Oftalmologista participa da edição 2018 da Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí. Junto a outros 24 voluntários, como ela, mergulhou na dura realidade de uma das regiões mais carentes da Nação. Retornou com a seguinte certeza: doou muito pouco em relação ao muito recebido.

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: Instituto Dharma

 

Todos os anos, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público — Oscip, com sede na Cidade de São Paulo, a capital do Estado de São Paulo, organiza expedições para levar um mínimo de assistência médica até algumas populações carentes de regiões remotas do Brasil.

Trata-se do Instituto Dharma, cuja proposta de atuação pode ser muito bem resumida a partir de apenas um dos títulos expressos no conteúdo exposto no belo site da entidade, a de ser, na prática, a mudança ansiada para o mundo. Ela também atua em outras frentes, além da saúde.

Neste ano de 2018, profissionais de várias especialidades, oriundos de diversas partes do País, foram enviados para o sertão do Estado do Piauí. Durante uma semana, cumpriram um roteiro por região de belezas naturais ímpares nas quais sobrevivem pessoas praticamente na miséria.

Uma das voluntárias foi Liliana Nóbrega Cordeiro, oftalmologista superando os 20 anos de atuação na especialidade. Ela nasceu no Estado de Goiás, mas veio para o Estado do Espírito Santo antes mesmo de completar um ano de idade — transformando-se em capixaba da gema.

Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo — Ufes, na Cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. E fez sua Residência na Fundação Hilton Rocha, referência em Oftalmologia, na Cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais.

É especializada na prevenção e no tratamento de catarata, cuidados com a superfície ocular, cirurgia refrativa, cirurgia plástica ocular e adaptação de lentes de contato. Além da sua língua materna, o Português, é fluente em mais quatro idiomas: Espanhol, Francês, Inglês e Italiano.

Durante 10 dias, custeando as próprias passagens e parte da alimentação, deixou de lado os afazeres em sua Oftalmocenter Clínica e Cirurgia para uma imersão na dura realidade vivida por grande parcela de brasileiros. Nesta entrevista, relata um pouco dessa rica experiência.

 

“A melhor coisa que eu já fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os tempos de Universidade”

Liliana Nóbrega Cordeiro em sua Oftalmocenter Clínica e Cirurgia, situada na na Cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. Médica formada, fez Residência na Fundação Hilton Rocha, na Cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais

 

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Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: voluntariado

 

— A melhor coisa que eu já fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os tempos de Universidade. Mesmo agora, atuando com meu consultório, seguidamente participo de atividades em prol das comunidades mais carentes.

Assim, com essas frases expressas em voz emocionada, a oftalmologista Liliana Nóbrega Cordeiro concluiu a entrevista sobre sua participação na edição 2018 da Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí, uma das Unidades da Federação mais pobres da Região Nordeste.

— Na Residência Médica, na Fundação Hilton Rocha, lá da Cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, tínhamos um ônibus-consultório. Com ele, examinávamos toda a população das cidades pequenas, sem médico e muito menos atendimento de oftalmologia.

 

“A melhor coisa que eu já fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os tempos de Universidade”

Liliana Nóbrega Cordeiro integrou equipe de 27 pessoas: três da entidade organizadora; 24, voluntários como ela, profissionais de áreas como Administração, Farmácia, Fisioterapia, Fotografia, Medicina, Odontologia, Marketing, Pediatria, Psicologia, Tradução…

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: participação

 

Estudando Medicina na Universidade Federal do Estado do Espírito Santo, antes de buscar especialização, rodou pelo território capixaba com o Dermatologia Extra-Muros. Os alunos visitavam as comunidades de descendentes de europeus, muito suscetíveis a câncer de pele.

— Todo ano, havia ações voltadas a catarata, diabetes, glaucoma. Formada, uma ou duas vezes por ano, junto a outros colegas, fazemos mutirões com exames de vista para crianças de escolas das redes municipais de ensino. Também participamos de um programa da Unimed.

Pedindo contribuições e doações, ou colocando recursos próprios, Liliana Nóbrega Cordeiro também integra grupos voltados a distribuir alimentos a famílias carentes e brinquedos para crianças, geralmente nos períodos próximos às festas do Natal e comemoração de Ano Novo.

— Tem o trabalho do Instituto Ponte, do qual faço parte. É uma organização civil, sediada na Cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, com objetivo de levar a adolescentes de baixa renda oportunidades para eles desfrutarem de uma educação básica com qualidade.

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

Liliana Nóbrega Cordeiro abandonou conforto de casa e praticidade do consultório e viajou a local perdido no mundo, com ameaça de falta de água, calor infernal, só podendo tomar apenas um banho por dia, dividindo banheiros e dormitórios com estranhos

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: carências

 

Abandonar o conforto de casa, largar a praticidade do consultório, viajar a um local perdido no mundo, viver sob a ameaça de falta de água, suar sob um calor infernal e só poder tomar apenas um banho por dia, dividir banheiros e dormitórios com estranhos, foi a primeira vez.

— Olha, e pode não ser a última. Foram 12 dias incríveis. Uma experiência recomendada a todos. Recebi bem mais do que doei, em termos de amor, atenção, carinho de um povo para o qual apenas nossa presença ali já fazia muita diferença. Eles não têm nada, e nós temos tudo.

Liliana Nóbrega Cordeiro integrou equipe de 27 pessoas: três eram da entidade organizadora da ação; 24, voluntários como ela, profissionais de áreas distintas: Administração, Farmácia, Fisioterapia, Fotografia, Medicina, Odontologia, Marketing, Pediatria, Psicologia, Tradução

— Não atuava com saúde, ajudava arrumando coisas, preenchendo fichas. Três estudantes de Medicina revezavam-se auxiliando nos atendimentos. Me ajudaram muito, pois, no segundo dia, não tinha mais braços, de tanto alternar lentes à frente dos olhos nos exames de pacientes.

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

“Quem não atuava com saúde, ajudava arrumando coisas, preenchendo fichas. Três estudantes de Medicina revezavam-se auxiliando. Me ajudaram muito. No segundo dia, não tinha mais braços, de tanto alternar lentes à frente dos olhos dos pacientes”

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: esforço

 

Sentindo articulações dos ombros doendo, preocupada em interromper seu trabalho, só havia uma solução: analgésico e anti-inflamatório. Passadas três semanas após seu retorno à vida normal, ainda sofre as consequências do esforço de atender cerca de 100 pessoas a cada dia.

— Tem mais: todos estamos tomando remédios contra vermes. Apesar de só bebermos água mineral, nosso contato com água sem tratamento era constante. Nos lavávamos, escovávamos os dentes, com água captada em açude, péssima, contaminada por fezes e urina de animais.

Aí, é hora de se perguntar: como se meteu nisso? De onde veio a ideia de sacrificar-se por gente desconhecida, abandonada no mundo, se aqui mesmo, na nossa periferia, há tanto por se fazer. E, melhor: podendo sair pela manhã, trabalhar com afinco o dia todo, e retornar à noite.

— Era um sonho. Seguia o trabalho deles por rede social e me via contribuindo. Fizeram um convite, aceitei. Queriam integrar oftalmologia ao atendimento, meu nome estava no cadastro da Volunteers Vacations, onde ainda pretendo fazer um curso de Empreendedorismo Social.

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

“Agora, estamos tomando remédios contra vermes. Apesar de só bebermos água mineral, nosso contato com água sem tratamento era constante. Nos lavávamos, escovávamos os dentes, com água de açude, péssima, contaminada por fezes e urina de animais

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: patrocínios

 

A entidade responsável pela Expedição Médica no Sertão do Piauí é o Instituto Dharma, com sede na Cidade de São Paulo, a capital do Estado de São Paulo. Tem, como vice-presidente, Karine Oliani, uma médica especializada em problemas de saúde ocasionados por altitudes.

— É a única brasileira a escalar o Monte Everest duas vezes. Jovem, bonita, tipo modelo, é adrenalina pura. Está sempre em equipes de alpinismo, produz vídeos para seu canal no You Tube. Vez ou outra, algum é exibido num quadro do Fantástico, da Rede Globo de Televisão.

O Instituto Dharma atua no Brasil, países da África, Ilhas Fiji, Índia, Nepal e Tibete. Sua ação se dá em frentes de trabalho. Uma delas é assistência médica. O sertão do Estado do Piauí foi escolhido por exibir um dos menores Índice de Desenvolvimento Humano — IDH, no País.

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

O Instituto Dharma atua no Brasil, países da África, Ilhas Fiji, Índia, Nepal e Tibete. Sua ação se dá em frentes. Uma delas é assistência médica. O sertão do Estado do Piauí foi escolhido por exibir dos menores Índice de Desenvolvimento Humano — IDH, no País

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: Quarto Mundo

 

— Fazem tudo isso a partir de patrocínios. A presença da Karine Oliani ajuda muito. Ela gera mídia. Por exemplo: conseguiu o apoio da Volvo. A empresa cedeu quatro SUV top de linha, praticamente zero quilômetro, todos eles modelos híbridos, movidos a eletricidade e gasolina.

Essa última foi cedida pele rede de fornecimento de combustíveis denominada Petro Bahia. Ela doou 800 litros, através de parcerias com postos da região. Com os tanques na reserva, os motoristas dirigiam-se aos locais previamente indicados, abasteciam e assinavam as notinhas.

— Um dos médicos participantes é amigo do proprietário da Petro Bahia. Explicou sobre os objetivos da edição 2018 da Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí, o empresário se encantou com o trabalho a ser desenvolvido e resolveu contribuir para o sucesso daquela ação.

Os veículos transportavam equipamentos, medicamentos, pacientes, voluntários… Além deles, seguiu um caminhão baú, carregado de remédios e óculos, para serem doados às populações. Uma Prefeitura cedeu um ônibus escolar. Viajaram também na carroceria de um pau-de-arara.

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

Os veículos transportavam equipamentos, medicamentos, pacientes, voluntários… Além deles, seguiu um caminhão baú, com remédios e óculos, para serem doados. Uma Prefeitura cedeu um ônibus escolar. Viajaram também na carroceria de um pau-de-arara

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: improvisações

 

— Era interessante usar aqueles carros de Primeiro Mundo para visitar pacientes incapazes de se locomover, vivendo em casebres de Quarto Mundo. Deixar o ar condicionado das cabines e respirar os odores presos em cubículos sem ventilação, fechados por paredes de pau-a-pique.

Um deles fez as vezes de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, levando um homem bastante ferido por acidente de moto até um vilarejo próximo. Lá, havia ambulância apropriada para transportá-lo com toda segurança até o Pronto-Socorro de uma cidade maior.

— Acidente de moto. Pilotam sem Carteira, embriagados. Chegou carregado, rescendendo a álcool, rosto desfigurado. Os médicos anestesiaram, limparam, fizeram suturas. Imobilizaram a cabeça, improvisando talas feitas de papelão. Deitaram os bancos do Volvo e o levaram.

Três dias depois, buscaram o acidentado em casa. Os dentistas fizeram uma cirurgia para fixar o osso da parte superior da boca, sustentáculo da arcada dentária. Ao cair, o rapaz bateu com o rosto numa pedra, fraturando tudo. Havia o risco de ele perder todos os seus dentes frontais.

— Foram incríveis. Mostraram-se ótimos cirurgiões-dentistas. Com criatividade, supriram as carências. Como não havia um arame forte para determinado procedimento, me perguntaram se poderia ceder uma haste metálica de óculos. Escolhi um, eles o desmontaram e utilizaram.

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

“Usávamos carros de Primeiro Mundo para visitar pacientes vivendo em casebres de Quarto Mundo. Deixar o ar condicionado das cabines e respirar odores presos em cubículos sem ventilação, fechados por paredes de pau-a-pique”

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: importância

 

Aliás, improvisar era palavra de ordem. Os recursos à disposição nem sempre se mostravam suficientes frente às realidades encontradas. Nos primeiros momentos, muitos desanimaram, achando todo o esforço inútil. Alguns chegaram às lágrimas, expressando temores diversos.

— A farmacêutica chorou, imaginando analfabetos envenenando-se com doses incorretas de remédios pela incapacidade de ler a receita. Fiquei chateada por não fazer exames completos: fundo de olho, pressão do globo ocular… Via só o grau necessário das lentes e dava os óculos.

O clima melhorou quando todos perceberam a diferença só por estarem ali, ajudando dentro das possibilidades. Para famílias com renda mensal inferior ao salário mínimo, é uma grande felicidade receber atenção, seja uma vez na vida, dentistas, médicos e outros especialistas.

— Vimos o lado positivo: estávamos ajudando aquelas pessoas. Parecia pouco para nós, mas, para eles, era muito. Eles não diziam isso em palavras. Expressavam com humildade, brilhos nos olhos e sorrisos contidos, evitando exibir dentições destruídas apenas por falta de higiene.

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

“Vimos o lado positivo: estávamos ajudando as pessoas. Parecia pouco para nós, mas, para eles, era muito. Não diziam em palavras. Expressavam com humildade, brilhos nos olhos e sorrisos contidos, evitando exibir dentições destruídas por falta de higiene”

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: realidade

 

Aliás, uma das maiores demandas — senão a maior — foi o atendimento de Odontologia. Os três dentistas trabalhavam sem parar. Infelizmente, apenas extraindo aqueles sem chance de recuperação e tratando e restaurando todos os outros passíveis de serem salvos no momento.

— Dava pena ver crianças novinhas, sete, oito anos, sorrindo sem constrangimento, exibindo dentes pretos. Muitas tendo perdido os primeiros permanentes. Zero, zero, de saúde bucal. E situação difícil de mudar no curto prazo, devido à ausência de acompanhamento continuado.

Essa é a pior característica daquela dura realidade: ausência de perspectivas de mudança de vida. Povo esquecido por aqueles em condições de ajudá-los, mas resignado, ingênuo. Toda hora chega gente lá prometendo mundos e fundos. Eles acreditam, sonham, e nada acontece.

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

Liliana Nóbrega Cordeiro ressalta a pior característica da realidade: ausência de perspectivas de mudança: “Povo esquecido por aqueles capazes de ajudá-los. Toda hora chega gente prometendo mundos e fundos. Eles acreditam, sonham, nada acontece”

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: 1.000 óculos

 

— Minha atuação foi basicamente essa: examinava e, encontrando problemas, via o grau necessário e dava óculos. Àqueles com vistas normais, óculos de Sol. Era interessante ver a pessoa saindo de lá com os olhos protegidos por acessórios das melhores marcas mundiais.

Foram 487 de grau e 500 de Sol, arrecadados no Estado de São Paulo com pessoas físicas, óticas e indústrias. Uma das apoiadoras do Instituto Dharma é designer de óculos e tem um blog no qual acumula centenas de milhares de seguidores. Foi ela pedir doações e conseguir.

— Ela tem nome de princesa: Chantal Kopenhagen Goldfinger. E seu último sobrenome diz bem sobre seu caráter. Realmente, basta ela tocar com o dedo para qualquer coisa virar ouro. A família é proprietária da marca e rede de lojas de chocolates, mas ela trabalha com moda.

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

“Minha atuação foi basicamente examinar e, encontrando problemas, ver o grau necessário e dar óculos. Àqueles com vistas normais, óculos de Sol. Era interessante ver a pessoa saindo de lá com  olhos protegidos por acessórios das melhores marcas mundiais”

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: integração

 

Além do sentir-se bem com a prestação de serviços a pessoas realmente necessitadas, Liliana Nóbrega Cordeiro ressalta outro ponto muito positivo para todos os participantes da edição 2018 da Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí, durante a semana vivendo junto.

— A maior parte do tempo, não tivemos sinal de celular. Assim, prestamos atenção mais em nós mesmos. Formamos grupos, conversamos, alguns tocaram violão, todos cantaram. Não perdíamos um pôr-do-Sol. E, à noite, nos dávamos conta da imensidão do Céu acima de nós.

Alertada sobre aquela entrevista estar acontecendo num 5 de dezembro, consagrado pela Organização das Nações Unidas — ONU, como Dia Internacional do Voluntariado, ela revelou mais uma informação interessante sobre sua imersão na realidade nordestina.

— Minha família ficou muito satisfeita com esse trabalho. Afinal, meus avós maternos eram de lá, sertanejos tais quais os encontrados hoje em dia: baixinhos, pele escurecida pelo Sol, rosto vincado de rugas trazidas pela vida difícil. Passados quase um século, a situação é igual.

Precisando encerrar aquele encontro devido à agenda apertada, despediu-se, levou embora sua beleza física: mulher grande, pele clara, cabelos loiros, tom de voz extremamente agradável sorriso quilométrico. Mas deixou o ambiente impregnado por uma beleza interior bem maior.

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

“Minha família ficou satisfeita com esse trabalho. Afinal, meus avós maternos eram de lá, sertanejos tais quais os encontrados hoje em dia: baixinhos, pele escurecida pelo Sol, rosto vincado de rugas trazidas pela vida difícil. Passados quase um século, situação igual”

 

Expedição Médica Sertão do Estado do Piauí 2018: números

 

  • Duração de 10 dias, sendo sete de atendimento
  • 1.833 atendimentos médicos
  • 508 atendimentos de Oftalmologia
  • 451 atendimentos de Clínica Médica
  • 363 atendimentos de Odontologia
  • 233 atendimentos de Pediatra
  • 216 atendimentos de Ginecologia
  • 56 atendimentos de Psicologia
  • 6 atendimentos de Fisioterapia
  • Uma emergência, com remoção, de acidentado grave
  • 7 procedimentos cirúrgicos
  • 8 infiltrações em joelhos
  • Uma infiltração em ombro
  • 300 kits escolares doados
  • 360 kits de escovação — creme dental e escova de dentes — doados a crianças
  • 200 crianças atendidas com atividades pedagógicas
  • 35 mudas de árvores plantadas por crianças
  • 5 mudas de árvores doadas para plantio na Serra do Inácio
  • Cerca de 3.000 fotos registradas
  • 4 SUV Volvo
  • 800 litros de gasolina Petro Bahia
  • Caminhão baú

 

Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí: mais imagens

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

 

Liliane Nóbrega Cordeiros: “A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade”

 


 

O post  foi produzido por João Zuccaratto, jornalista especializado em turismo baseado na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo, a partir de entrevista publicada, originalmente, pelo Jornal Turismo & Serviços, com sede na Cidade de Vila Velha, situada no litoral Sul do Estado do Espírito Santo.

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A repetição de diversas expressões ao longo do conteúdo do post “Liliana Nóbrega Cordeiro: ‘A melhor coisa que fiz na vida, em termos de voluntariado. E, olha: já fiz muitas coisas nesse sentido, desde os meus tempos de Universidade’” — como “Expedição Médica ao Sertão do Estado do Piauí” — é intencional. Elas são as principais palavras-chave dos conteúdos. Colocá-las várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com BingGoogle ou Yahoo!.

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• Jornal MG Turismo, da Cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais;

• Link de notícias do site da Associação de Jornalistas e Blogueiros do Brasil — Ajobtur; e,

• Revista Receptiva, da Cidade de Bento Gonçalves, um dos ícones do turismo da Serra Gaúcha, região de montanhas localizada a Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul.

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• Blog do Jornal Passaporte, da Cidade de Belém, capital do Estado do Pará e

• Facebook do Jornal Cidade Sorriso, da Cidade de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul.