Evento será no Centro de Convenções da Universidade Federal. São esperados em torno de dois visitantes a cada dia. Feira com 70 expositores apresentará roteiros nacionais e internacionais. Congressos, seminários e workshops estarão voltados à profissionalização.

 

A belíssima cidade de Ouro Preto, um dos Patrimônios Culturais da Humanidade, vai sediar seu primeiro Festival de Turismo, de 15 a 17 de outubro

A belíssima cidade de Ouro Preto, um dos Patrimônios Culturais da Humanidade, vai sediar seu primeiro Festival de Turismo, de 15 a 17 de outubro

 

A belíssima cidade de Ouro Preto, um dos Patrimônios Culturais da Humanidade, recebe a primeira edição do seu Festival de Turismo, entre os dias 15 e 17 de outubro próximo. Ele será desenvolvido no Centro de Convenções da Universidade Federal, sendo uma realização da Seccional Estado de Minas Gerais da Associação Brasileira das Agências de Viagens — Abav-MG em conjunto com a Fire Assessoria de Eventos.

Contando, ainda, com os apoios da Prefeitura local, Governo estadual, Federação do Comércio, Senac e Sesc, além de parceiros estratégicos daquele segmento da economia, o Festival apresentará programação diversificada, inclusive uma feira especializada, com 70 expositores oferecendo opções de roteiros e circuitos nacionais e internacionais. E os profissionais do setor poderão participar de congressos, seminários e workshops.

A expectativa é de que Ouro Preto receba dois mil visitantes a cada dia, além daqueles oriundos de todas as partes do Brasil e até mesmo do exterior. Segundo o presidente da Abav-MG, Antônio da Matta, “serão três dias com atividades voltadas principalmente à concretização de negócios e parcerias com possíveis resultados para os próximos anos. Uma oportunidade sem igual para vencermos este período de crise afetando nosso País.”

— Além do mais, o Festival promoverá esta nossa cidade histórica como ponto turístico de grande relevância para o Brasil. O encontro vai permitir aos participantes discutirem como está o mercado e trocarem experiências. As atividades paralelas, notadamente os diversos congressos, seminários e workshops, enfocaram a qualificação, mas visando as necessidades que o turismo brasileiro requer nestes momentos de turbulência — afirma.

O secretário de Turismo do Município de Ouro Preto, Felipe Vecchia, revela que, hoje, a cidade recebe cerca de 30 mil pessoas por mês, e conta com cinco mil leitos. Ele vê o Festival como alavanca para melhorar mais ainda estes números. “Nossas demandas são para um turismo realizado com mais profissionalismo. O evento cumpre justamente essa necessidade, trazendo experiências significativas e visões extraordinárias” — assegura.

Vecchia enfatiza que o Festival movimentará a economia da cidade em momento de baixa estação, representando ganhos para comércio, hotéis, mão de obra, restaurantes e táxis, só para citar alguns elementos da extensa cadeia de negócios envolvida. “Nossa expectativa é que este Festival seja realizado anualmente, entrando no calendário cultural e turístico da cidade que, atualmente, conta com 430 eventos por ano.”

Para o secretário de Turismo do Estado, Mário Henrique Caixa, a realização do Festival em Ouro Preto é muito importante. “É a primeira vez que se faz um evento com esse porte em território mineiro. Além de promover o destino, envolve por completo a cadeia produtiva deste importante elemento da nossa economia. Esperamos que se consolide e passe a integrar, também, o calendário de eventos anuais de Minas Gerais” — enfatiza.

 

Da esquerda para direita, profissionais já trabalhando para o sucesso do Festival de Turismo de Ouro Preto: Valéria Chaves, professora do Curso de Turismo da Ufop; Alexandre Araújo, diretor da Fire Assessoria de Eventos; Willian Adeodato, diretor do Convention & Visitors Bureau local e presidente do Conselho de Turismo do Município; Felipe Vecchia Guerra, secretário de Turismo da cidade; Érika Curtiss dos Santos, secretária de Meio Ambiente; Antônio da Matta, presidente da ABAV-MG; e, Milton Pimentel, gerente do Centro de Artes e Convenções

Da esquerda para direita, profissionais já trabalhando para o sucesso do Festival de Turismo de Ouro Preto: Valéria Chaves, professora do Curso de Turismo da Ufop; Alexandre Araújo, diretor da Fire Assessoria de Eventos; Willian Adeodato, diretor do Convention & Visitors Bureau local e presidente do Conselho de Turismo do Município de Ouro Preto; Felipe Vecchia Guerra, secretário de Turismo da cidade; Érika Curtiss dos Santos, secretária de Meio Ambiente; Antônio da Matta, presidente da Seccional Estado de Minas Gerais da Associação Brasileira das Agências de Viagens, — Abav-MG; e, Milton Pimentel, gerente do Centro de Artes e Convenções
Foto: Assessoria de Comunicação — Prefeitura de Ouro Preto

 

Um pouco sobre a história do Município de Ouro Preto

 

As origens do Município de Ouro Preto remontam aos últimos anos do século XVII, com o crescimento e posterior união de quatro povoações próximas umas das outras. Elas surgiram durante o período da busca por riquezas pelo interior do Brasil, e mais especificamente naquela região do agora Estado de Minas Gerais. Todas surgiram em caráter provisório, servindo de abrigo momentâneo para aqueles em busca de riquezas.

Duas nasceram por iniciativa do padre João Faria Fialho; outra, sob as ordens do bandeirante paulista Antônio Dias de Oliveira; e a última, pelo coronel Tomás Lopes de Camargo e um irmão deste. Todas tinham uma característica em comum: estavam praticamente penduradas nas encostas íngremes das montanhas que dominam a região. E só sobreviveram graças porque por ali havia muito ouro — e bem próximo, pedras preciosas.

 

Na imagem, as regiões de mineração no interior do Brasil entre os anos de 1711 e 1798

Na imagem, as regiões de mineração no interior do Brasil entre os anos de 1711 e 1798

 

A possibilidade de ficar milionário de um dia para o outro começou a atrair mais e mais forasteiros, fazendo com que a população crescesse de forma desordenada. Começaram as discussões sobre a quem pertenciam as terras: aos donatários de diversas Capitanias Hereditárias ou aos paulistas, desbravadores daqueles sertões. Estes, não aceitando perder direitos, iniciaram o conflito que passou à história sob o nome de Guerra dos Emboabas.

Emboaba era como os bandeirantes chamavam os estrangeiros que apareciam na região das minas, principalmente os portugueses. Corria o ano de 1708 e, nem bem o conflito havia começado, a Coroa resolve o problema, desrespeitando leis em vigor. Criando a Capitania das Minas Gerais, rouba áreas das Capitanias de Porto Seguro, Espírito Santo, São Tomé e Rio de Janeiro, cujos direitos originais foram cedidos de forma hereditária.

 

A criação da Capitania das Minas Gerais roubou áreas das Capitanias de Porto Seguro, Espírito Santo, São Tomé e Rio de Janeiro, cujos direitos originais foram cedidos de forma hereditária

A criação da Capitania das Minas Gerais roubou áreas das Capitanias de Porto Seguro, Espírito Santo, São Tomé e Rio de Janeiro, cujos direitos originais foram cedidos de forma hereditária

 

Resolvido aquele problema, em 1711, aquela aglomeração urbana desordenada é elevada de categoria de vila, sendo batizada de Vila Rica. Em 1720, torna-se a capital da Capitania das Minas Gerais, mesmo ano em que é abalada por motins liderados por Felipe dos Santos. Ele luta para reduzir o imposto de um quinto — ou seja: vinte por cento — sobre o resultado da mineração. E pensar que hoje em dia pagamos o dobro!

O desenrolar do século XVIII assiste ao auge e ao declínio da febre do ouro, com a exaustão dos veios explorados de modo primitivo. A redução da riqueza fácil leva a novos questionamentos quanto ao elevado valor da taxação imposta por Portugal. Uma solução para este problema seria o fim da submissão colonial, tornando a Capitania das Minas Gerais livre do jugo português. Nasce a Inconfidência Mineira, vencida em 1789.

Em 1823, após a Independência do Brasil, Vila Rica recebe o título de Imperial Cidade, conferido por Dom Pedro I, tornando-se oficialmente a capital da Província das Minas Gerais. Logo depois, passa a ser identificada como Imperial Cidade de Ouro Preto. Em 1839, recebe uma Escola de Farmácia, e, em 1876, a Escola de Minas. Em 1897, perde o status de capital, principalmente pelo seu relevo impedir o desenvolvimento urbano.

Como esta decisão reduziu a pressão sobre modernizações e reformas no Centro Antigo, ajudou a preservar a maior parte das edificações coloniais da cidade. Assim, em 1933, ela foi elevada a Patrimônio Nacional. Em 1938, seu acervo de prédios foi tombado pela instituição agora denominada Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional — Iphan. E, em 1980, a Unesco a colocou como um Patrimônio Cultural da Humanidade.

 

Festival de Turismo de Ouro Preto

15 a 17 de outubro de 2015

Centro de Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto

Promoção: Seccional Estado de Minas Gerais da Associação Brasileira das Agêncais de Viagens — Abav-MG

Realização: Fire Assessoria de Eventos

www.festivaldeturismoouropreto.com.br