiais, esfregados suavemente a partir das bordas dos tanques. Este instante, lúdico, converte-se no segundo ritual à disposição dos turistas, agradando a todos, mas, de modo bastante especial, as crianças.

 

Projeto Tamar: três décadas protegendo espécies reinando nos oceanos há mais 100 milhões de anos

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

Grupo de formandos da Faculdade de Oceanografia da Universidade Federal de Rio Grande, do Estado do Rio Grande do Sul, no Atol das Rocas. Eles assistiram e fotografaram a matança de 11 tartarugas marinhas de uma única vez

 

Eram os últimos anos da década de 1970. Até então, não havia registro de qualquer trabalho de conservação marinha no Brasil. E as tartarugas marinhas já integravam a lista das espécies em risco de extinção. Estavam desaparecendo rapidamente por causa da captura incidental em atividades de pesca, da matança das fêmeas e da coleta dos ovos na praia. Se nada fosse feito, não demoraria muito para aquela tragédia ser consumada.

No Sul do Brasil, estudantes cursando os últimos anos da Faculdade de Oceanografia da Universidade Federal de Rio Grande faziam expedições em busca por praias desertas, distantes, de preferência locais parecendo não ter sido tocado por ninguém. O interesse era desbravar e conhecer o litoral do Brasil e suas ilhas oceânicas. Ao mesmo tempo, faziam pesquisas dirigidas, tendo o apoio do Museu Oceanográfico de Rio Grande.

Estando no Atol das Rocas, ao amanhecer, encontravam rastros e areia remexida nas praias, não se dando conta daquilo ser produzido pelas tartarugas marinhas, subindo à praia para desova, durante a madrugada. Em uma das noites, pescadores acompanhando os estudantes, capturaram 11 delas de uma única vez, provocando uma matança cuja imagem foi chocante para quem viu a cena — ainda bem que muito bem fotografada.

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

Os estudantes em expedição ao Atol das Rocas não sabiam que os rastros encontrados pela manhã na areia eram deixados pelas tartarugas marinhas, que procuravam o local para fazer a desova

 

A divulgação daquelas fotos chamou atenção para a necessidade urgente de se começar um trabalho de proteção do ecossistema marinho. Conservação não era um termo em moda, quem pensava nisso era visto com reserva, as dificuldades eram enormes, mas, mesmo assim, a Faculdade de Oceanografia de Rio Grande acabou formando a primeira geração de ambientalistas no País voltada a se dedicar profissionalmente àquele tema.

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

Foi uma cena como essa que os estudantes viram e fotografaram: uma tartaruga marinha, ovada, morta e tendo suas carnes sendo separadas por dois pescadores. Note que, no balde, eles já tinha coletado uma boa quantidade de ovos de outros ninhos

 

Até o início dos anos 1980, quando o Projeto Tamar foi criado, os escassos registros disponíveis sugeriam a existência de número significativo de desovas de tartarugas marinhas ao longo da costa brasileira, desde o Estado do Rio de Janeiro até o Estado do Amapá. E relatos de pescadores e historiadores mostravam uma redução drástica das populações, calculada em torno de 60%, conforme estimativas não oficiais da época.

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

Este é o momento de maior fragilidade de uma tartaruga marinha: quando está desovando, ela entra em transe, podendo ser facilmente capturada por caçadores. Mas é justamente este intervalo de tempo que os pesquisadores aproveitam para medir suas dimensões e prender identificações ao corpo delas

 

Isso estava ocorrendo, principalmente, porque as fêmeas, subindo à praia para desovar, quase sempre eram mortas e seus ovos coletados — além daquelas capturadas em redes de pesca, fato ainda acontecendo até hoje. Conseguindo pôr os ovos, seus ninhos eram violados por predadores os mais diversos, principalmente o ser humano. E, quando os filhotes nasciam, a maioria desaparecia ainda na areia, antes de chegar às águas do mar.

Mais ainda: de cada 1.000 nascidos, apenas um chegava à idade adulta, por volta dos 30 anos. Com ciclo de vida complexo e longo, com maturação sexual tardia — ocorrendo após completar 25 anos —, mantido aquele ritmo de destruição, o desaparecimento seria inevitável. Era preciso correr contra o tempo, eliminando a caça e pesca predatórias e criar condições capazes de fazer crescer as populações dentro do menor tempo possível.

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

A tartaruga marinha tem uma vida bem longa, alcançando a idade adulta aos 30 anos e vivendo por até bem mais de um século. E sua maturação sexual é bem tardia, só acontecendo lá pelos 25 anos. Na imagem, o instante da cópula

 

A principal missão do Projeto Tamar foi restaurar este ciclo interrompido, protegendo as desovas, cuidando dos ninhos e promovendo a sobrevivência da maior quantidade possível de nascidos até o momento que alcançam o mar. Assim, criaria as condições para as populações irem crescendo ao longo dos anos, mantendo-as em níveis saudáveis e com capacidade de cumprir as funções ecológicas a elas destinadas pela natureza.

Isso foi conseguido. Após 30 anos de atividades, o Projeto Tamar colhe frutos do seu trabalho. Estudos científicos, apresentados em simpósios e congressos e publicados em revistas científicas, analisando dados de mais de 15 anos, mostram recuperação de populações de quatro das cinco espécies que ocorrem no Brasil, antes ameaçadas de extinção: Cabeçuda, Couro, Oliva e Pente. Ficou fora a Verde, cujo número é estável.

Desenvolvidos por universidades e centros de pesquisa brasileiros e estrangeiros, os trabalhos apontam aumento do número de ninhos. Também cresceu a quantidade de ninhos nos locais da postura, com a maior conscientização das comunidades costeiras, garantindo menor interferência no desenvolvimento dos filhotes. Eles comprovam a eficiência do manejo e das outras ações nas áreas onde as tartarugas marinhas ocorrem.

Foi uma longa e difícil caminhada, que começou com o levantamento das áreas de reprodução. O objetivo era confirmar a existência de tartarugas marinhas desovando nas praias, em quais delas, em quais quantidades e quando isso acontecia. Durante dois anos, entre 1980 e 1982, uma equipe de pesquisadores percorreu o litoral do País, de Norte a Sul, a pé, a cavalo, de barco — e até mesmo cruzando barras de rio a nado.

Tudo isso reforçado pela decisão do Brasil de adotar uma legislação que, antes, apenas restringia e, agora, proíbe, definitivamente, a matança de fêmeas, coleta de ovos, pesca, e uso do casco para manufaturados. Mesmo assim, as ameaças continuam. Portanto, é necessário ao Projeto Tamar, com o apoio dos diversos atores da sociedade, manter seus esforços por muitos anos mais, até que sua missão esteja efetivamente completada.

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

Esta é uma das melhores imagens mostrando o sucesso do Projeto Tamar: uma menininha, na praia, ajudando filhotes de tartaruga marinha, protegidos até o momento da eclosão dos ovos, a alcançar as águas do mar para iniciar seu longo processo de vida. Pode ser que algumas ali vivam bem mais que esta criança

 

O maior inimigo da tartaruga marinha continua sendo o ser humano: em apenas 500 anos, risco de extinção

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

Circulando pelos oceanos de Norte a Sul e de Leste a Oeste, entre zonas frias, quentes e temperadas, as tartarugas marinhas agem como verdadeiros “engenheiros ambientais”, construindo as condições para que milhares de outros seres mantenham-se também vivos

 

As tartarugas marinhas, circulando por todos os oceanos, indo desde áreas costeiras até as maiores profundidades dos mares — as chamadas regiões abissais —, são fonte de alimento para predadores vivendo no ar, na terra e na água. Indo e vindo entre regiões quentes e frias, tornaram-se verdadeiras “engenheiras do ecossistema”, com uma ação decisiva sobre recifes de coral, grama marinha e substratos arenosos do fundo oceânico.

Como presas, as tartarugas marinhas são dieta de vários animais: abutres, caranguejos, crocodilos, falcões, focas, formigas, fragatas, gaivotas, lagartos, onças, orcas, peixes, polvos, raposas e tubarões, dentre outros. Os restos dos ovos podem ser absorvidos por raízes de plantas. E comem algas, esponjas, grama marinha e medusas, principalmente. Durante suas vidas, alimentam-se de mais de 200 tipos de vertebrados e invertebrados.

Já foram observadas mais de 100 diferentes espécies de animais e plantas vivendo nos cascos e órgãos internos de tartarugas marinhas. Também funcionam como dispersores de outros organismos, como cracas e moluscos. Contribuem para reciclar detritos e resíduos produzidos por algas e corais e controlam a proliferação de águas-vivas, cuja superpopulação torna-se extremamente prejudicial à formação de cardumes de peixes.

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

Os quelônios, seres que deram origem às tartarugas marinhas hoje conhecidas, começaram a aparecer sobre a face da Terra há mais de 200 milhões de anos. De lá para cá, evoluíram e vencerem desafios como sobreviver ao impacto do meteoro que levou ao fim os dinossauros, há 65 milhões de anos

 

Os primeiros antepassados das tartarugas marinhas, os quelônios, surgem por volta de 220 milhões de anos. Apesar de oriundos de espécies terrestres, passavam a maior parte do tempo na água. Há 100 milhões de anos, quando os continentes começaram a se separar, surgiram as tartarugas marinhas na forma como as vemos hoje. Conseguiram sobreviver às severas modificações climáticas que levaram à extinção dos dinossauros.

Foram diferenciando-se nas várias espécies conhecidas atualmente, todas mantendo a característica principal do casco protetor formado pela fusão de costelas e vértebras e coberto por placas de queratina. Mas, após estes milhões e milhões de anos vencendo os mais diversos perigos nos oceanos, encontrou no ser humano um inimigo implacável. E, num curto período de cinco séculos, anos de 1500 a 2000, chegaram próximas a sumir.

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

As tartarugas marinhas são alvo de muitos predados naturais, como os caranguejos, atacando os filhotes recém-nascidos. Mas nenhuma ameaça natural é capaz de pôr em risco a sobrevivência da espécia, como fazem as ações do seres humanos

 

Os primeiros predadores naturais são caranguejos, formigas e raposas, atacando os ninhos de ovos. Ao nascerem, desde o momento em que afloram na areia até a entrada no mar, os filhotes se tornam vulneráveis à predação por aves e caranguejos. Dentro d’água, seus inimigos são polvos e grande diversidade de peixes marinhos. Crescidas, tornam-se quase imunes à predação, sofrendo ataques ocasionais de orcas e tubarões.

A exceção é a desova, momento mais vulnerável da fêmea adulta, pois está fora do mar. Na praia, perde agilidade, torna-se lenta e indefesa, ficando exposta aos ataques de seus predadores, como onças. Mas nenhuma ameaça natural, por si só, é capaz de representar perigo de extinção para as tartarugas marinhas. Apenas as muitas atitudes predatórias do homem é que as colocaram — e ainda as mantém — nessa situação de risco constante.

Supõe-se que os primeiros hominídeos, surgidos há 2,5 milhões anos, já se alimentavam com tartarugas marinhas. Hábito mantido ao longo de toda a evolução desta espécie, até o homo sapiens, e comum em diversas culturas em todo o mundo. Como as populações enchendo os oceanos, e o consumo extremamente pequeno, o equilíbrio era mantido até com sobras. O ciclo normal da natureza seguia seu caminho, sem qualquer interferência.

Se, antes, eram coletados ovos em quantidades limitadas, e caçadas umas poucas que subiam às praias para desovar ou ficavam presas em poças d’água nas marés baixas, a partir do Mercantilismo a ação do homem passou a representar risco para esses animais. Na América, foi transformada em valiosa mercadoria de comércio. Mantidas vivas em porões de navios, garantiam carne fresca durante as longas viagens através dos oceanos.

Na Europa, tornavam-se ingredientes de pratos requintados, e seus restos, parte de joias e outros ornamentos sofisticados. Com a expansão europeia por todo o mundo, além da caça, as tartarugas passaram a sofrer com a perda de importantes áreas de alimentação e reprodução, em virtude da ocupação desordenada do litoral e à poluição marinha. O incremento da pesca industrial também acelerou o processo de redução das populações.

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

As tartarugas marinhas já eram consumidas pelos primeiros hominídeos, surgidos há cerca de 2,5 milhões de anos. Entretanto, só passou a correr risco de desaparecimento com a expansão do Mercantilismo, a partir do início do século XVI, anos 1500

 

 

Maiores ameaças à existência das tartarugas marinhas ainda presentes em nossos litorais e oceanos

 

Caça e coleta dos ovos

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

 

Até a década de 1980, era hábito comum nas comunidades litorâneas matar tartarugas marinhas para consumir a carne; coletar os ovos nos ninhos para comer ou vender como tira-gosto em bares praieiros; e comercializar o casco para fabricação de armações de óculos, pentes e enfeites como pulseiras, anéis e colares. E o pior: geralmente, apenas as fêmeas eram capturadas, subindo às praias em busca de local propício para a desova.

 

Captura incidental na pesca

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

 

A captura incidental durante a pesca — mesmo aquela de recreação ou artesanal— é considerada atualmente a principal ameaça às populações de tartarugas marinhas. Tanto no Brasil como no resto do mundo, o maiores problemas estão relacionados ao arrasto para pegar do camarão e o uso de espinhéis em alto-mar. Presas por anzóis e redes, não conseguem vir à tona para respirar e acabam desmaiando ou mesmo morrendo afogadas.

 

Sombreamento das areias

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

 

Construções altas e plantações muito próximas ao litoral aumentam significativamente o sombreamento dos locais da desova, reduzindo ou eliminando a incidência de insolação nas praias. E como é a temperatura da areia envolvendo os ovos no ninho que define o sexo da tartaruga marinha — mais alta, feminino; mais baixa, masculino —, a ausência ou carência do calor do Sol provoca o nascimento de muitos machos e poucas fêmeas.

 

Iluminação artificial no litoral

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

 

A incidência de luz artificial nas praias, resultado da expansão urbana sobre o litoral, prejudica fêmeas e filhotes. As fêmeas deixam de desovar se a praia está iluminada inadequadamente. Os filhotes ficam desorientados: em vez de ir para o mar, guiados pela luz do horizonte, caminham para o continente, atraídos pela iluminação artificial. E, ou são atropelados, ou devorados por cães e raposas, ou morrem de desidratação.

 

Trânsito de veículos nas praias

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

 

O trânsito de veículos nas praias em que as tartarugas marinhas escolhem desova pode afugentar as fêmeas saindo das águas em direção à terra, compactar a areia que cobre os ninhos dos ovos, atrapalhando, dificultando ou mesmo impedindo a saída dos filhotes, ou atropelar filhotes a caminho do mar. E quando se fala em veículos, incluem-se aí os quadriciclos, cada vez mais populares no litoral, muitos deles pilotados por crianças.

 

Poluição das águas do mar

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

 

A poluição das águas do mar é dos problemas que mais crescem em todo o mundo. A presença de elementos orgânicos e inorgânicos nos oceanos — provenientes de esgoto in natura, lixo doméstico, resíduos industriais, derrame de petróleo etc. — interfere na locomoção e torna a alimentação um risco para a vida das tartarugas marinhas. É uma das principais ameaças, hoje, pois vem degradando o ambiente marinho como um todo.

 

Doenças

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

 

Uma doença pouco conhecida é caracterizada pela presença de múltiplos tumores de pele, podendo também afetar órgãos internos. Ocorre em todas as tartarugas marinhas mas afetando principalmente as Verdes. Mesmo sendo de natureza benigna, prejudicam o deslocamento e a alimentação dos animais, causando debilidade e, consequentemente, a morte. Seu aparecimento é mais frequente em áreas com altos índices de poluição.

 

Sucesso do Projeto Tamar é grande, desafio continua imenso, mas a chance de vencer é enorme

 

Turismo de Experiência Santa Catarina em Todos os Sentidos: Projeto Tamar

O desafio de manter as tartarugas marinhas longe de uma situação de extinção ainda se mantém. Basta lembrar que, de cada 1.000 filhotes que alcançam a água do mar, apenas um chegará à fase adulta, por volta dos 30 anos de idade

 

Operadores do Projeto Turismo de Experiência: Santa Catarina em todos os sentidos

 

  • A Magia do Barro

Visita à Olaria Beira Mar, conhecendo a vida e formação do oleiro, técnicas de modelagem do barro e equipamentos necessários para o desenvolvimento da arte. Passeio pelo Centro Histórico da cidade de São José, com resgate da memória a partir da descrição dos casarões antigos ao redor da Praça Hercílio Luz. Apresentação das artesãs Meninas da Terra, acompanhada de café, sucos, bolos, biscoitos, patês…

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Meninas da Terra

DDD 48 — Fixo 3244-6225

facebook.com/meninasdaterra

 

  • Ecorafting

Tudo começa com oficinas sobre fauna e flora da região da Serra do Tabuleiro. Depois, o ritual de confecção das bombas de argila misturada a sementes de espécies nativas da Mata Atlântica. A seguir, a emoção de descer as corredeiras do Rio Cubatão do Sul em barcos infláveis, passeio realizado com segurança impecável. Quase ao final do trajeto, parada estratégica, com todos bombardeando as margens desmatadas, usando estingues.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Apuana Rafting

DDD 48 — Fixo 3245-7602

www.apuanarafting.com.br

 

  • Entre Gingas e Histórias: a Capoeira, Patrimônio Cultural da Humanidade

Oportunidade para se vivenciar um pouco das ancestralidades africana e brasileira, através da imersão nas artes da capoeira, arte marcial genuinamente brasileira, hoje Patrimônio Cultural da Humanidade. Ao final, degustação de uma deliciosa feijoada, prato com o qual eram alimentados os escravos nas senzalas das fazendas do Brasil. Tudo isso, acontecendo numa edificação construída pelas mãos de cativos negros.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Associação Cultural Capoeira na Escola

DDD 48 — Móvel 9655-4991

www.capoeiranaescola.com.br

 

  • Experiência de Mergulho

Mergulho e aula sobre espécies marinhas e técnicas visuais em ambiente submerso. Escola e operadora de mergulho autônomo com qualidade e segurança certificadas pela Professional Association of Diving Instructor — PADI, maior organização do segmento em todo o mundo. Credenciada pela Handicapped Scuba Association — HSA Brasil, sendo capacitada no atendimento de pessoas com qualquer tipo de necessidade especial.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Água Viva Mergulho

DDD 48 — Fixo 3369-9003

www.aguavivamergulho.com.br

 

  • Faça Você sua Caipirinha

A caipirinha nasceu como remédio para o corpo e, atualmente, é elixir para os males da alma. Apesar de ser o drinque nacional mais conhecido no exterior, e de sermos os seus maiores consumidores, poucos brasileiros sabem como preparar esta delícia. A ideia e mudar esta realidade o mais rápido possível, da maneira mais fácil que existe, com um passo-a-passo impresso, utensílios e ingredientes levados à mesa do apreciador. Saúde!

 

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Restaurante Canto do Mar

DDD 48 — Fixo 3261-3006

www.restaurantecantodomar.com.br

 

  • Feira da Freguesia

A Feira da Freguesia acontece todo segundo domingo do mês, sendo montada ao redor da Praça Hercílio Luz, no Centro Histórico da cidade de São José. Dentre seus atrativos, podem ser listados apresentações de dança, comércio de antiguidades, encenação de ofertas de sebo, peças teatrais, shows musicais e variedade de artesanato, além de visitas guiadas tanto à Casa de Cultura Nésia Melo da Silveira quanto ao Museu Histórico.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Feira da Freguesia

DDD 48 — Fixo 3259-2368

Feira da Freguesia da cidade de São José

 

  • História para Todos

Acompanhamento de roteiro cultural especial para surdos, tanto no Centro Histórico de Florianópolis quanto no Centro Histórico de São José. Participação especial em oficinas de montagem de abayomis, pequenas bonecas montadas com trapos de tecidos, estes bem diminutos. Herança dos açorianos, colonizadores da região, representam atores de circo, orixás, figuras do cotidiano, contos de fada e manifestações folclóricas e culturais.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Floripa Freetour

DDD 48 — Fixo 3224-4593

História Para Todos

 

  • Jogos da Experiência

Sabe aquele velho prazer de um carteado bem jogado? Lembra da guerra com dados para tomar países e continentes, tornando-se dono do mundo no War? Que tal trazer de volta a alegria infantil de retirar varetas de cima das outras sem mexer nas que estão empilhadas abaixo? Tem de memória ainda os apelidos dos números da víspora? Este divertimento de brincadeiras e jogos, entre a família e grupo de amigos, está de volta.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Pousada Favareto

DDD 48 — Fixo 3369-2003

www.pousadafavareto.com.br

 

  • O Homem do Mar

Uma experiência inesquecível, a bordo de simples barcos de pescadores, participando da pesca de espécies da época, nadando em cantos secretos das muitas baías ao redor das inúmeras ilhas compondo o rico colar do Arquipélago da Ilha de Santa Catarina ou simplesmente contemplando o pôr do Sol por detrás das montanhas do continente. Um roteiro sempre surpresa, pois é definido praticamente no momento de se lançar ao mar.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Apino Turismo

DDD 48 — Fixo 3039-1404

www.apino.com.br

 

 

 

  • OstraXperience

Visita a uma fazenda de criação de ostras na orla do Ribeirão da Ilha. Um maricultor apresentará todo o processo de produção deste apreciado marisco, detalhando sobre os materiais necessários para o cultivo e as etapas de desenvolvimento do molusco. Após esta explanação, degustação da iguaria in natura e preparada ao bafo, harmonizada com espumantes. Possibilidade de conhecer o artesanato local e uma doceria bem tradicional.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Floripa Xperience

DDD 48 — Fixo 3333-4684

www.floripaxperience.com.br

 

  • Paladares da Décima Ilha

Roteiro no Centro Histórico de Florianópolis. Vivência no Mercado Público: box especializado em produtos orgânicos, loja de especiarias e banca de pescados. Visita à cozinha de restaurante, com oficina de preparo de prato típico da culinária açoriana. Degustação do alimento em piquenique na área de praça com vista para a Ponte Hercílio Luz, monumento tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional — Ipham.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Restaurante Conselheiro do Paladar

DDD 48 — Fixo 3225-6111

vwww.conselheirodopaladar.com.br

 

  • Ratones: Uma Experiência da Terra ao Prato

Um dia inteiro para recuperar ou aprimorar nossas capacidades de perceber elementos da natureza. Aromas da flora, sons dos animais, ruídos da água corrente… Estas coisas simples das quais nos afastamos devido à correria do dia a dia. Visita à horta orgânica, para a escolha de plantas alimentícias não convencionais — conhecidas como PANCs. Degustação de delícias surpreendentes: canapés, tira-gostos, salgadinhos e sobremesas.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Jardim do Rancho

DDD 48 — Móvel 9972-3225

www.jardimdorancho.com.br

 

  • Tour das Experiências

Passeio interativo por diversos pontos da Ilha de Santa Catarina — também conhecida comoIlha da Magia. A bordo de um open top bus, o turista conhece atrativos turísticos da cidade de Florianópolis. Enquanto o veículo circula por avenidas, estradas e ruas, as narrativas de apresentação dos pontos de visitação vão sendo entremeadas por histórias e curiosidades da cultura local, e também por apresentações da criativa música nativa.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

By Bus Turismo

DDD 48 — Fixo 3239-8966

www.floripabybus.com.br

 

  • Um Dia Inesquecível

Experiência de preservação ambiental na Reserva Extrativista Marinha de Pirajubaé, na área urbana do Município de Florianópolis. Visita a um Racho de Pesca e passeio pelo mar da área protegida, conhecendo bancos de areia, manguezal e Rio Tavares, além de ida até às proximidades da Ponte Hercílio Luz. Oficina de manuseio dos apetrechos de pesca e degustação de um menu de delícias criado com peixes e moluscos típicos.

 

Turismo de Experiência amplia atrações para o turista da Santa e bela Catarina

Exoexperiências

DDD 48 — Móvel 9138-0951

www.ecoexperiencias.com.br

 

Objetivos gerais do Turismo de Experiência

 

O projeto “Turismo de Experiência: Santa Catarina em todos os sentidos” foi criado e desenvolvido com o objetivo de incentivar e promover pequenos negócios da Região Metropolitana da Grande Florianópolis. No formato agora apresentado ao mercado, agrupa 16 operadores orientados e preparados para oferecer momentos memoráveis àqueles em busca de roteiros realmente diferenciados, capazes de fugir ao lugar comum.

O que se buscou foi a formatação de produtos capazes de atender os objetivos maiores do Turismo de Experiência, resumidos em estimular o envolvimento com comunidades locais, permitir o aprendizado de novas atividades e explorar limites dos sentidos, como conhecimento de gastronomia, integração a manifestações religiosas, participação em aventuras, brincar com folclore, envolver-se com esportes, produção de artesanato etc.

Como a modalidade do Turismo de Experiência ganha novos adeptos ano após ano, atraindo público diferenciado, mais exigente, cria-se uma miríade de oportunidades de novos negócios, capazes de serem aproveitados por empreendedores individuais, micro e pequenas empresas. Basta que estes desenvolvam produtos inovadores, baseados nas próprias histórias de vida, costumes dos habitantes, tradições locais, cultura popular…

 

Objetivos específicos do Turismo de Experiência

 

O projeto “Turismo de Experiência: Santa Catarina em todos os sentidos” foi pensado, planejado, criado, pesquisado e desenvolvido a partir de uma inovadora parceria entre aFundação Municipal de Cultura e Turismo do Município de São José e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina — Sebrae-SC. Esta união teve o objetivo de buscar uma solução capaz de atender os seguintes objetivos específicos:

 

  • Ampliar a participação das famílias e comunidades em atividades geradores de renda
  • Divulgar costumes, cultura, folclore, gastronomia e manifestações religiosas locais
  • Engajar as famílias e comunidades em atividades criadoras de postos de trabalho
  • Incentivar o surgimento de pequenos negócios através do Turismo de Experiência
  • Desenvolver o turismo no seu todo na Região Metropolitana da Grande Florianópolis
  • Promover as sustentabilidades ambiental e econômica do Turismo de Experiência

 

Este post foi produzido a partir dos conteúdos disponíveis no site do Projeto Tamar.

 

Matéria produzida a partir da participação no Press Trip Turismo de Experiência promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina — Sebrae-SC, dias 2 e 3 de dezembro de 2015, na Região Metropolitana da Grande Florianópolis.