O Estado do Espírito Santo nasceu na Prainha, na Cidade de Vila Velha. Seu Sítio Histórico guarda patrimônios culturais e religiosos. No passar dos anos, sofreu descaracterizações. Em vias de ser reformado, estudantes de Arquitetura e Urbanismo usaram concurso para apresentar sugestões.

 

Sítio Histórico da Prainha: embrião do Estado do Espírito Santo

 

O capitão-donatário Vasco Fernandes Coutinho, depois de cruzar o Oceano Atlântico de Nordeste a Sudoeste, a bordo da caravela Glória, escolheu pequena enseada para aportar e assumir a capitania hereditária doada a ele pela Coroa Portuguesa nas terras do Brasil.

Era 23 de maio de 1535, um Domingo de Pentecostes, essa, uma das celebrações mais importantes do calendário cristão — no caso, da Religião Católica: comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo, sua mãe Maria e outros seguidores.

Por isso, não teve dúvidas, batizando seus domínios como Capitania do Espírito Santo. Impedido de descer à terra pelos nativos armados de arcos, flechas e tacapes, usou tiros de canhão para assustá-los e espantá-los para o interior, coberto por Mata de Restinga.

Os índios chamavam a faixa de areia onde pisou pela primeira vez em sua propriedade de piratininga — significando peixe seco, local de secar peixe. Para os colonizadores, passou a ser a Praia de Piratininga. Mas, por ser pequena, ganhou o apelido de Prainha.

Passados quase 500 anos, o entorno da Prainha tornou-se dos mais importantes sítios históricos da terra capixaba. Além de, ali, ter nascido a atual Cidade de Vila Velha, sedia patrimônios como o Convento da Penha e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

 

Os índios chamavam a faixa de areia de piratininga — significando peixe seco, local de secar peixe. Os colonizadores, de Praia de Piratininga. Por ser pequena, virou Prainha. Na foto, o lado esquerdo dela, abaixo do morro onde, no alto, está o Convento da Penha

 

Sítio Histórico da Prainha: séculos de descaracterização

 

Ao longo dos séculos, a Prainha sofreu descaracterizações. Um aterro, avançando para o mar, soterrou a orla original e criou enorme área. Sobre ela, foi instalado o Parque da Prainha, cujas estruturas e instalações, já sucateadas, serão reformuladas e reformadas.

Visando enriquecer esse processo, a Seccional Estado do Espírito Santo do Instituto dos Arquitetos do Brasil — IAB-ES lançou concurso voltado a estudantes de Arquitetura e Urbanismo, desafiando-os a propor ideias para melhorias no Sítio Histórico da Prainha.

O certame foi encarado por sete grupos de alunos — totalizando 31 estudantes —, dos cursos da Universidade Federal do Estado do Espírito Santo — Ufes e da Universidade de Vila Velha — UVV. E contaram com apoio de orientadores indicados pelo IAB-ES.

 

Ao longo dos séculos, a Prainha sofreu descaracterizações. Aterro, avançando para o mar, soterrou a orla original, vista nesta foto de 1936. Sobre ele, foi instalado o Parque da Prainha, cujas estruturas e instalações, sucateadas, serão reformuladas e reformadas

 

Sítio Histórico da Prainha: estudantes criam o Projeto Canela-Verde

 

Por valorizar iniciativas como essas, fiquei interessado em divulgar as criações, para contribuir com a viabilização de ações semelhantes em outras partes do País. Consegui os trabalhos de quatro grupos, os quais serão publicados sem referências ao vencedor.

O primeiro foi produzido por Bruna da Silva Santos, Luana Marinho dos Santos, Natiele Dalbó, Patrícia Scarpat Thompson Palhano e Wesley Milke, todos UVV. Denominado Projeto Canela-Verde, surgiu sob a orientação da profissional Simone Neiva Gonçalves.

Canela-verde é a identificação do nascido no Município de Vila Velha. O termo surgiu das algas coladas às pernas dos primeiros a desembarcar na Prainha. Cores, detalhes e formas da planta marinha decoram pisos de calçadas, parque e praças do Sítio Histórico.

 

Canela-verde é a identificação do nascido no Município de Vila Velha. O termo surgiu das algas coladas às pernas dos primeiros a desembarcar na Prainha. No projeto, cores, detalhes e formas da planta marinha decoram espaços do Sítio Histórico da Prainha

 

Sítio Histórico da Prainha: curvas, desenhos, iluminação…

 

Curvas, desenhos, iluminação, mobiliário urbano e paisagismo foram trabalhados para oferecer as melhores condições de mobilidade possíveis: a pé, sobre bicicletas, a bordo de carros particulares, usando táxis ou veículos compartilhados, chegando de ônibus…

Todo o bairro no entorno à Prainha, tratado como zona de amortecimento em relação ao espaço do Sítio Histórico, foi trabalhado objetivando oferecer melhor qualidade de vida tanto aos seus moradores quanto para os milhares de visitantes ali aportando todos dias.

Estes últimos contam com Núcleo de Apoio ao Turista, agregando estacionamento para ônibus, baterias de toaletes femininos e masculinos e posto de informações. Locomoção é facilitada pela interligação de ciclovias e presença estratégica de vários bicicletários.

 

Todo o bairro no entorno à Prainha, tratado como zona de amortecimento em relação ao espaço do Sítio Histórico, foi trabalhado objetivando oferecer melhor qualidade de vida tanto aos moradores quanto aos milhares de visitantes ali aportando todos dias

 

Sítio Histórico da Prainha: tratamento paisagístico do entorno

 

As quatro vias de acesso ganharam tratamento paisagístico, com asfalto substituído por piso intertravado. Uma delas, a Rua Luíza Grinalda — nome da primeira governante de um Estado brasileiro — praticamente foi transformada numa belíssima rua de pedestre.

No Sítio Histórico da Prainha, há uma completa integração com os pontos de visitação já existentes: área de acesso ao Convento da Penha, Cais dos Padres, Casa da Memória, Gruta Frei Pedro Palácios, Igreja Nossa Senhora do Rosário e Museu Homero Massena.

Há proposta de novas estruturas: Centro Cultural, cerimonial, chafariz, estacionamento coberto, Mercado de Peixes, Mercado Municipal, quiosques, restaurante e terminal de embarque e desembarque de passageiros do futuro Sistema de Transporte Aquaviário.

Dois destaques são Memorial do Descobrimento e visitação à caravela Espírito Santo, atracada em píer especial. Construída com recursos dos impostos, para comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses, hoje está quase naufragada nas proximidades.

 

Dois destaques são Memorial do Descobrimento e visitação à caravela Espírito Santo, atracada em píer especial. Construída com recursos dos impostos, para comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses, hoje está quase naufragada nas proximidades

 

Sítio Histórico da Prainha: forte arborização, muitos jardins

 

O novo parque traz ambientes sombreados para passeio ou permanência; áreas a céu aberto para atividades diversas; equipamentos para atividades físicas ao ar livre; espaço Kids; quadras poliesportivas; e, setor Pets — tudo entremeado por arborização e jardins.

A seguir, imagens do belo trabalho dos futuros arquitetos e urbanistas Bruna da Silva Santos, Luana Marinho dos Santos, Natiele Dalbó, Patrícia Scarpat Thompson Palhano e Wesley Milke, organizadas segundo critérios para melhor entendimento pelos leitores.

 

O novo parque traz ambientes sombreados para passeio ou permanência; áreas a céu aberto para atividades diversas; equipamentos para atividades físicas ao ar livre; espaço Kids; quadras poliesportivas; e, setor Pets — tudo entremeado por arborização e jardins

 

Sítio Histórico da Prainha: imagens de ideias encantadoras

 

 

Acesso ao Sítio Histórico da Praia pela Rua Luíza Grinalda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Praça atrás da Igreja Nossa Senhora do Rosário

 

 

 

Vistas Parque da Prainha para Igreja Nossa Senhora do Rosário

 

 

 

 

 

 

 

Canto Histórico — Casa da Memória e Museu Homero Massena

 

 

 

 

 

Cais dos Padres, acesso antigo e acesso novo ao Convento da Penha

 

 

 

 

 

 

Sítio Histórico da Prainha — Deques junto ao mar e à Prainha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estacionamentos e edificações diversas do Parque da Prainha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Espaços para atividades físicas do Parque da Prainha

 

 

 

 

 

 

 

 

Ambientes e outros equipamentos do Parque da Prainha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

O post “Projeto Canela-Verde reúne propostas de estudantes de Arquitetura e Urbanismo para a recuperação do Sítio Histórico da Prainha, no Estado do Espírito Santo” foi produzido por João Zuccaratto, jornalista especializado em Turismo baseado na Cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, com objetivo de divulgar concepções de estudantes de Arquitetura e Urbanismo voltados à recuperação do Sítio Histórico da Prainha, berço da colonização portuguesa tanto da Cidade de Vila Velha quanto no Estado do Espírito Santo.

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No post “Projeto Canela-Verde reúne propostas de estudantes de Arquitetura e Urbanismo para a recuperação do Sítio Histórico da Prainha, no Estado do Espírito Santo”, a repetição de algumas expressões, como “Sítio Histórico da Praianha”, é intencional. Elas são as principais palavras-chave dos conteúdos. Colocá-las várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com BingGoogle ou Yahoo!.

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