O ciclo-riquixá, bicicleta adaptada para transportar um, dois ou até mais passageiros, com conforto, segurança e tranquilidade — além do condutor, impulsionando o conjunto com a força sobre pedais — é excelente opção de sustentabilidade, integrando-se ao meio ambiente local. Sistema de transporte está se popularizando pelo Brasil.

 

Ciclo-riquixá: rompendo com a dependência do automóvel

 

É forte a dependência do automóvel para se passear na grande maioria das regiões turísticas do Estado do Espírito Santo. O visitante até chega de ônibus. Mas, sem transporte coletivo, se distâncias entre atrativos forem longas, depende-se de veículos para seus deslocamentos.

Se houver aplicativos de compartilhamento, pela baixa demanda, custos serão elevados. O mesmo para corridas de táxi, geralmente a valores fixos. Não estou acusando motoristas de exploradores. O preço é correto. Usar vez ou outra, vá lá! A todo momento, fica impossível.

Solução barata, boa e bonita para esse problema está na adoção do ciclo-riquixá, bicicleta adaptada para transportar um, dois ou até mais passageiros, com conforto, segurança e tranquilidade — além do condutor, impulsionando o conjunto com sua força sobre pedais.

Nada de usar motores a combustão — queimando, principalmente, combustíveis fósseis —, evitando poluição sonora e descarga de gás carbônico na atmosfera. Se a pessoa puder investir em elétricos, ok! Não eliminam o esforço físico por completo, mas são silenciosos.

 

Solução barata, boa e bonita para se passear em algumas regiões turísticas está no ciclo-riquixá, bicicleta adaptada para transportar um, dois ou até mais passageiros, com conforto, segurança e tranquilidade — além do condutor, impulsionando o conjunto através de pedais

 

Ciclo-riquixá: transporte muito popular na Cidade de Parintins

 

Pesquisa na Web indica haver uso do ciclo-riquixá — como ecotáxis — na Cidade de Volta Redonda, Sul do Estado do Rio de Janeiro, e na Cidade do Rio de Janeiro, a capital daquela Unidade Federativo. Só os encontrei, em abundância, numa localização muito interessante.

Trata-se da Cidade de Parintins. No meio da Floresta Amazônica, distante 600 quilômetros a Sudeste da Cidade de Manaus, a capital do Estado do Amazonas, com acesso apenas por avião e barco, até há carros pelas ruas, apesar do diesel, etanol e gasolina serem mais caros.

Vem crescendo a quantidade de motocicletas — muitas oferecendo o serviço de moto-táxi; em maioria, rodando sem segurança. Não deu outra: os acidentes relacionados a esse modal de transporte aumentaram proporcionalmente — envolvendo pilotos e passageiros, é claro!

Minhas visitas, para assistir duelos do Boi-bumbá Caprichoso e do Boi-bumbá Garantido, têm algum tempo. A realidade hoje poderia ser diferente. Repetindo a busca na Internet, por imagens de bicicletas na Cidade de Parintins, percebe-se a situação manter-se a mesma.

Dá a impressão de até ter crescido em relação aos anos passados. É enorme a quantidade de ciclo-riquixás por todos os lados, em meio a verdadeiro mar de pessoas caminhando a pé e automóveis disputando espaço com motocicletas — há, também, muitas bicicletas comuns.

 

Na Cidade de Parintins, no meio da Floresta Amazônica, distante 600 quilômetros a Sudeste da Cidade de Manaus, a capital do Estado do Amazonas, com acesso apenas por avião e barco, até há carros pelas ruas, mas a presença dos ciclo-riquixás e dominante

 

Ciclo-riquixá: boa opção para pessoas em risco social

 

A realidade da Cidade de Parintins pode ser replicada aqui, em locais sem transporte coletivo regular. Cito alguns, dos mais conhecidos: Cidade de Conceição da Barra, Cidade de Domingos Martins, Cidade de Santa Teresa e Cidade de Venda Nova do Imigrante.

E também na Vila de Itaúnas e Vila de Pedra Azul, por exemplo. Nesta última, já pensou curtir a Rota do Lagarto num passeio tranquilo, podendo parar onde se quiser? Ou circular entre os atrativos existentes pelos arredores? Hoje, isso só é possível estando motorizado.

As Prefeituras, ou entidades relacionadas ao Turismo, poderiam liderar a criação desse sistema de ciclo-riquixás ou ecotáxis. Entretanto, fazer isso sem se tornar proprietária dos equipamentos ou empregar condutores — deixando o controle por conta dos envolvidos.

Além de disseminar o valor da ideia, induzir a criação de uma cooperativa, organização capaz de gerir o empreendimento. E atrair participantes, principalmente, nas famílias em situação de risco, jovens de baixa renda, adultos com pouca capacitação profissional etc.

 

A realidade da Cidade de Parintins pode ser replicada aqui, em locais sem transporte coletivo regular. Cito alguns, dos mais conhecidos: Cidade de Conceição da Barra, Cidade de Domingos Martins, Cidade de Santa Teresa e Cidade de Venda Nova do Imigrante

 

Ciclo-riquixá: transporte coletivo, turismo, transporte escolar

 

Vejo três possibilidades de prestação de serviços, uma complementar à outra. Primeiro, atendimento ao morador com transporte público: linhas regulares a partir do Centro urbano, cumprindo trajetos fixos, horários constantes, preço adequado, escalas obrigatórias etc.

Segundo, recepção aos visitantes, com roteiros pré-determinados a valores competitivos frente aos outros modais de deslocamento. O contrato seria direto com um atendimento central da cooperativa, com essa determinando o condutor, ou condutores, responsáveis.

E, muito importante: fechar contrato com o Executivo Municipal para o transporte escolar obrigatório, dentro de raio compatível para pegar e deixar os alunos a partir das unidades escolares — reduzindo a dependência por micro-ônibus, ônibus, vans e outros automóveis.

A Administração Pública teria gastos reduzidos com essa obrigação constitucional. O meio ambiente não seria mais agredido com poluição atmosférica e poluição sonora. Os alunos correriam menos riscos de acidentes. E a cooperativa manteria uma renda mensal constante.

 

Vejo três possibilidades de prestação de serviços com ciclo-riquixás: transporte coletivo público, com linhas regulares a partir dos Centros urbanos; oferta de passeios de Turismo e transporte diário de estudantes entre suas casas e as unidades escolares nas proximidades

 

Ciclo-riquixá: visual muda de acordo com as festas ao longo do ano

 

Ao longo do ano, os ciclo-riquixás ou ecotáxis poderiam ser decorados de acordo com as datas festivas: Carnaval, Páscoa, Dia das Mães, Festas Juninas e Festas Julinas, Dia dos Pais, Semana da Independência, Dia das Crianças, Natal, períodos de Copa do Mundo etc.

Famílias e mais famílias se interessariam em permitir aos filhos crianças curtirem passear em triciclos ornamentados com coelhos, corações, bandeirinhas, capuzes de Papai Noel… Ou seja: o sistema funcionaria na atração constante de visitantes, mesmo em baixa estação.

Uma coisa bem interessante seria vender um passaporte de validade diária, possibilitando o chamado hope on, hope off: embarques e desembarques constantes naqueles circulando nos trajetos fixos. Mas, fique bem claro: tudo feito de acordo com sustentabilidade econômica.

 

Famílias e mais famílias se interessariam em permitir aos filhos crianças curtirem passear em triciclos ornamentados com coelhos, corações, bandeirinhas, capuzes de Papai Noel… Ou seja: o sistema funcionaria na atração constante de visitantes, mesmo em baixa estação

 

Ciclo-riquixá: produção acontece na própria comunidade

 

Dinheiro recebido no trajeto fixo fica com o condutor; passeios, passaportes, transporte de alunos, recebidos pela cooperativa — menos taxa de administração —, rateado entre todos. Isso evitaria o abandono do serviço menos interessante em prol apenas dos mais lucrativos.

Os ciclo-riquixá podem ser produzidos pela própria entidade gestora do sistema. Para tanto, precisaria qualificar trabalhadores, através de parceria com uma unidade Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial — Senai ou outros centros de formação profissional similares.

A oficina seria voltada a reciclar bicicletas doadas pela comunidade. Apoio de um designer, ou engenheiro, de produtos seria válido, para estabelecer o modelo do ciclo-riquixá unindo beleza de forma, leveza de estrutura, conforto do condutor, segurança dos passageiros etc.

Por fim, é importante ressaltar: as ideias aqui apresentadas, expressas, não estão restritas apenas ao território capixaba. Elas podem ser aproveitadas e desenvolvidas em qualquer localidade do Brasil apresentando realidades similares às descritas no início deste texto.

 

Os ciclo-riquixá podem ser produzidos pela própria entidade gestora do sistema. Para tanto, precisaria qualificar trabalhadores, através de parceria com uma unidade Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial — Senai ou outros centros de formação profissional similares

 

Ciclo-riquixá: breve história deste meio de transporte

 

O riquixá tradicional é um meio de transporte no qual a pessoa, andando a pé, puxa um reboque de duas rodas, onde acomodam-se até dois passageiros. Originário da Ásia, têm sido substituídos pelos ciclo-riquixás — agora, tracionados pelos pedais de uma bicicleta.

Eles tornaram-se conhecidos a partir do Japão, em 1868. No início, atendiam apenas à elite, substituindo liteiras, mais lentas. Outro fator para sua rápida popularização foi substituir os cavalos pelos humanos. Afinal, naquela época, utilizar os primeiros custava bem mais caro.

Há controvérsias sobre o criador do riquixá. Apesar de parecerem ter nascidos no Oriente, fontes citam o norte-americano Albert Tolman como inventor. Ele o construiu em 1848, na Cidade de Worcester, Estado de Massachusetts, atendendo encomenda de um missionário.

No Japão, o mérito vai para Izumi Yosuke, Suzuki Tokujiro e Takayama Kosuke, em 1868. O modelo veio da simplificação de carruagens, recentemente introduzidas naquele país. Além de produzir e vender, as assinaturas dos três eram exigidas nas licenças para operar.

Mais norte-americanos estão na lista: o missionário Jonathan Scobie, vivendo no Japão, tendo de carregar a esposa, inválida, pelas vias da Cidade de Yokohama, montou um, em 1869; e um pastor evangélico, não identificado, com sua solução vindo a público em 1888.

 

O riquixá tradicional é um meio de transporte no qual a pessoa, andando a pé, puxa um reboque de duas rodas, onde acomodam-se até dois passageiros. Originário da Ásia, têm sido substituídos pelos ciclo-riquixás — agora, tracionados pelos pedais de uma bicicleta

 

Ciclo-riquixá: popularização no final do século XIX, anos 1800

 

Independentemente de quem sido o pai — quem sabe, uma mãe? —, já em 1872 cerca de 40 mil riquixás estavam sendo utilizados na Cidade de Tóquio. Logo, eram o principal meio de transporte público no Japão. Por volta de 1880, surgem pela Índia, levados por chineses.

Primeiro, na Cidade de Simla, depois, na Cidade de Calcutá, eram utilizados, inicialmente, para o transporte de mercadorias. Em 1914, veio a permissão para transportar passageiros. Logo, os riquixás estavam presentes em diversas das grandes cidades do sudeste asiático.

Puxar riquixá era, normalmente, o primeiro trabalho de camponeses depois de migrar para as áreas urbanas. Como a atividade não exige formação educacional, era a solução para as pessoas mais simples ter uma atividade capaz de gerar renda para sustento de suas famílias.

Os ciclo-riquixás são, hoje, atrações turísticas na Cidade de Kamakura e Cidade de Tóquio, no Japão; Cidade de Hong Kong; na Cidade de Londres, a capital da Inglaterra; Cidade de Ottawa e Cidade de Toronto, no Canadá; e, na Cidade de Ho Chi Minh, a capital do Vietnã.

 

Os ciclo-riquixás são, hoje, atrações turísticas na Cidade de Kamakura e Cidade de Tóquio, no Japão; Cidade de Hong Kong; na Cidade de Londres, a capital da Inglaterra; Cidade de Ottawa e Cidade de Toronto, no Canadá; e, na Cidade de Ho Chi Minh, capital do Vietnã

 

Ciclo-riquixá: mais imagens, falando por si mesmas

 

 

 

 

 

 


 

O post “Riquixá é solução para passeios em regiões turísticas do Estado do Espírito Santo” foi produzido por João Zuccaratto, jornalista especializado em Turismo baseado na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo.

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