Ferrovia Rio-Vitória é inovadora: corredor de uso múltiplo, operando carga e passageiros em todo o percurso e incorporando trechos próximos às áreas populosas à mobilidade urbana local. Integração do complexo de portos da Região Sudeste é uma das grandes vantagens.

 

CONCESSÃO À INICIATIVA PRIVADA PODE ACELERAR A EXECUÇÃO DO GRANDE PROJETO

Os recursos necessários para a construção da nova Ferrovia Rio-Vitória podem vir do Plano de Investimentos em Logística. lançado pelo Governo Federal, conforme pode ser visto nesta página do jornal A Gazeta, diário publicado em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, edição de 16.6.2015

Os recursos necessários para a construção da nova Ferrovia Rio-Vitória podem vir do Plano de Investimentos em Logística. lançado pelo Governo Federal, conforme pode ser visto nesta página do jornal A Gazeta, diário publicado em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, edição de 16.6.2015

 

Se tudo correr bem, lá pela metade da década de 2020, as cidades do Rio de Janeiro, capital do Estado de mesmo nome, e Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, estarão ligadas por uma moderna ferrovia com quase 600 quilômetros de extensão. E ela terá uso múltiplo, servindo para a movimentação de cargas, deslocamento interestadual de pessoas e transporte público de passageiros nas áreas mais densamente povoadas.

O valor do investimento previsto para a construção é de R$ 6,5 bilhões. E, pelo projeto, a nova Ferrovia Rio-Vitória fará a integração de praticamente todos os portos existentes — e os já projetados — naquelas duas unidades da Federação: Sepetiba, Itaguaí, Macaé e Açu, no Estado do Rio de Janeiro; Central, Ubu, conjunto da Região Metropolitana da Grande Vitória, complexo da Ponta de Tubarão e Portocel, no Estado do Espírito Santo.

 

AGÊNCIA NACIONAL DOS TRANSPORTES TERRESTRES PROJETOU FERROVIA NOVA

Um estudo da Agência Nacional de Transportes Terrestres — ANTT projetou uma estrada de ferro completamente nova, com extensão total de 620 quilômetros, incluindo acessos aos portos de Ubu e Central, no Estado do Espírito Santo, e Açu e Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, conforme pode ser visto na linha rosa da imagem

Estudo da Agência Nacional de Transportes Terrestres — ANTT projeta estrada de ferro completamente nova, com extensão total de 620 quilômetros, incluindo acessos aos portos de Ubu e Central, no Estado do Espírito Santo, e Açu e Macaé, no Estado do Rio de Janeiro, conforme pode ser visto na linha rosa da imagem

 

Já batizada com o código de EF 188, ela também será integrada a outro grande projeto ferroviário em gestação no Brasil. Este, tendo recebido a denominação técnica de EF 354, será a futura Estrada de Ferro Transcontinental. Ela começa no Porto de Açu, situado no litoral do Município de Campos dos Goytacazes, a Sudeste do Estado do Rio de Janeiro, cruza o Brasil de Leste para Oeste, chegando ao Oceano Pacífico, no Peru.

Além disso, na sua Ponta Sul, na cidade do Rio de Janeiro, a EF 118 será interligada à rede da concessionária MRS Logística, interligando os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Na Ponta Norte, a partir da Região Metropolitana do entorno da capital capixaba, Vitória, fará duas outras uniões, com as malhas da Estrada de Ferro Vitória-Minas e da Ferrovia Centro-Atlântica, a FCA — ambas operadas pela Vale.

 

ESPÍRITO SANTO E RIO DE JANEIRO SUGEREM PROJETO BEM MAIS ECONÔMICO

Os técnicos dos Estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro propuseram uma solução de menor custo, aproximando o traçado dos portos e aproveitando o projeto de um trecho feito pela mineradora Vale e ramais da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, como pode ser visto na linha verde somada a partes em linha branca

Os técnicos dos Estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro propuseram solução de menor custo, aproximando o traçado dos portos e aproveitando o projeto de um trecho feito pela mineradora Vale e ramais da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, como pode ser visto na linha verde somada a partes em linha branca

 

Uma dentro do Estado do Espírito Santo, indo para o litoral Norte, até o Portocel, terminal especializado na exportação de celulose mas que vem sendo ampliado, prevendo a movimentação de carga geral. E outra em direção a Oeste, para o Estado de Minas Gerais e, a partir daí, para os demais Estados da Região Centro-Oeste. Esta opção será capaz de atender todas as regiões agrícolas e minerais do Centro-Oeste do País.

Mais uma enorme vantagem a ser oferecida ao mercado internacional será a possibilidade extremamente competitiva de integração envolvendo os três principais modais para transportes hoje existentes no mundo: ferroviário, naval e rodoviário — sem deixar de lado a complementação com o aéreo. Para a concretizar este sonho, a construção da EF 118 foi incluída no Programa de Investimentos em Logística, lançado por Brasília.

 

APROVEITAR TRECHOS EXISTENTES REDUZ EXIGÊNCIAS DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL

O aproveitamento de trechos da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, ainda em operação no Estado do Rio de Janeiro, hoje sob controle da Ferrovia Centro-Atlântica, a FCA, empresa ligada à mineradora Vale, apesar de exigir obras, vai reduzir os custos de licenciamento ambiental

O aproveitamento de trechos da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, ainda em operação no Estado do Rio de Janeiro, hoje sob controle da Ferrovia Centro-Atlântica, a FCA, empresa ligada à mineradora Vale, apesar de exigir obras, vai reduzir os custos de licenciamento ambiental

 

Como Governo e investidores chineses já manifestaram interesse em bancar as obras da Ferrovia Transcontinental, nada impede que eles também se juntem aos esforços para tirar o papel a nova Ferrovia Rio-Vitória. Mesmo não havendo, ainda, uma previsão de data para o leilão da concessão, o otimismo entre capixabas e cariocas é muito grande. Tanto que os Governos dos dois Estados, unidos, já apresentaram um estudo preliminar.

O estudo foi desenvolvido tendo em vista um conjunto de premissas básicas. E, dentre todas estas, destacaram-se minimização dos impactos ambientais, economia nos custos de desapropriação de áreas, redução dos riscos nos serviços de engenharia e diminuição do tempo de construção. Também foram usados como referências trabalhos semelhantes já produzidos pela mineradora Vale e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.

 

NO MAPA, COMPARATIVO ENTRE A SITUAÇÃO HOJE EXISTENTE E OS TRÊS PROJETOS

O mapa mostra a situação hoje existente e os projetos da mineradora Vale, da Agência Nacional de Transportes Terrestres — ANTT e o dos Governos do Estado do Espírito Santo e do Estado do Rio de Janeiro

O mapa mostra a situação hoje existente e os projetos da mineradora Vale, da Agência Nacional de Transportes Terrestres — ANTT e o dos Governos do Estado do Espírito Santo e do Estado do Rio de Janeiro

 

A primeira tem um projeto apenas para o transporte de cargas, batizado como Ferrovia Litorânea, num trecho unindo o entorno da capital à região da cidade de Cachoeiro do Itapemirim, no Sul capixaba. E a Agência já tinha apresentado a sua concepção para a EF 118, concebido como corredor exclusivo para cargas, cujo traçado despreza qualquer aproveitamento de trechos ferroviários existentes e contorna as atuais manchas urbanas.

O esboço desenvolvido por cariocas e capixabas, a partir do trabalho da Vale, prioriza o aproveitamento das linhas férreas já existentes no Estado do Rio de Janeiro e parte para uma proposta realmente inovadora, propondo um corredor ferroviário de uso múltiplo. Ele operaria com carga e passageiros em todo o percurso e incorporaria seus trechos próximos às áreas de concentração populacional ao sistema de mobilidade urbana local.

 

EXTENSÃO ESTIMADA PARA A NOVA FERROVIA RIO-VITÓRIA: 558 QUILÔMETROS

Do total de 558 quilômetros da nova Estrada de Ferro Rio Vitória, 374 deles serão construídos do zero — obras no green field, como se diz usando uma jargão da Engenharia

Do total de 558 quilômetros da nova Estrada de Ferro Rio Vitória, 374 deles serão construídos do zero — obras no green field, como se diz usando uma jargão da Engenharia

 

 

DETALHAMENTO DO ESTUDO APRESENTADO PELOS GOVERNOS DOS DOIS ESTADOS

Parte 1

Interligação com a malha ferroviária operada pela MRS Logística, percurso em paralelo ao novo Arco Rodoviário da cidade do Rio de Janeiro e integração com trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil, operada pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos — CBTU para o transportes de passageiros

Interligação com a malha ferroviária operada pela MRS Logística, percurso em paralelo ao novo Arco Rodoviário da cidade do Rio de Janeiro e integração com trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil, operada pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos — CBTU para o transportes de passageiros

 

Parte 2

Aproveitamento de trecho da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, hoje, Ferrovia Centro-Atlântica — FCA, cruzando a cidade de Magé e o futuro Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro

Aproveitamento de trecho da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, hoje, Ferrovia Centro-Atlântica — FCA, cruzando a cidade de Magé e o futuro Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro

 

Parte 3

Derivação para o Sul, fugindo à região montanhosa do entorno da cidade de Rio Bonito,  e novo aproveitamento de trecho da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, atualmente Ferrovia Centro-Atlântica — FCA

Derivação para o Sul, fugindo à região montanhosa do entorno da cidade de Rio Bonito, e novo aproveitamento de trecho da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, atualmente Ferrovia Centro-Atlântica — FCA

 

Parte 4

Volta a aproveitar trecho da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, hoje Ferrovia Centro-Atlântica — FCA, cruzando os dois segmentos da Reserva Natural de Poço das Antas, a Sudoeste da cidade da Casemiro de Abreu

Volta a aproveitar trecho da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, hoje Ferrovia Centro-Atlântica — FCA, cruzando os dois segmentos da Reserva Natural de Poço das Antas, a Sudoeste da cidade da Casemiro de Abreu

 

Parte 5

Desvio para o Norte, fugindo ao adensamento populacional do entorno da cidade de Macaé, mas mantendo a integração com os trechos existentes da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, hoje Ferrovia Centro-Atlântica — FCA

Desvio para o Norte, fugindo ao adensamento populacional do entorno da cidade de Macaé, mas mantendo a integração com os trechos existentes da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, hoje Ferrovia Centro-Atlântica — FCA

 

Parte 6

Novo aproveitamento do leito existente da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, hoje Ferrovia Centro-Atlântica, indo até às proximidades da cidade de Campos dos Goytacazes, Município localizado ao Norte do Estado do Rio de Janeiro

Novo aproveitamento do leito existente da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, hoje Ferrovia Centro-Atlântica, indo até às proximidades da cidade de Campos dos Goytacazes, Município localizado ao Norte do Estado do Rio de Janeiro

 

Parte 7

Desvio para Leste, seguindo mais próxima ao litoral do Estado do Rio de Janeiro e do Estado do Espírito Santo, atendendo ao Porto de Açu, no primeiro, e ao Porto Central e Porto de Ubu, no segundo

Desvio para Leste, seguindo mais próxima ao litoral do Estado do Rio de Janeiro e do Estado do Espírito Santo, atendendo ao Porto de Açu, no primeiro, e ao Porto Central e Porto de Ubu, no segundo

 

Parte 8

Chegada à Região Metropolitana de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, onde haverá a interligação com a malha da Estrada de Ferro Vitória-Minas, operada pela mineradora Vale

Chegada à Região Metropolitana de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, onde haverá a interligação com a malha da Estrada de Ferro Vitória-Minas, operada pela mineradora Vale

 

VISÃO GERAL DE TODA A EXTENSÃO DA NOVA ESTRADA DE FERRO RIO-VITÓRIA

Apresentação de toda a extensão da nova Estrada de Ferro Rio-Vitória, mostrando todas as suas áreas de influência e atendimento ao longo dos quase 600 quilômetros de percurso

Apresentação de toda a extensão da nova Estrada de Ferro Rio-Vitória, mostrando todas as suas áreas de influência e atendimento ao longo dos quase 600 quilômetros de percurso

 

APRESENTAÇÃO DOS PORTOS QUE SERÃO INTEGRADOS À NOVA FERROVIA RIO-VITÓRIA

 

Porto de Itaguaí e Porto de Sepetiba

Vista aérea do Porto de Itaguaí e do Porto de Sepetiba, localizados no litoral Sul do Estado do Rio de Janeiro, já próximo ao Município de Angra dos Reis

Vista aérea do Porto de Itaguaí e do Porto de Sepetiba, localizados no litoral Sul do Estado do Rio de Janeiro, já próximo ao Município de Angra dos Reis

 

Porto de Macaé

Vista aérea do Porto de Macaé, localizado no litoral Norte do Estado do Rio de Janeiro, no Município de mesmo nome, e especializado no atendimento off shore da exploração de petróleo na Bacia de Campos

Vista aérea do Porto de Macaé, localizado no litoral Norte do Estado do Rio de Janeiro, no Município de mesmo nome, e especializado no atendimento off shore da exploração de petróleo na Bacia de Campos

 

Porto de Açu

Imagem ilustrativa do Terminal Offshore  do Superporto do Açu, localizado no litoral Norte do Estado do Rio de Janeiro, no Município de Campos dos Goytacazes — um dos melhores projetos do empresário Eike Batista

Imagem ilustrativa do Terminal Offshore do Superporto do Açu, localizado no litoral Norte do Estado do Rio de Janeiro, no Município de Campos dos Goytacazes — um dos melhores projetos do empresário Eike Batista, e que está em suas fases iniciais de operação

 

Porto Central

Imagem ilustrativa do Porto Central, grande empreendimento projetado para o litoral Sul do Estado do Espírito Santo, no Município de Presidente Kensedy, previsto para se tornar uma espécie de Porto de Roterdã dos  trópicos — aliás, um dos sócios do investimento

Imagem ilustrativa do Porto Central, grande empreendimento projetado para o litoral Sul do Estado do Espírito Santo, no Município de Presidente Kensedy, previsto para se tornar uma espécie de Porto de Roterdã dos trópicos — aliás, um dos sócios no investimento

 

Porto de Ubu

Vista aérea do Porto de Ubu, localizado no litoral Sul do Estado do Espírito Santo, no Município de Anchieta, especializado na exportação de pelotas de minério de ferro produzidas pela Samarco, mas com previsão de ser expandido para atender carga geral e demandas off shore da exploração de petróleo na bacia capixaba e na Bacia de Campos,

Vista aérea do Porto de Ubu, localizado no litoral Sul do Estado do Espírito Santo, no Município de Anchieta, especializado na exportação de pelotas de minério de ferro produzidas pela Samarco, mas com previsão de ser expandido para atender carga geral e demandas off shore da exploração de petróleo na bacia capixaba e na Bacia de Campos

 

Complexo Portuário da Região Metropolitana de Vitória

Complexo Portuário da Região Metropolitana de Vitória, com diversos piers voltados à movimentação de carga geral

Complexo Portuário da Região Metropolitana de Vitória, com diversos piers voltados à movimentação de carga geral

 

Complexo Portuário da Região da Ponta de Tubarão

Vista geral do Complexo Portuário da Ponta de Tubarão, com diversos piers: exportação de pelotas de minério de ferro da Vale, descarga de derivados de petróleo,  exportação de grãos, carga geral etc.

Vista geral do Complexo Portuário da Ponta de Tubarão, localizado na Região Metropolitana de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, com diversos piers: exportação de pelotas de minério de ferro da Vale, descarga de derivados de petróleo, exportação de grãos, carga geral etc.

 

Porto de Praia Mole

Vista aérea do Porto de Praia Mole, voltado à descarga de carvão mineral e exportação de placas de aço produzidas pela siderúrgica Arcelor Mittal, instalada ao seu lado

Vista aérea do Porto de Praia Mole, também localizado na Região Metropolitana de Vitória, voltado à descarga de carvão mineral e exportação de placas de aço produzidas pela siderúrgica Arcelor Mittal, instalada ao seu lado

 

Portocel

Vista aérea do Portocel, localizado no litoral Norte do Estado do Espírito Santo, no Município de Aracruz, inicialmente especializado na exportação de placas de celulose mas que vem sendo ampliado para trabalhar com carga geral e atendimento às demandas de serviços off shore da exportação de petróleo em alto mar

Vista aérea do Portocel, localizado no litoral Norte do Estado do Espírito Santo, no Município de Aracruz, inicialmente especializado na exportação de placas de celulose mas que vem sendo ampliado para trabalhar com carga geral e atendimento às demandas de serviços off shore da exportação de petróleo em alto mar