Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu deve ser visitado pelo menos uma vez na vida. Cachoeiras são maiores atrativos dentro de área de preservação de quase 200 mil hectares. Formações geológicas com mais 150 milhões de anos. Quedas têm pelo menos 2.500 séculos.

 

O espanhol Alvar Nuñez Cabeza de Vaca chefiou a expedição de europeus que tornaram-se os primeiros homens brancos a verem o que denominaram como Saltos de Santa Maria

O espanhol Alvar Nuñez Cabeza de Vaca chefiou a expedição de europeus que tornaram-se os primeiros homens brancos a verem o que denominaram como Saltos de Santa Maria

 

Espanhóis descobrem os Saltos de Santa Maria

 

Em 1541, a Espanha enviou uma expedição para cruzar seus domínios a partir do ponto em que o limite do Tratado de Tordesilhas encontrava o mar, bem ao Sul da Terra de Santa Cruz. Isto se dava no litoral do hoje o Estado de Santa Catarina, no Município de Laguna. Comandada pelo explorador Alvar Nuñes Cabeza de Vaca, este desviou a rota para o Norte, avançando sobre o agora Estado do Paraná, então território de Portugal.

O espanhol buscava o que os índios chamavam de “peabiru”. Na língua tupi, “pe” é caminho; e “abiru”, grama amassada. Eram antigas picadas usadas pelos nativos desde bem antes da chegada dos homens brancos. O principal deles, batizado pelos europeus, de modo redundante, como “Caminho de Peabiru”, era uma via que unia o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, vencendo as grandes altitudes da Cordilheira dos Andes.

Historiadores divergem se Alvar Nuñez Cabeza de Vaca alcançou este objetivo. O provável é que, chegando às partes altas das terras paranaenses, encontrou um rio, correndo no mesmo sentido da expedição. Por ser bastante largo, os tupis o chamavam de “iguassu”: “i” é água: e “guassu”, grande. Providenciando embarcações, Alvar Nuñes Cabeza de Vaca aproveitou a estrada natural de “águas grandes” para dar mais velocidade à dura viagem.

Após semanas, cruzando mais de mil quilômetros de território, ele e seus homens ficam assustados com um ronco muito forte, vindo de longe, à frente. Sem noção do que era, ancoram as canoas e seguem a pé, aproximando-se da fonte do barulho. E notam que, se tivessem seguido na correnteza, estariam mortos. Seria impossível evitar serem tragados pela força gerada por águas despencando em abismos com quase 100 metros de altura.

Tornaram-se os primeiros europeus a ver as quedas. Nas anotações sobre a aventura, Alvar Nuñez Cabeza de Vaca as batizou de Saltos da Santa Maria. Seguindo adiante, viu que elas ficavam próximas ao final daquele rio, com as águas grandes sendo despejadas no que os nativos denominavam “paraná”, ou “curso d’água extenso e largo, com ilhas pelo meio”. Como fim de rio é foz, usando a denominação indígena, era a foz do “iguassu”.

 

Lenda dos índios caingangues explica a criação das quedas como vingança do deus M'Boy quando percebeu ter perdido a virgem Naipi para o jovem guerreiro Tarobá

Lenda dos índios caigangues explica a criação das quedas como vingança do deus M’Boy quando percebeu ter perdido a virgem Naipi para o jovem guerreiro Tarobá

 

Lenda diz que Saltos das Águas Grandes são vingança

 

Os antigos, por não possuírem o conhecimento sobre geologia aprimorado nos últimos séculos, criaram lendas para explicar o surgimento dos saltos das águas grandes. Uma delas é a dos índios caigangues, habitantes daquela região. Acreditavam ser o mundo governado por M’Boy, um filho do deus Tupã. E tinham o costume de buscar proteção deste ente supremo dedicando ao mesmo coisas terrenas às quais davam muito valor.

Assim, um dos caciques, de nome Igobi, decidiu entregar a ele uma de suas filhas. A escolhida foi Naipi, cuja beleza tão especial fazia a correnteza parar quando se mirava no espelho formado em remansos das águas grandes. Por decisão do pai, permaneceria virgem toda a vida, não sendo de outro homem. Como as coisas do coração geralmente desrespeitam as decisões humanas, a promessa foi quebrada, levando a uma tragédia.

Foi só o jovem guerreiro Tarobá conhecer Naipi para se apaixonar perdidamente. E teve este sentimento correspondido. Para tornar possível a realização daquele imenso amor, tomaram a decisão de fugir, desaparecendo nas matas. A melhor hora para isso seria na festa de consagração da bela índia a M’Boy. Bastava esperar o momento em que todos estivessem embriagados pelo efeito do cauim, bebida alcoólica, feita milho fermentado.

E assim aconteceu. Para não deixar rastros e não fazer barulho, Naipi e Tarobá pegaram uma canoa e usaram a correnteza para levá-los à felicidade. M’Boy, percebendo a fuga, ficou furioso. Penetrou nas entranhas da terra, produziu um enorme desnível no trajeto do rio, fazendo as águas desabarem em grande altura. Sem ter noção do perigo à frente, os dois jovens enamorados, pegos pela surpresa, desapareceram sem deixar vestígios.

Mas o vingativo M’Boy fez mais, punindo os amantes pela eternidade. Tornou Naipi uma rocha, colocando-a no meio das cataratas, sendo perpetuamente fustigada pelas águas. E transformou Tarobá numa palmeira, colocada à beira de um grande abismo, inclinada sobre a Garganta do Diabo. Debaixo dela, está a entrada da gruta na qual vive, dali vigiando até o fim dos tempos aqueles punidos apenas por realizarem sua paixão.

 

Os conhecimentos modernos sobre geologia mostram que o curso do Rio Iguaçu tem mais de 150 milhões de anos, e as quedas começaram a ser esculpidas há apenas 250 mil anos

Os conhecimentos modernos sobre geologia mostram que o curso do Rio Iguaçu tem mais de 150 milhões de anos, e as quedas começaram a ser esculpidas há apenas 250 mil anos

 

Formação geológica com mais de 150 milhões de anos

 

Hoje, sabe-se que aquela formação geológica data de aproximadamente 150 milhões de anos. A formação das cataratas é bem mais jovem, tendo começado a, mais ou menos, 200 mil anos. Acima delas, o Rio Iguaçu alcança até um quilômetro e meio de largura. Depois, estreita-se num canal com apenas 65 metros. Dependendo da vazão das águas, a quantidade de saltos varia muito, somando mais de 100 nos períodos das grandes cheias.

As principais quedas são 19, sendo cinco no lado brasileiro. Elas foram batizadas como Benjamin Constant, Deodoro, Floriano, Santa Maria e União. As demais estão no lado argentino. Mas a disposição em que estão distribuídas proporciona melhor visão para quem observa o cenário a partir do Brasil. E não há quem não se impressione assistindo as águas despencarem pelas pedras, mesmo em períodos de seca, com volume reduzido.

Se, atualmente, todo o entorno do lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu é área pública, sob domínio da Nação, nem sempre foi assim. No final do século XIX, como política de ocupação do território, terrenos eram dados a colonos interessados em extrair madeira, produzir erva-mate, dar início a alguma atividade agrícola, ou mesmo de pecuário. Uma das áreas doadas dessa forma tinha dentro de seus domínios aquele conjunto de quedas.

Em 1916, passando pela cidade de Foz do Iguaçu, Alberto Santos Dumont, o Pai da Aviação, convidado pelos proprietários do hotel onde estava hospedado, foi conhecer as Cataratas do Iguaçu. Ele ficou bastante surpreso ao saber que todo o espaço guardando aquela beleza pertencia a um particular. Além do mais, um estrangeiro: o uruguaio Jesus Val. E decidiu agir para modificar aquela situação, tornando-a um patrimônio público.

No retorno para o Estado do Rio de Janeiro, passou pela cidade de Curitiba, capital do Estado do Paraná, e explicou sua ideia ao então presidente Affonso Alves de Camargo. Assim, a propriedade, com pouco mais de mil hectares, foi desapropriada em 28 de julho de 1916, sendo declarada de utilidade pública. O Parque Nacional do Iguaçu nasce em 10 de janeiro de 1939, por ato do ditador Getúlio Vargas. No mesmo decreto, amplia a área para 157 mil hectares.

 

O Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu é um dos mais impressionantes Patrimônios Mundiais da Natureza escolhidos pela Unesco

O Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu é um dos mais impressionantes Patrimônios Mundiais da Natureza escolhidos pela Unesco

 

Unesco torna o Parque um Patrimônio Mundial Natural

 

Em 17 de novembro de 1986, o Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu recebe a honrosa distinção de Patrimônio Mundial Natural, título este concedido pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura. Em 1994, o Governo Federal amplia mais uma vez sua área, dando-lhe os limites atuais, os quais englobam 185 mil hectares voltados à preservação da natureza. E era passada a hora de usar melhor aquela riqueza.

Naquela época, a década de 1990, iniciou-se um processo de modernização de destinos turísticos mundo afora. No Brasil, como o aproveitamento de atrações naturais estava parado no tempo, o País pouco fazia para melhorar seus atrativos. O Parque Nacional da Cataratas do Iguaçu era vítima desse problema. Esta mentalidade começou a ser modificada com a proposta de entregar a gestão destes espaços à iniciativa privada, a partir de concessões.

O primeiro a passar por este processo foi Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu. E a vencedora da licitação foi a Cataratas do Iguaçu S.A. A empresa foi criada com o objetivo de operar atrações baseadas em riqueza natural, agregando ao já existente a mais ampla oferta de   melhoramentos, produtos e serviços. E, assim, criar complexos com a capacidade de recuperar, ampliar e manter a atratividade turística, oferecendo visitação de qualidade.

Assumindo a administração da unidade para um período de 15 anos, de 1999 a 2014, com direito ao aproveitamento econômico do serviço de transporte de visitantes, Centro de Visitantes, Espaço NaipiEspaço Porto Canoas e Espaço Tarobá. Estruturou o primeiro, construiu o segundo e reformou e adaptou os outros três. Diante de investimentos acima dos R$ 40 milhões, não previstos naquele acordo inicial, a concessão foi estendida para até 2020.

 

Uma das primeiras providências da empresa que venceu a concorrência pública para exploração do Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu foi a construção do Centro de Recepção aos Visitantes

Uma das primeiras providências da empresa que venceu a concorrência pública para exploração do Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu foi a construção do Centro de Recepção aos Visitantes

 

Centro de Visitantes é a porta de entrada do Parque

 

Porta de entrada do Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu, o Centro de Visitantes dispõe de um setor de atendimento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade — ICMBio, posto bancário, telefones públicos, sanitário feminino, sanitário masculino, fraldário, loja de lembranças, área para exposições, central de informações sobre o atrativo, sala exclusiva para recepção de empresas e guias de turismo e as bilheterias.

Ali, os visitantes podem tirar dúvidas e consultar o valor dos passeios oferecidos. Parte da renda obtida com a venda dos artigos personalizados com ícones representativos das belezas naturais ali presentes é revertida em ações de proteção ao meio ambiente. E a variedade de itens vai dos bonecos de pelúcia até os porta-retratos, passando por bonés, camisetas, chapéus, chaveiros, esculturas, fotos, papelaria, livros, revistas, vídeos…

 

Como a circulação de veículos particulares dentro da área do parque foi proibida, agora é só se pode usar o serviço de ônibus especiais, que rodam com velocidade controlada, evitando o atropelamento de animais

Como a circulação de veículos particulares dentro da área do Parque foi proibida, agora é só se pode usar o serviço de ônibus especiais, que rodam com velocidade controlada, evitando o atropelamento de animais

 

Circulação interna apenas em ônibus especiais

 

Como não é permitido o trânsito de carros particulares na área do Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu, os visitantes usam transporte coletivo, aliando conforto, tecnologia e respeito ao meio ambiente. São 18 veículos: cinco articulados, capacidade 62 passageiros; cinco com motores híbridos — biodiesel e eletricidade —, também para 62 pessoas; e oito double-decks, permitindo ampla visão das belezas ali existentes aos seus 72 ocupantes.

As carrocerias possuem pinturas representando algumas das espécies do Parque, como borboleta, cobra-coral, cobra-caninana, cutia, gralha-picaça, guaxo, jacaré-do-papo-amarelo, jacutinga, lagarto, macaco, onça-pintada, papagaio, pica-pau, puma, quati, tamanduá-mirim, tatu e tucano. Adaptados para embarque e desembarque de pessoas com limitações, um sistema de som transmite informações durante todo o passeio.

Levando grandes quantidades de turistas por unidade, rodam menos vezes, havendo significativa redução na emissão de poluentes. O controle de velocidade, feito por GPS, evita o atropelamento de animais. Aliás, se algum deles estiver cruzando as pistas, os motoristas estão orientados a parar e aguardar o tempo necessário, até não haver mais perigo. Se necessário, equipes de apoio deslocam-se para lá, para retirá-los do caminho.

 

O passeio pela Trilha das Cataratas permite diversas visões das quedas d'água em um percurso feito a pé, considerado de média dificuldade

O passeio pela Trilha das Cataratas permite diversas visões das quedas d’água em um percurso feito a pé, considerado de média dificuldade

 

Trilha das Cataratas permite diversas vistas das quedas

 

O passeio pela Trilha das Cataratas permite visão de diferentes ângulos do conjunto de quedas d’água. No percurso, mirantes de contemplação estão bem próximos de alguns saltos. Com 1.200 metros de extensão, partes em degraus, é caminhada com dificuldade moderada. No caminho, espécies de fauna e flora do Parque. Termina na passarela da Garganta do Diabo, a mais deslumbrante das quedas, com cerca de 80 metros de altura.

 

Os melhores pontos para observação das quedas estão localizados no Espaço Naipi, com passarelas que se lançam sobre as corredeiras

Os melhores pontos para observação das quedas estão localizados no Espaço Naipi, com passarelas que se lançam sobre as corredeiras

 

Espaço Naipi é melhor local para se ver as Cataratas

 

Se a vingança tramada pelo deus M’Boy condenou a indiazinha Naipi ao sofrimento eterno de, transformada em rocha, lutar eternamente contra a força das corredeiras, os seres humanos foram bem mais generosos. Fizeram isso usando seu nome para batizar um dos melhores pontos para se apreciar as Cataratas do Iguaçu. Trata-se do Espaço Naipi fica no final da Trilha das Cataratas, próximo a uma das quedas do Salto Floriano.

No local, há um mirante com vista para todo o cânion esculpido pela erosão causada pelas águas nos últimos 250 mil anos. Ele dispõe de três pontos para contemplação na parte baixa, situados quase ao nível das corredeiras. Partindo desse piso, dois elevadores panorâmicos levam até a parte mais alta. Lá de cima, consegue-se uma visão mais ampla de todo aquele conjunto espetacular, inclusive de toda a Garganta do Diabo.

 

A estrutura oferecida pelo Espaço Porto Canoa é ideal para se descansar e repor as energias, antes de completar a visitação ao Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu

A estrutura oferecida pelo Espaço Porto Canoas é ideal para se descansar e repor as energias, antes de completar a visitação ao Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu

 

Espaço Porto Canoas é opção para descanso

 

Ponto final da linha de ônibus que atende o Parque, o Espaço Porto Canoas é a melhor opção para descansar, repor as energias e, depois, continuar a desfrutar o passeio. Ele dispõe de Praça de Alimentação, com cafeteria, lanchonete e restaurante de comidas típicas, além de área para atendimento médico com serviço de ambulância, sanitário feminino, sanitário masculino, fraldário, telefones e serviço de acesso à Internet.

Junto com o espaço para apresentação de manifestações culturais, o Restaurante Porto Canoas oferece o melhor da culinária regional e internacional, em serviço de bufê com diversidade de saladas, pratos quentes e sobremesas. Sua carta de bebidas é variada. A ambientação de conforto tem uma vista única da parte superior das Cataratas do Iguaçu, com a chegada das águas à esquerda e a formação da Garganta do Diabo à direita.

 

O passeio pela Trilha do Poço Preto tem maiores componentes de adrenalina, com seu final sendo de barco e a chegada no Porto Canoas, antes das corredeiras que levam aos saltos

O passeio pela Trilha do Poço Preto tem maiores componentes de adrenalina, com seu final sendo de barco e a chegada no Porto Canoas, antes das corredeiras que levam aos saltos

 

Trilha do Poço Preto é passeio com mais adrenalina

 

O passeio pelo Trilha do Poço Preto relembra o caminho dos índios para contornar as Cataratas do Iguaçu. Definido como um Safari Ecológico, seus nove quilômetros podem ser vencidos em mão única, a pé, de bicicleta ou em carro elétrico. O início se dá numa passarela suspensa sobre um pequeno vale com 320 metros de profundidade. Ao longo do trajeto, guias bilíngues vão passando informações sobre fauna e flora ali existente.

Uma ponte pênsil permite uma visão espetacular da floresta, no meio da qual destaca-se a Lagoa do Jacaré e sua concentração de animais aquáticos. Terminada a parte em terra, navega-se pelo Rio Iguaçu, passando pelo Arquipélago das Taquaras, com opção de se fazer snorkeling, para observação da vegetação no fundo das águas. No retorno, após a Ilha dos Papagaios, pega-se as corredeiras, com desembarque bem próximo às quedas.

 

Mapa orienta visitantes no passeio pelo Parque

 

Este mapa, disponível no site da Cataratas S.A., empresa que administra a visitação no Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu,  orienta os passeios por toda aquela imensa área

Este mapa, disponível no site da Cataratas do Iguaçu S.A., empresa que administra a visitação no Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu, orienta os passeios por toda aquela imensa área

 


Texto redigido a partir de informações contidas no site da empresa gestora do Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu, a Cataratas do Iguaçu S.A., de pesquisas na Internet e informações do autor.

 

Matéria produzida a partir da participação na edição 2015 do Festival de Turismo das Cataratas, realizado de 17 a 19 de junho, na cidade de Foz do Iguaçu, localizada no extremo Oeste do Estado do Paraná, na região da Tríplice Fronteira, sendo vizinha à Argentina e ao Paraguai.