O Turismo da Cidade de Flores da Cunha está orientado segundo cinco roteiros principais: Caminhos da Colônia; Compassos da Mérica, Mérica; Melhor Idade; Vales da Serra; e, e Vinhos dos Altos Montes. Todos oferecem imersões na herança deixada pelos imigrantes italianos, além da contemplação de lindas paisagens e muito verde em lugares encantadores. A gastronomia qualificada também é diferencial na atração dos visitantes.

 

Cidade de Flores da Cunha: competindo na Serra Gaúcha

 

A Cidade de Flores da Cunha é mais um dos inúmeros ícones capacitados à atração de Turistas da Serra Gaúcha, região de montanhas a Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul. E não perde para quaisquer de suas várias vizinhas, muitas delas mais conhecidas dentro do Brasil e pelo exterior.

Isso, tanto para as bem próximas, como Cidade de Bento Gonçalves, Cidade de Caxias do Sul, Cidade de Antônio Prado e Cidade de Farroupilha, quanto as distantes, como Cidade de Canela, Cidade de Carlos Barbosa, Cidade de Garibaldi, Cidade de Gramado e diversas outras ao redor.

A Cidade de Flores da Cunha apresenta-se, com orgulho, como a mais italiana de todas aquelas formadas por imigrantes oriundos daquela nação europeia. Há controvérsias em relação a isso, no Estado do Rio Grande do Sul, no Estado de Santa Catarina e, ainda, no Estado do Espírito Santo.

Também dizer-se como a primeira a recebê-los no País não procede. Lá, eles chegaram em 1876, 1877. No dia 21 de fevereiro de 1874, desembarcaram na terra capixaba 386 trentinos e vênetos. Tanto assim, uma Lei federal instituiu esta última data como Dia Nacional do Imigrante Italiano.

 

A Cidade de Flores da Cunha é mais um dos inúmeros ícones capacitados à atração de Turistas da Serra Gaúcha, região de montanhas a Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul. E não perde para quaisquer de suas várias vizinhas, muitas delas mais conhecidas dentro do Brasil e pelo exterior

 

Cidade de Flores da Cunha: fazeres dos imigrantes italianos

 

Apesar das transformações impostas pela vida moderna nos últimos 100 anos, as características mais marcantes do Município de Flores da Cunha estão concentradas numa contínua e crescente preservação dos fazeres e saberes herdados daqueles colonizadores iniciais e seus descendentes.

E isso foi transformado em decisivos e importantes produtos turísticos, valorizando os costumes, falares, gastronomia, língua, música, tradições e religiosidade, principalmente. O dialeto Talian, originário da região do Vêneto, tem franca utilização, tanto em áreas urbanas quanto pelo interior.

Na parte rural, colônias dedicam-se à produção de embutidos, licores, queijos, vinhos e similares, disputados pelos moradores e pelos visitantes, sempre em número crescente A paisagem natural segue entremeada por construções tipicamente europeias, expressas notadamente pelos casarios.

Distante 750 quilômetros, por rodovias asfaltadas, direção Sudoeste, da capital gaúcha, a Cidade de Porto Alegre, fica a 710 metros de altitude em relação ao nível do mar, rodeada por miríade de montes e vales e margeada pelo Rio das Antas. O clima é ameno no verão e bem frio no inverno.

 

Apesar das transformações impostas pela vida moderna nos últimos 100 anos, as características mais marcantes do Município de Flores da Cunha estão concentradas numa contínua e crescente preservação dos fazeres e saberes herdados daqueles colonizadores iniciais e seus descendentes

 

Cidade de Flores da Cunha: Turismo baseado em cinco roteiros

 

O Turismo da Cidade de Flores da Cunha é orientado segundo cinco roteiros principais. Nada impede o visitante deixar de segui-los, curtindo os atrativos segundo seu próprio planejamento. E são bastantes, agradando quem viaja sozinho, em casal, com grupos, acompanhado da família…

  • Caminhos da Colônia

Verdadeira imersão na herança deixada pelos imigrantes italianos. Além da contemplação de lindas paisagens e muito verde em lugares encantadores, convivência com gente hospitaleira, prova de pratos típicos e degustação de vinhos e sucos, ao som de belas canções folclóricas.

  • Compassos da Mérica, Mérica

Roteiro através dos espaços de memórias, cantinas e propriedades rurais cujo eixo central vem da música símbolo da imigração italiana no Estado do Rio Grande do Sul. Ela é uma composição de Antônio Giusti, um dos primeiros habitantes da região do, agora, Município de Flores da Cunha.

  • Melhor Idade

Programação reunindo o melhor de todos os outros roteiros, de modo a atender pessoas a partir dos 60 anos de idade e também aquelas com necessidades especiais. Tanto os veículos utilizados quanto os pontos de parada escolhidos permitem acessibilidade completa a todos os participantes.

  • Vales da Serra

Passeio por entre as belezas apresentadas por diversos vales da Serra Gaúcha, pertencentes tanto ao Município de Flores da Cunha quanto ao Município de Antônio Prado, Município de Caxias do Sul, Município de Nova Pádua, Município de Nova Roma do Sul e Município de São Marcos.

  • Vinhos dos Altos Montes

Percurso com início no Centro da Cidade de Flores de Cunha e continuação pela área rural, para visitação a diversos produtores de vinho, de cantinas familiares a indústrias respeitadas em todo o mundo. Há possibilidades de degustação de muitos sabores e rótulos, inclusive alguns premiados.

 

Cidade de Flores da Cunha: eventos diversos, de janeiro a dezembro

 

Além da oferta de roteiros organizados, o Turismo da Cidade de Flores da Cunha desenvolve um calendário oficial com 11 eventos, distribuídos ao longo do ano. Três são de cunho religioso católico; os demais estão relacionados à cultura, costumes e, principalmente, economia da região.

São eles, aqui dispostos por ordem alfabética de suas identificações.

  • Corpus Christi
  • Encontro do Rancho Móvel
  • Feira de Inverno
  • Festa Colonial da Uva
  • Festa da Colônia
  • Festa da Gruta
  • Festa Nacional da Vindima
  • Natal
  • Rodeio Crioulo Nacional
  • Romaria ao Frei Salvador

 

Cidade de Flores da Cunha: visitantes curtem atrações singulares

 

O turista visitando o Município de Flores da Cunha tem uma diversidade enorme de atrativos singulares para conhecer e desfrutar. Tanto nas áreas já urbanizadas quanto no meio rural, não faltam motivos para qualquer um permanecer por lá durante vários dias, até mesmo semanas.

Os pontos turísticos de mais destaque estão listados a seguir, organizados de acordo com a ordem alfabética de suas identificações. Mas a oferta é muito maior, variando de acordo com interesse de cada pessoa. O melhor a fazer é relaxar e aproveitar, curtindo cultura, gastronomia, história…

 

O turista visitando o Município de Flores da Cunha tem uma diversidade enorme de atrativos singulares para conhecer e desfrutar. Tanto nas áreas já urbanizadas quanto no meio rural, não faltam motivos para qualquer um permanecer por lá durante vários dias, até mesmo semanas

  • Agroindústria Familiar Doces Silber

A família formada por Maria Aparecida da Silva Bernardi de Luiz Bernardi buscava melhorar a renda da propriedade. Tiveram a ideia de criar cabras, produzindo leite e queijo. Para aprender sobre a atividade, em 1999, fizeram um curso na Escola Técnica da Cidade de Bento Gonçalves.

Tremenda decepção: a burocracia a ser vencida e as exigências da legislação a serem cumpridas os levaram a desanimar, antes mesmo de começar. Em, 2004, começaram a plantar Mirtilo, fruta rica em antioxidantes, fibras e vitaminas, mostrando excelentes qualidades para a saúde humana.

Foi uma aposta, com investimento alto numa coisa arriscada. Ninguém conhecia a fruta, dava valor a ela. Nos primeiros anos, colhia, guardava no freezer, não vendia tudo, tinha de jogar fora para dar lugar à produção seguinte. Não dava para seguir com aqueles desperdícios constantes.

Precisavam criar mercado ou o esforço estaria perdido. Então, tiverem a ideia de produzir geleia, envazar em potes e, de início, distribuir entre amigos e conhecidos. E a propaganda boca-a-boca acabaria motivando outras pessoas a provar, passando a comprar e consumir com regularidade.

Procuraram informação junto aos órgãos competentes, enquadraram-se à legislação, deram início à produção e começaram a participar de eventos, apresentando o produto, oferecendo degustação etc. Sucesso completo, revelado por grande coleção de medalhas e prêmios atestando a qualidade.

  • Campanário da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes

O campanário, com 55 metros de altura, foi erguido com a utilização de 11.122 pedras de basalto. A construção da torre demorou de 1946 a 1949, com os blocos de granito sendo transportados de caminhão até à base da obra e, depois, içados um a um, através de complexo sistema de roldanas.

Os cinco sinos, também colocados no topo com a utilização do mesmo sistema, foram fundidos na Região de Savoia, na França. O maior deles pesa 1.200 quilos; o segundo, 600; terceiro, 350; quarto, 150; e, quinto, 80. Um martelo, pesando 22 quilos, bate as horas, apenas no sino maior.

Atualmente, a programação do toque do sino é eletrônica. Os quatro relógios, com mostradores de três metros de diâmetro, foram fabricados na Cidade de Estrela, no Estado do Rio Grande do Sul. Instalados em 1948, de imediato transformaram-se na marca da Cidade de Flores da Cunha.

Particularidade interessante está no uso de alto-falantes para estimular a presença da população nas missas através de músicas e convites, e anunciar falecimentos e velórios. Recentemente, todo aquele belo conjunto foi tombado como Patrimônio Histórico do Município de Flores da Cunha.

  • Casa Gilioli

A família Gilioli, vinda da Itália, instalou-se na Cidade de Caxias do Sul, mas na região onde hoje fica a Cidade de Flores da Cunha. E logo perceberam identificações entre as paisagens da Serra Gaúcha e aquelas da região deixada por eles, fugindo da miséria, vislumbrando riquezas.

Chegando por volta de 1877, ocuparam o lote a eles destinado, desmataram a terra, aproveitaram pedaços de pedras encontrados ao chão para murar o terreno e aplicaram-se à agricultura. Foram muitas as suas culturas, desenvolvidas durante um século de dedicação, esforço e muito trabalho.

Uma delas recebeu sempre atenção especial: o parreiral, iniciado com mudas trazidas da Europa quase como contrabando. A partir delas, durante mais de 100 anos, produziram vinhos de modo artesanal —chamados “coloniais” —, de qualidade conhecida e apreciada apenas regionalmente.

Na década de 1980, observando a evolução do mercado, transformaram a humilda cantina na Vinícola Gilioli. A partir daí, sob a marca Casa Gilioli, passaram a produzir bebidas em modo industrial. Além do tradicional vinho de mesa e suco de uva, também espumantes e rótulos finos.

Agora, incorporando cepas brasileiras especialmente desenvolvidas, acrescentaram as marcas Frisante Sol & Lua e Terrabella. No aconchegante ambiente do galpão da propriedade, além dos rituais de degustação, são oferecidas refeições sob agendamento, com cardápio típico, temático.

  • Casarão dos Veronese

É o principal símbolo arquitetônico da imigração italiana na Cidade de Flores da Cunha, e um dos únicos do Estado do Rio Grande do Sul. Ele foi restaurado recentemente, recebendo algumas adequações para a correção de problemas gerados pela degradação vinda da passagem do tempo.

As soluções recuperaram a alvenaria em barro e pedra, apresentando risco de desmoronamento, e levaram à instalação de nova cobertura, com estrutura metálica e teto em vidro, evitando impor à estrutura da edificação a carga de um telhado suportado por vigas de madeira e telhas em barro.

  • Cascata Bordin

O véu límpido cobre paredão de pedra com 130 metros de altura. O acesso se dá por trilha com início pela parte superior da montanha e, cruzando em meio à mata nativa, sob os sons da água correndo entre pedras, passa por mirante com visão para os vales e as curvas do Rio das Antas.

  • Cascata da Família Pagno

Área intocada por muitos anos, exibe vestígios de antiga hidrelétrica. Acessos por cima e por baixo, através de trilha serpenteando entre matas de Araucárias, Cedros e outras espécies. Uma vinícola de mais de 100 anos de idade, mas desativada apresenta ótimo estado de conservação.

Ali, pode-se degustar a chamada “Colacion”, refeição cujo cardápio é bem semelhante àquele do café colonial: biscoitos, café, chimias, copa, cucas, leite, pão, polenta, queijos, salames, sucos, tortei e vinhos. Há, também, passeios de carretão, mas tudo necessita de um agendamento prévio.

  • Cascata da Usina

A usina está desativada e a força das chuvas arrastou parte da antiga estrutura de geração de energia elétrica rio abaixo. Com acesso por trilha em meio à natureza, chega-se a dois lagos: um, superior, formado por represamento; outro, inferior, logo abaixo da queda de águas cristalinas.

  • Colônia Muraro

A Colônia Muraro integra o Roteiro Turístico Compassos da Mérica, Mérica, na zona rural do Município de Flores da Cunha. E tem, como fundo principal, desenvolver Turismo Pedagógico, buscando inserir visitantes — principalmente as crianças — no cotidiano da agricultura familiar.

O espaço oferece atividades rotineiras da vida no campo, como andar por entre os canteiros da horta da nona, ajudar na lida com animais, catar ovos, conhecer o velho tanque de lavar-roupas, participar da colheita de frutas no pomar, fazer sapeco de pinhão e produzir pão, por exemplos.

Além de desfrutar animado passeio de carretão cruzando trilhas dentro da propriedade, na época de vindima, no verão, é possível participar da tradicional pisa da uva. A reprodução de um navio encalhado no jardim permite fazer imersões pela história, relembrando o período da imigração.

  • Eremitério Frei Salvador

Em meio à natureza, o Eremitério é palco para a celebração da Romaria a Frei Salvador, realizada anualmente no dia de Corpus Christi, reunindo milhares de pessoas. Os fiéis dirigem pedidos de saúde e de boa colheita. É comum a distribuição de mudas de árvores frutíferas, flores e vegetais.

  • Espaço Arte e Artesanato

Espaço para comercialização de lembranças relacionadas ao Município de Flores da Cunha, todas produzidas por artesãos da região: artigos em couro, bordados, brinquedos em madeira, crochês, itens para decoração, peças em ferro, produtos em EVA, tricô, utensílios domésticos e bem mais.

  • Igreja de Santa Juliana

Conjunto arquitetônico formado pela capela e torre sineira, situado no Distrito de Mato Perso, integra o Roteiro Turístico Caminhos da Colônia. Templo relembra Juliana de Nicomédia, cristã presa, torturada e decapitada, por não aceitar se casar com jovem pagão a quem estava prometida.

No cativeiro, recebeu a visita do capeta. Este, em forma de anjo, tentou persuadi-la a renunciar a Deus e concordar com o matrimônio. Não se deixou enganar e o diabo sumiu envergonhado. Por isso, é apresentada ao lado de um demônio preso a ela por corrente, em alusão à tentação vencida.

A jovem mártir, reverenciada como padroeira da castidade, doença e pureza, foi sepultada em sua terra natal, Nicomédia, hoje Izmit, na Turquia. Anos depois, os restos mortais foram transferidos para a Cidade de Nápoles, localizada ao Sul da Itália, tornando-se conhecida entre os italianos.

A imagem exposta no altar tem mais de 100 anos. É uma releitura produzida pelo escultor Nino Rigo, a partir de outra, trazida pelos imigrantes da família Pitt. Eles, chegando aqui para viver no “paese de la cucagna” — país da abundância —, trouxeram também a devoção por Santa Juliana.

  • Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes

Um dos principais atrativos de Turismo, seja Cultural, seja Religioso, da bela Cidade de Flores da Cunha, é a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes. Obra iniciada em 1904 e concluída dez anos depois, em 1914, é, hoje, o mais antigo templo em estilo gótico do Estado do Rio Grande do Sul.

O altar-mor, vindo da Itália, tem três nichos. Por influência dos padres capuchinhos franceses, no vão central, uma imagem da santa. Nas laterais, imagens de São José e São Pedro, personagens denominadores das primeiras comunidades ali estabelecidas no final do século XIX, anos 1800.

Ao lado esquerdo da Igreja Matriz estão restos mortais do frei Salvador Pinzetta. Natural da terra gaúcha, Município de Casca, além da dedicação religiosa, era mestre-cuca, tinha horta, cuidava do jardim, participava na coleta de uvas, tirava mel na fábrica e dedicava-se à produção de vinho.

A maior parte de sua vida foi passada na Cidade de Flores da Cunha e, ao falecer aos 61 anos de idade, em 31 de maio de 1972, deixou heranças de dedicação ao próximo e de respeito à natureza. Após a morte, ganhou fama de santidade, já acumulando alguns relatos de realização de milagres.

  • Imagem de Nossa Senhora da Uva — Distrito de Otávio Prado

Corria o ano de 1997 quando o padre José Casanova deu presente ao padre Homero Rui Rossi, então vigário no Distrito de Otávio Rocha, um quadro de Nossa Senhora da Uva. O primeiro havia comprado a obra em 1964, quando estava estudando na Cidade de Paris, capital da França.

Trata-se da reprodução de trabalho do pintor francês Pierre Mignoud. Padre Homero expôs a tela na Igreja Matriz de Otávio Rocha durante a vindima de 1968. Depois a guardou nos aposentos da Casa Canônica. E nunca aceitou criar um local para mantê-la em exposição de forma permanente.

A presença da pintura transformou o Distrito de Otávio Rocha e o Município de Flores da Cunha nos berços brasileiros da devoção a mais essa representação de Maria, mãe de Jesus Cristo. Uma curiosidade: há cerca de mil identificações de Nossa Senhora sendo utilizadas por todo o mundo.

No ano 2000, diante da possibilidade de se fazer um monumento na Praça Regional da Uva, para assinalar a entrada no Terceiro Milênio, surgiu a ideia de ilustrar essa construção com a imagem de Nossa Senhora da Uva presente no quadro mantido a sete chaves, longe dos olhos das pessoas.

Assim, passou a fazer parte daquele conjunto. E está incrustada num suporte esculpido em pedra, representando cacho das chamadas uvas bordalesas, com origem na região de Bordeaux, situada no Sudoeste da França: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec, Merlot e Petit Verdot.

  • Mirante Gaio

Distante de 18 quilômetros do Centro do Distrito de Otávio Rocha, permite ver a junção do Rio Caxias com o Rio das Antas, grande parte dos vales formados pelos dois cursos d’água e terras do Município de Flores da Cunha, Município de Nova Pádua e Município de Nova Roma do Sul.

  • Mirante Gelain

A plataforma em concreto armado de Mirante Gelain, construída a 650 metros acima do nível do mar e 420 acima do nível do Rio das Antas, oferece um lindo visual do extenso vale escavado pela corrente de águas em centenas de milhares de anos. Dali também se avista a Cascata Bordin.

Possui espaço para acampar, surgido por pedidos de turistas, após verem imagens do amanhecer publicadas em redes sociais. Trata-se de estrutura simples: toaletes com chuveiro de água quente, ducha externa, wi-fi, churrasqueira, área verde e mesas com bancos — além de bar para lanches.

Em paralelo às paisagens deslumbrantes e momentos de relaxamento junto à Natureza, o local também é bastante procurado para atividades mais radicais, geradoras de adrenalina, relacionadas a Turismo de Aventura, como escalada, rapel e trekking. Também pode sediar pequenos eventos.

  • Monumento Centenário Colonização — Distrito de Otávio Rocha

Situado no Distrito de Otávio Rocha, fica ao topo de uma escadaria com cerca de 180 degraus. O espaço apresenta ampla plataforma, oferecendo vistas panorâmicas de toda a região, ao lado de uma cruz com 14 metros de altura e uma estátua de Jesus Cristo crucificado em tamanho natural.

  • Monumento ao Terceiro Milênio — Distrito de Otávio Rocha

O monumento é composto por pirâmide futurista, em duas peças triangulares unidas pelas bases e pontas apontando o centro da terra, representando os dois milênios passados. Ela está à frente de outro triângulo, em aço inoxidável, representando o novo milênio como época de esperança e luz.

A pirâmide tem as extremidades dispostas no sentido Norte-Sul. O triângulo em aço, está a Oeste. A parte da frente, situada a Leste, está livre, acolhendo os raios do nascer do Sol. Estes, iluminam primeiro um pequeno pedestal de pedra, no qual assenta-se a imagem de Nossa Senhora da Uva.

  • Monumento ao Galo

Destaque no Parque da Vindima Elóy Kunz, traduz de modo positivo a lenda negativa pela qual a Cidade de Flores da Cunha passou a ser conhecida como Terra do Galo. Trata-se da promessa do mágico charlatão, prometendo unir o pescoço de uma ave cortado ao vivo na frente da população.

  • Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi

Fundado em 1976, nasceu como Museu da Imigração, tendo por finalidade de preservar cultura, história e memória dos imigrantes italianos colonizadores da região do atual Município de Flores da Cunha. Apesar de sua importância, não possuindo sede própria, precisou ser fechado em 1978.

Renasceu em 1985, após a Prefeitura adquirir um novo imóvel para abrigar a Administração e destinar sua antiga sede para abrigar aquele espaço. Foi reaberto em 26 de maio de 1986, tendo sido rebatizado como Museu e Arquivo Histórico Florense. Esta denominação durou 17 anos.

Em 16 de junho de 2003, passou a denominar-se Museu e Arquivo Histórico Pedro Rossi, em homenagem ao primeiro prefeito eleito após a abertura democrática de 1946. Apresenta salas onde são recriados ambientes domésticos, lida na lavoura, tradição religiosa e atividades de lazer.

Além do sem número de objetos, centenas de móveis, milhares de fotografias e muitos livros ali expostos, o prédio abriga o Arquivo Histórico Municipal, acondicionando documentos e imagens, tanto aqueles produzidos pela própria Administração Pública quanto doados pelos moradores.

  • Museu Padre Alberto Lamonatto

Inaugurado em 23 de julho de 1997, e aberto ao público desde então, guarda expressivo acervo histórico composto de fotografias, livros e objetos doados pelo padre Alberto Luiz Lamonatto à Associação de Amigos de Otávio Rocha. Esta entidade está situada no Distrito de mesmo nome.

Além do acervo histórico, expõe ampla coleção de licores produzidos pelo religioso, durante as décadas de 1930 a 1980. São mais de mil garrafas, envazadas com líquidos de variados sabores, dando ao conjunto valor inestimável, transformando-o num dos maiores atrativos do Município.

Neste espaço de verdadeiro culto a um dos tipos de bebidas mais produzidas pelas famílias dos imigrantes italianos, e costume dos seus descendentes até os tempos da atualidade, chama atenção uma criativa seleção de antigas frases e velhos provérbios enaltecendo a degustação responsável.

Dentre os móveis representativos da marcenaria desenvolvida pela Serra Gaúcha durante todo o século XX, anos 1900, duas curiosidades chamam atenção dos muitos visitantes: uma imagem de Nossa Senhora da Uva e um quadro retratando a personagem grega Afrodite, Deusa dos Licores.

  • Parque da Gruta

Além da gruta denominadora do parque, há um pequeno lago, formado pela represa de uma antiga e pequena usina hidrelétrica. A água transbordando por cima do muro da barragem de argamassa e pedra cria uma linda cascata, formando um belo véu de noiva antes de atingir o solo.

  • Parque da Vindima Eloy Kunz

Sua marca registrada é a enorme estátua do galo, agora símbolo positivo do Município de Flores da Cunha, e localizado sobre colina de fácil acesso, oferece bela visão panorâmica do Centro da cidade. Suas estruturas abrigam uma Escola de Gastronomia da Universidade de Caxias do Sul.

No local, ao longo do ano, são realizadas diversas feiras comerciais e industriais, como a Mostra Flores e a Feira de Inverno, além da maior de todas, a Festa Nacional da Vindima, evento voltado a exaltar a uva, o vinho e, principalmente, os muitos homens devotados ao cultivo das videiras.

  • Praça da Bandeira

Local de convivência e atividades ao ar livre, possibilitando ao usuário ambientes para usufruir momentos agradáveis. Com paisagismo remodelado, apresenta novas árvores plantadas em locais estratégicos e muitas flores estão dispostas em canteiros e floreiras, trazendo cor e alegria à praça.

  • Praça do Imigrante

A pujança do Município de Flores da Cunha tem o DNA de um tipo especial de desbravadores. São os imigrantes italianos, lá chegadas a partir de 1876. Para marcar esse fato, são lembrados com praça dedicada a eles, situada em frente ao Hospital Beneficente Nossa Senhora de Fátima.

  • Praça Nova Trento

Logo após se instalarem nas terras do atual Município de Flores da Cunha, os imigrantes italianos construíram dois núcleos urbanos: Vila de São José e Vila de São Pedro. Eles cresceram e, pouco tempo depois, foram unificados e rebatizados com nome remetendo à terra de origem da maioria.

Nascia a Vila de Nova Trento e, mais tarde, o Município de Nova Trento. Com esta denominação sendo deixada de lado para homenagear um governador do Estado do Rio Grande do Sul, grande beneficiador da região, foi criada essa bela praça com o objetivo de manter viva aquela memória.

  • Praça Regional da Uva — Distrito de Otávio Rocha

Espaço à frente da Igreja Matriz de Otávio Rocha, com homenagens aos Municípios maiores produtores de uvas do Estado do Rio Grande do Sul. A sugestão do nome foi de Floriano Molon, votada e aprovada pela Câmara de Vereadores a aceita pelo prefeito à época, Cláudio R. Bedin.

Em seus amplos espaços e em meio à farta arborização, duas estátuas: uma, de Nossa Senhora da Uva, e, outra, remetendo ao leão alado da bela Catedral de São Marcos, da Cidade de Veneza, ao Norte da Itália. Também ali estão Monumento ao Carreteiro e Monumento ao Terceiro Milênio.

Há, ainda, um busto homenageando Otávio Francisco de Rocha, militar, engenheiro, educador, político e jornalista brasileiro, além de prefeito da Cidade de Porto Alegre, a capital do Estado do Rio Grande do Sul, durante os anos de 1924 a 1928 — e falecido em 27 de fevereiro de 1928.

  • Propriedade Rural da Família Pagno

A Propriedade Rural da Família Pagno está situada num local cercado por muitos bosques, boas histórias, diversas igrejas e variados vinhedos. Seus primeiros representantes chegaram àquela região, atualmente conhecida por Travessão Rondelli, com a leva inicial de imigrantes, em 1875.

A tradição local está marcada pelo cultivo das uvas para a produção de vinhos, mas vem sendo diversifica com a criação de animais — aves, gado leiteiro e suínos —, áreas com reflorestamento e crescimento da olericultura, notadamente bulbos, folhas, frutos, hortaliças, raízes e tubérculos.

O visitante também pode curtir passeio de carretão e saborear outra versão da “Colacion”, espécie de café colonial no qual destacam-se biscoitos, café, chimias, copa, cucas, fortaia — um tipo de omelete com queijo ou salame —, leite, pães variados, polenta, queijo, salame, sucos e vinhos.

  • Propriedade Rural de Joel Bolzan

A Propriedade Rural de Joel Bolzan faz parte dos caminhos do Roteiro Colonial Compassos de Mérica, Mérica. Tem uma produção agrícola diferenciada, pois especializou-se no cultivo de cogumelos. Além de explicações sobre a cultura, o visitante pode comprar os produtos no local.

  • Ruas com Nomes de Uvas — Distrito de Otávio Rocha

Em 1975, ano do Centenário da Colonização Italiana no Estado do Rio Grande do Sul, a Câmara de Vereadores aprovou trocar das identificações de todas as ruas do Distrito de Otávio Rocha. Os nomes antigos foram substituídos pelos nomes das espécies de uvas cultivadas por toda a região.

Assim, a Rua Otávio Rocha passou a ser a Avenida Uva Itália: homenagem ao País de origem dos primeiros povoadores dos distritos e por ser uma das mais nobres cepas ali cultivadas. As demais vias foram batizadas como Barbera, Bordô, Isabel, Moscato, Niágara e muitas outras.

  • Slaviero Uvas

O Turismo profissional começou a popularizar-se no Município de Flores da Cunha nos anos 1980. E, na época, especificamente no Distrito de Otávio Rocha, era comum visitantes ficarem no, até então, único estabelecimento formalizado do local: Hotel Dona Adélia, operando até hoje.

Ainda com poucas opções para aproveitar o tempo de lazer, muitos perguntavam se havia uma forma de se conhecer o dia a dia na colônia. Recebiam a indicação de se dirigir até à propriedade de Raimundo Slaviero, mais conhecido por Oggi Benne, pois ele adorava recepcionar os grupos.

O local é tocado por dois dos seus 11 filhos com a esposa Armelinda Chiarani: Nelso Slaviero e Pedro Slaviero. A chegar, percebe-se serem as casas um atrativo; construídas em aclive, dão vista para outro vale à frente. Muito apreciado também é poder degustar frutas colhida no próprio pé.

Especializada na produção de uvas de mesa, com diversas premiações, adota o sistema “colha e pague”, com o visitante escolhendo os cachos direto nas videiras. Há, ainda, degustação e venda de produtos coloniais: frutas da estação, geleias, pães, queijos, salames, suco de uva, vinhos etc.

  • Vista do Rio das Antas

O curso do Rio das Antas estende-se por quase 400 quilômetros desde sua nascente até sua foz. E, neste longo percurso, um dos seus pontos mais bonitos está situado justamente no Município de Flores da Cunha. E eles podem ser apreciados ao final de pequena trilha em meio à Natureza.

O trajeto contorna açudes, corta por campos cultivados e acompanha parreirais centenários. Ao final, encontram-se três curvas em formato de ferradura, apreciadas a partir do alto dos paredões cavados pela corrente de água ao longo dos milênios, belas paisagens típicas da Serra Gaúcha.

 

 


 

O post “Município de Flores da Cunha fundamento Turismo na herança dos imigrantes italianos” foi produzido, por João Zuccaratto, jornalista especializado em Turismo baseado na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo, a partir de sua participação no Encontro Brasileiro de Agentes de Viagens — Enbrav, desenvolvido na Serra Gaúcha, a partir da Cidade de Caxias do Sul, entre os dias 3 e 7 de novembro de 2019.

Clique nos trechos em colorido ao longo do post “Município de Flores da Cunha fundamento Turismo na herança dos imigrantes italianos para abrir novas guias, com informações complementares ao aqui sendo tratado. Eles guardam links levando a conteúdos do próprio Turismoria, verbetes da Wikipedia e sites de empresas, entidades, Governos estaduais, Prefeituras etc.

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No post “Município de Flores da Cunha fundamento Turismo na herança dos imigrantes italianos”, a repetição de algumas expressões, como “Cidade de Flores da Cunha”, é intencional. Elas são as principais palavras-chave dos conteúdos. Colocá-las várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com BingGoogle ou Yahoo!.