Bandeirantes paulistas já usavam a foz do Rio Itajaí-Açu como local para intercâmbio de cargas e escravos. Durante quase três séculos, riquezas trocavam de mãos sem controle do Poder Público. Estudos iniciais para construir porto moderno e organizado são do início do século XX, anos 1900.

 

Porto de Itajaí: segurança para bandeirantes e colonizadores

 

Pode-se afirmar, sem medo de errar: a origem do atual Complexo Portuário do Município de Itajaí remonta aos primórdios da ocupação das áreas situadas ao longo do imenso vale margeando o Rio Itajaí-Açu. Ele servia como caminho para adentrar as terras e, depois, manter a posse das mesmas.

Nesse vai e vem iniciado por bandeirantes paulistas, ter amplo domínio sobre a foz do curso d’água era crucial. Para isso, era importante estabelecer ali uma povoação e dotá-la de infraestrutura para atender embarcações de colonizadores navegando pelo oceano ou arriscando-se em direção a Oeste.

O primeiro a estabelecer-se ali foi João Dias Arzão. Em 1658, recebeu direitos de imensa sesmaria, à margem esquerda do Rio Itajaí-Açu. A área da propriedade correspondia, simplesmente, ao atual Município de Navegantes. Ele ergueu apenas uma moradia, em frente à barra do Rio Itajaí-Mirim.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

João Dias Arzão é considerado o primeiro morador da região. Ergueu moradia à beira do rio, mas não tinha meios nem intenção de construir povoação. Seu interesse era achar ouro. Como não teve sucesso, abandonou o local, indo para o Norte, onde ajudou a fundar a Vila de São Francisco do Sul

 

Porto de Itajaí: intercâmbio de riquezas sem controle do Governo

 

Como seu interesse principal era a busca por ouro, e não teve sucesso nesta empreitada, abandonou o local, indo para mais ao Norte. Lá, com outros bandeirantes, fundou um dos núcleos habitacionais iniciais do litoral do atual Estado de Santa e Bela Catarina: Vila de São Francisco do Sul, em 1672.

Mas, pesca abundante, solo fértil e florestas ricas e levaram a uma corrida em busca de propriedades por todo o Vale do Rio Itajaí-Açu. Mal havia sido iniciado o século XIX, anos 1800, as margens da via fluvial estavam todas tomadas. E não deu outra: movimentação econômica crescendo sem parar.

Como não havia representação do Poder Público na região, a situação da foz do Rio Itajaí-Açu era de abandono e desorganização. Toras de madeira, descidas boiando na correnteza, lá chegando eram carregadas em embarcações nacionais ou estrangeiras, sem fiscalização nem cobrança de impostos.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

Exportação de madeira pelo Porto de Itajaí até meados dos anos 1900. Como não havia cais, era normal tanto toras e produtos já beneficiados transportados boiando na correnteza, para serem carregadas em embarcações nacionais ou estrangeiras, sem fiscalização nem cobrança de impostos

 

Porto de Itajaí: primeira iniciativa de organização do local

 

Contrabando de pedras preciosas, tráfico de escravos e tudo o mais de ilegal era constante. Grandes barcos ancoravam durante vários dias nas águas tranquilas da barra, aguardando canoas carregadas muitas com riquezas cultivadas ou extraídas no território do atual Estado da Santa e Bela Catarina.

Diante daquela situação de caos completo, um carioca de 25 anos se insurgiu. Ali trabalhando como controlador de cortes de madeira autorizados pela Coroa, decidiu ser chegada a hora de pôr término àquela triste realidade. Já era chegado o momento de impor controle sobre a balbúrdia generalizada.

Seu nome: Antônio Vasconcelos Drummond. Solicitou apoio oficial para fundar uma vila próximo à foz do Rio Itajaí-Açu e, em 5 de janeiro de 1820, dom João VI o autorizava a estabelecer a colônia em duas sesmarias reais, junto ao Rio Itajaí-Mirim, espaço onde hoje situa-se o Bairro de Itaipava.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

Antônio Vasconcelos Drummond solicitou apoio para fundar vila próximo à foz do Rio Itajaí-Açu. Em 5 de janeiro de 1820, dom João VI o autorizou estabelecer a colônia em duas sesmarias reais, junto ao Rio Itajaí-Mirim, onde hoje situa-se o Bairro de Itaipava. Ele não concluiu esta missão

 

Porto de Itajaí: movimento crescente de barcos e navios

 

Antônio Vasconcelos Drummond, usando a força de trabalho de um batalhão de soldados sediados na Capitania, iniciou a derrubada da mata. Com o terreno limpo, iria construir casas. E contratou o desenho da planta da área urbana a um especialista, o coronel português Antônio José Rodrigues.

Com os serviços caminhando de vento em popa, Antônio Vasconcelos Drummond foi surpreendido pelo retorno de dom João VI a Portugal. Imaginando não ter mais o apoio do Governo, suspendeu os trabalhos, viajou à Cidade do Rio de Janeiro e não mais retornou para o Vale do Rio Itajaí-Açu.

O movimento continuava crescendo. Em meados do século XIX, os negócios entre os ali residentes e os comerciantes das vilas ao Norte e ao Sul do litoral estavam indo de vento em popa. Era um trânsito sem parar, com barcos cruzando pela costa e subindo e descendo o leito do Rio Itajaí-Açu.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

Agostinho Alves Ramos encabeça abaixo-assinado requerendo ao Bispado na Cidade do Rio de Janeiro a criação de curato na foz do Rio Itajaí-Açu. Curato era o termo utilizado para designar aldeias em condições de se tornar freguesia, um dos primeiros passos para se fundar uma povoação

 

Porto de Itajaí: comerciante cria as bases para uma cidade

 

Numa dessas viagens, um português, sócio de uma casa comercial na cidade de Desterro — antiga denominação da Cidade de Florianópolis —, chamado Agostinho Alves Ramos, chega pela primeira vez à foz do Rio Itajaí-Açu. Mesmo ficando poucos dias, volta impressionado pela movimentação.

Homem inteligente, bastante culto e de bom tino comercial, percebe um bom ponto para comércio na boca daquele rio. Sem pensar duas vezes, compra terreno, constrói casa, abre sua loja, muda-se para lá com a esposa Ana Maria Rita e dá passos bem mais ousados, visando fundar uma povoação.

De imediato, encabeça um abaixo-assinado, requerendo ao Bispado na Cidade do Rio de Janeiro a criação de um curato naquela região. Curato era o termo utilizado para designar aldeias e povoados já em condições de se tornar freguesia. E sua instalação, o primeiro movimento para fundar cidades.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

Ao mesmo paço em que a cidade se expandia, aumentava a quantidade de trapiches, instalações às margens do Rio Itajaí-Açu voltadas ao atendimento de navios ancorados ao largo. Cada comerciante envolvido com exportação e importação tinha o seu, e eram muitos nos anos finais do século XIX

 

Porto de Itajaí: exportação e importação através de trapiches

 

Em 31 de março de 1825, foi criado o Curato do Santíssimo Sacramento. Essa é considerada por muitos a data real da fundação do atual Município de Itajaí. Outros não aceitam porque, na época, ali era parte do Município de Porto Belo, do qual vai se emancipar apenas em 15 de junho de 1860.

O importante é que, a partir daí, começou-se a controlar uma das atividades mais fortes naquele local: o movimento portuário, reunindo navegação pela costa, trânsito rio acima e rio abaixo, pesca comercial, exportação de mercadorias, importação de produtos, transporte de passageiros etc.

Ao mesmo paço em que a cidade se expandia, aumentava a quantidade de trapiches, instalações às margens do Rio Itajaí-Açu voltadas ao atendimento de navios ancorados ao largo. Cada comerciante envolvido com exportação e importação tinha o seu, e eram muitos nos anos finais do século XIX.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

O atendimento aos navios atracados na foz do Rio Itajaí-Açu a partir de trapiches prolongou-se do início do século XIX a meados do século XX. Cada comerciante trabalhando com exportação ou importação tinha o seu, o que dificultava a fiscalização e cobrança de imposto por parte do Governo

 

Porto de Itajaí: dos estudos às obras, três décadas de espera

 

O término da Monarquia e início da República, em 15 de novembro de 1889, coincidem com novo surto de progresso naquele ponto. Com o crescimento das trocas internacionais, o uso de trapiches ao longo das bordas do Rio Itajaí-Açu não reunia mais condições de atender o grande movimento.

Assim, a partir de 1905, começaram os primeiros estudos definidores de instalações portuárias para o Município de Itajaí. Realizados pela Comissão de Melhoramentos dos Portos e Rios, organismo do Governo Federal, aqueles belíssimos projetos só deixaram as gavetas quase três décadas depois.

Podemos dizer que, como aperitivo, em 17 de julho de 1912, teve início a construção de um molhe na parte Sul da foz do Rio Itajaí-Açu. Formado por pedras retiradas ali bem próximo, representa a primeira ação para controlar o assoreamento do canal de acesso à área de estacionamento de navios.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

Planta baixa mostrando antiga situação da barra do Rio Itajaí-Açu e canal de acesso ao porto. Com o crescimento do comércio internacional, o uso de trapiches não oferecia condições de atender o movimento de mercadorias. A partir de 1905, são feitos os estudos para novas instalações portuárias

 

Porto de Itajaí: cais fica pronto em 1938, tendo 233 metros

 

Ele fica pronto por volta de 1914, tendo 700 metros lineares de comprimento. Mais tarde, fizeram obras diversas, incluindo as do Molhe Norte. Em 1934, é criado o Departamento Nacional de Portos e Navegação, ao qual o Porto de Itajaí, um enorme complexo de trapiches, passa a ser subordinado.

Os trabalhos para um moderno cais só foram efetivamente iniciados em 1938, com a construção do primeiro trecho de píer. E nasce em estrutura de concreto armado, com 233 metros de comprimento, primeiro armazém e pátios pavimentados em paralelepípedos. Findos estes, outra década de espera.

Em 1943, o Departamento Nacional de Portos e Navegação tem sua Denominação Social alterada. E passa a ser identificado como Departamento Nacional de Portos, Rios e Canais. Esta modificação burocrática nada soma, em termos de infraestrutura, às prementes necessidades do Porto de Itajaí.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

Em 17 de julho de 1912, teve início a construção de um molhe na parte Sul da foz do Rio Itajaí-Açu. Com pedras retiradas ali bem próximo, ele fica pronto por volta de 1914, tendo 700 metros lineares de comprimento. Mais tarde, fizeram obras diversas, incluindo as do Molhe Norte

 

Porto de Itajaí: complementação do píer só acontece em 1956

 

Elas só começam a ser parcialmente atendidas na década de 1950. Uma obra de complementação do cais acrescenta mais 570 metros a ele, totalizando 803. Os trabalhos ocorreram em duas etapas, indo até meados de 1956. E resultaram em novos pátios e quatro armazéns, sendo um deles frigorificado.

Este último criou condições para se diversificar da pauta de exportações do porto. Até ali, ela estava concentrada na madeira extraída no interior do Estado de Santa e Bela Catarina. Em 1963, acontece nova mudança burocrática: o Departamento Nacional de Portos, Rios e Canais vira uma autarquia.

Tornou-se, assim, entidade da administração pública com patrimônio próprio e atribuições estatais específicas, com autonomia administrativa e autonomia financeira. Ou seja: passou a ter bem mais liberdade para decidir o próprio destino, principalmente quanto a investimentos de modernização.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

Montagem fotográfica mostrando dois momentos do Porto de Itajaí no ano de 1950. Há alguns navios atracados no cais acostável, naquela época com apenas 233 metros de comprimento. Os demais estão ancorados ao longo da margem do Rio Itajaí-Açu antes e depois do píer já pronto

 

Porto de Itajaí: década de 1970 marca início da diversificação

 

Isso não alterou em nada a rotina do Porto de Itajaí, já defasado em relação à realidade do comércio interno e externo naquele momento. Mesmo assim, é definido com porto organizado pelo Governo Federal, considerando sua importância no Vale do Itajaí e integração no sistema portuário nacional.

No final dos anos 1960, com a exploração da madeira chegando ao fim, a crise se instalou. Era hora de buscar oportunidades em outros segmentos, adaptando-se às exigências da moderna economia da Região Sul do País. Ela respondia bem ao crescimento coordenado e orientado a partir de Brasília.

No início dos anos de 1970, a indústria brasileira começava a ampliar sua participação no mercado externo. A do Estado de Santa e Bela Catarina, bem como do Estado do Paraná e do Estado do Rio Grande do Sul, os vizinhos mais próximos, também seguiam a mesma trilha, buscando exportação.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

Vista aérea da Cidade de Itajaí em meados dos anos 1970. Esta época marca o início da busca por diversificação das atividades do Porto de Itajaí. A indústria brasileira começava a dar os primeiros passos na exportação de seus produtos, incentivada por investimentos a partir do Governo Federal

 

Porto de Itajaí: década de 1980 é iniciada com novas instalações

 

Essa nova contingência ajudou o Porto de Itajaí a diversificar as operações. Ganhou outro armazém frigorificado e ampliou presença de produtos congelados. Começou a operar com açúcar e, logo em seguida, vieram contêineres. Estes, no passar dos anos, tornaram-se o carro-chefe da movimentação.

Em 10 de julho de 1975, desativa-se a autarquia Departamento Nacional de Portos, Rios e Canais e cria-se a estatal Empresa de Portos do Brasil, conhecida pela sigla Portobrás. E, fazendo parte do organograma da empresa federal, sobressai-se um novo órgão, a Administração do Porto de Itajaí.

Os exercícios seguintes são marcados por novos investimentos em infraestrutura na área portuária. Em 1977, ficaram prontos o prédio administrativo e o terceiro armazém frigorificado. No início da década de 1980, fez-se ampla reforma, com a recuperação completa da estrutura do píer acostável.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

A partir do momento em que o Porto de Itajaí diversificou suas operações, além de ganhar novo armazém frigorificado e ampliou a presença de produtos congelados. Começou a operar com açúcar e, em seguida, contêineres. Estes, no passar dos anos, tornaram-se o carro-chefe da movimentação

 

Porto de Itajaí: enchente de 1983 destrói metade do cais acostável

 

Entretanto, em julho de 1983, o Vale do Itajaí foi assolado por uma das maiores enchentes em sua história, devido ao volume anormal de chuvas nas cabeceiras do Rio Itajaí-Açu e seus afluentes. A vazão das águas cresce absurdamente e a força da correnteza próximo à foz destrói metade do cais.

Sem uma razão plausível, a outra metade do atracadouro, apesar de ter uma estrutura semelhante, resistiu. E só irá ruir 25 anos depois, em 2008, com nova grande inundação na região do Vale do Itajaí. A parte desabada foi reconstruída rapidamente, ficando pronta antes do final daquele ano.

A década de 1980 é marcada pela intensificação da movimentação de cargas acomodadas dentro de contêineres. Em 1989, a extinção da Portobrás gera nova crise nos portos brasileiros, transferidos ao comando de um Departamento Nacional de Portos e Hidrovias sem recursos e atribuições definidas.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

A embocadura do Rio Itajaí-Açu é delimitada por dois molhes, Norte e Sul. Ela tem largura de 100 metros e, dali até a Bacia de Evolução, em frente ao cais, o eixo de navegação tem profundidade de 9 metros. A passarela do Molhe Sul é o local no Brasil onde se fica mais perto de grandes navios

 

Porto de Itajaí: movimento pela municipalização do controle

 

Em 1990, a administração do Porto de Itajaí é atrelada à Companhia Docas do Estado de São Paulo, recebendo esta também o Porto de Laguna. Esta improvisação leva a sociedade local a deflagrar a busca pela municipalização da gestão. Iniciava-se ali uma trajetória de cinco anos de trabalho.

Antecipando-se à cessão da gestão do Porto de Itajaí, o Ministério dos Transportes emite portaria descrevendo a área organizada do mesmo. Com data de 10 de dezembro de 1993, o documento, fora aspectos legais, traz detalhes interessantes para se conhecer mais profundamente aquele complexo.

Começa informando a localização, no litoral Norte do Estado de Santa e Bela Catarina, na margem direita do Rio Itajaí-Açu, a cerca de 3,2 quilômetros da foz deste. Do oceano para terra, o Canal de Acesso tem dois segmentos: o externo, em mar aberto; e o interno, o trecho mais próximo à terra.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

A municipalização da gestão do Porto de Itajaí permitiu agilizar investimentos em modernização capazes de o colocar em condições de disputar mercado num mundo já globalizado. E os números acumulados desde a metade da década de 1990 têm provado o acerto desta tomada de decisão

 

Porto de Itajaí: Município responsável pela gestão durante 25 anos

 

O primeiro tem 1,5 quilômetro de comprimento, largura de 100 a 150 metros e profundidade média de 8 metros. O outro, 3,2 quilômetros de comprimento, largura de 100 a 230 metros e profundidade média de 8 metros. Toda a extensão é margeada por sistema de boias sinalizadoras e orientadoras.

Na barra, a embocadura do Rio Itajaí-Açu, delimitada por dois molhes, Norte e Sul, tem largura de 100 metros. Dali até a Bacia de Evolução, em frente ao cais, o eixo de navegação tem profundidade de 9 metros. Há ainda o detalhe dele confrontar com o Porto de Navegantes, do outro lado do rio.

Depois de muitas idas e vindas, o movimento pela municipalização do Porto de Itajaí consegue uma vitória definitiva. A partir de 2 de junho de 1995, o Município de Itajaí passas a ser responsável pela gestão por 25 anos — e com possibilidades de renovação para mais 25 ao final do primeiro período.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

Em setembro de 2000, o Porto de Itajaí ganha píer exclusivo para navios de passageiros. Pioneiro no Brasil, além da plataforma de embarque e desembarque, há espaços para recepção e instalações de Alfândega, com Polícia Federal e Receita Federal, permitindo receber cruzeiros internacionais

 

Porto de Itajaí: movimentação cresce continuamente até 2008

 

Finda uma concorrência de âmbito internacional para arrendamento das instalações e equipamentos, sai vencedora a Terminal de Contêineres de Vale do Itajaí, sigla Teconvi (agora, a APM Terminals Itajaí). Isso possibilita investimentos tornando o porto apto a competir no ambiente de globalização.

A partir de então, o Porto de Itajaí iniciou trajetória de crescimento constante, gradativo, ano a ano. Nem mesmo movimentações na burocracia do setor alteraram este ritmo. Exemplo: autoridade para a exploração pelo Município ser confirmada em novo documento, a partir de 1º de janeiro de 1998.

Mais: o controle desta gestão ser transferido às mãos de nova entidade, criada com este fim, sob o nome Administradora Hidroviária Docas Catarinense; e a transformação deste órgão em autarquia municipal, denominada de Superintendência do Porto de Itajaí, ocorrida em 6 de junho de 2000.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

O crescimento da movimentação de cargas seguiu contínuo até final de 2008. Nova enchente levou a parte antiga do cais e o assoreamento da Bacia de Evolução, Eixo de Navegação entre Molhes, Canal de Acesso Interno e Canal de Acesso Externo causaram drástica retração naqueles números

 

Porto de Itajaí: obras para recuperar cais e serviços de dragagem

 

Em setembro de 2000, o Porto de Itajaí ganha píer exclusivo para navios de passageiros. Pioneiro no Brasil, além da plataforma de embarque e desembarque, há espaços para recepção e instalações de Alfândega, com Polícia Federal e Receita Federal, permitindo receber cruzeiros internacionais.

A movimentação de cargas cresce até fins de 2008. Foi quando nova enchente fez ruir a parte antiga do cais e o assoreamento da Bacia de Evolução, Eixo de Navegação entre Molhes, Canal de Acesso Interno e Canal de Acesso Externo chegou a limite crítico, causando retração naqueles números.

Imediatamente, o Governo Federal editou Medida Provisória garantindo recursos da União para a reconstrução das cidades devastadas no Vale o Itajaí e, consequentemente, para a reconstrução do Porto de Itajaí. Os trabalhos e dragagem começaram de imediato, sendo concluídos em dois anos.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

Nova dragagem em todas as partes de movimentação de navios sendo encerrada ampliou bastante as profundidades, criando condições de receber barcos ainda maiores. Só para se ter uma ideia, o píer de navios de turismo terá capacidade de acomodar até mesmo os maiores do mundo na atualidade

 

Porto de Itajaí: números atestam liderança em diversos segmentos

 

Mesmo marcado pelas obras, o ano de 2009 mostrou o início da recuperação. A movimentação e a diversificação vêm crescendo de forma sustentável ano a ano, transformando o Porto de Itajaí em referências nacional e internacional principalmente quanto aos aspectos relacionados a eficiência.

Internamente, chega ao final da segunda década do século XXI, anos 2000, liderando na exportação de carnes e frangos congelados. É o segundo em movimentação de cargas em contêineres do País, perdendo apenas para o Porto de Santos. E tornou-se, com bastante folga, o maior da Região Sul.

Na sua pauta de itens exportados e importados, ainda podem ser relacionados açúcar in natura, celulose e papel, equipamentos e máquinas, grãos como trigo, produtos de cerâmica, químicos variados, tabaco beneficiado, têxteis diversos, utensílios de madeira e veículos de classe mundial.

 

Origem do Porto de Itajaí remonta ao início da ocupação do Estado de Santa Catarina

O Porto de Itajaí chega ao final da segunda década do século XXI, anos 2000, líder na exportação de carnes e frangos congelados. É o segundo em movimentação de cargas em contêineres do País, perdendo apenas para o Porto de Santos. E tornou-se, com bastante folga, o maior da Região Sul

 

Porto de Itajaí: esperando os maiores navios de cruzeiros do mundo

 

Nova dragagem em todas as partes de movimentação de navios sendo encerrada ampliou bastante as profundidades, criando condições de receber barcos ainda maiores. Só para se ter uma ideia, o píer de navios de turismo terá capacidade de acomodar até mesmo os maiores do mundo na atualidade.

 


 

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A repetição das expressões “Cidade de Itajaí” e “Município de Itajaí” e “Porto de Itajaí” é intencional. Elas são as principais palavras-chave dos conteúdos. Colocá-las várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com Bing, Google ou Yahoo.

Nos meus textos de divulgação de turismo, adotei o critério de, ao citar uma cidade, ou de um Estado, fazê-lo em conjunto com seus apelidos. Exemplo: Estado de Santa e Bela Catarina.

Produzido a partir de conhecimentos gerais do autor e apoiado no trabalho do professor Édson d’Ávila, disponível no site da Prefeitura de Itajaí, além de pesquisas na Internet, principalmente Wikipedia e espaços do Governo do Estado de Santa em Bela Catarina, Município de Itajaí e entidades ligadas à história e ao turismo do território catarinense presentes na Web. Não é um trabalho científico, podendo apresentar erros. Se eles forem apontados, reeditarei o material com as correções.

Todas as fotos têm origem identificada. Se o autor de algumas delas discordar do seu uso, basta avisar que será substituída.

Material produzido a partir da participação na edição 2017 da BNT Mercosul, realizada de 25 a 28 de maio, no Município de Balneário Camboriú, Município de Itajaí e Município de Penha, todos situados na costa Nordeste do Estado da Santa e Bela Catarina.