O fim do Ciclo da Borracha, por volta de 1912, levou a outro período de estagnação econômica do Estado do Pará. Isso começa a mudar durante os anos 1960, nos Governos Militares, com incentivo à ocupação das terras ao Sul e exploração de minérios. Recentemente, turismo ganhou prioridade.

 

Estado do Pará: do esplendor do Ciclo da Borracha ao Plano Estratégico Ver o Pará

 

O Estado do Pará vem trabalhando bem a diversificação de sua economia, em agriculturacomércio, indústria e serviços. Mas um setor com grande potencial não estava sendo melhor aproveitado. É o turismo, podendo ser explorado de modo sustentável em todas as suas classificações: aventura, compras, cultura, ecologia, educação, esportes, etnologia, eventos, gastronomia, história, lazer, Melhor Idade, natureza, negócios, religioso, saúde…

Para avançar neste segmento, ampliando ainda mais a pauta de atividades com boas capacidades para ampliar geração de riqueza, acelerar a criação de empregos e melhorar a distribuição de renda, foi criado o “Ver o Pará — Plano Estratégico para o Turismo do Estado do Pará”. Nesta matéria e outras cinco que a seguem, vamos rever a trajetória que levou Poder Público, iniciativa privada e sociedade a se unirem com este objetivo.

 

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Municípios no qual o Estado do Pará foi dividido no início da República. Note-se que as cidades, marcadas pelos pontos negros, concentravam-se às margens dos rios, situação inalterada praticamente desde a criação delas, ainda a mando do Marquês de Pombal

 

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Área de abrangência do Ciclo da Borracha. Os seringais no meio da Floresta Amazônica eram alcançados apenas através dos rios. Depois de extraído e passado por um primeiro beneficiamento no local de origem, o latex era exportado através das mesmas via

 

Estado do Pará: capital era a Paris nas Américas

 

A economia do Estado do Pará entra no século XX, anos 1900, vivendo o auge do Ciclo da Borracha, ocorrido entre 1879 e 1912. O látex extraído das seringueiras em todo o Norte do Brasil era exportado através do Rio Amazonas. Um dos pontos de saída era a Cidade das Mangueiras de Belém. Naquele período, seus moradores tinham ligação maior com as capitais da Europa do que com a capital do País, a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro.

Se há 150 anos o secretário do reino de Portugal, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, tinha sido responsável por grandes reformas naquela capital, agora os chamados “Barões da Borracha” tomavam a frente dos investimentos. Além de erguerem moradias suntuosas, como o Palacete Pinho, atualmente preservado, contribuíram para a construção do Teatro da Paz, talvez o maior exemplo da riqueza gerada naquela época.

Foi durante este período que o Centro da cidade recebeu a arborização com as mangueiras importadas da Índia, árvores incorporadas como marca registrada local, e incorporadas a um dos apelidos da capital do Estado do Pará. O intendente Antônio José de Lemos foi o principal personagem das modernizações e transformações, levando-a a ser tratada como a “Paris na América”, em referência à influência das reformas desenvolvidas na área urbana.

 

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O intendente Antônio José de Lemos, no detalhe, modernizou a Cidade das Mangueiras de Belém — aliás, foi no Governo dele que a cidade ganhou a arborização com as mangueiras. Ele construindo inclusive o palácio agora batizado com seu nome, atual sede da Prefeitura

 

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O Teatro da Paz é uma das muitas heranças arquitetônicas deixadas pelo esplendor do Ciclo da Borracha para a Cidade das Mangueiras de Belém, sendo hoje um dos pontos mais visitados pelos turistas que escolhem a capital do Estado do Pará como entrada para a Amazônia

 

Estado do Pará: meio século de estagnação econômica

 

Com o declínio do Ciclo da Borracha, volta outra angustiante estagnação, da qual o Estado do Pará só saiu meio século após, na década de 1960, com o desenvolvimento de atividades agrícolas no Sul do território. Os Governos Militares, incentivando a ocupação das áreas desabitadas do País, iniciaram a construção da rodovia que iria cruzar o território brasileiro de Leste a Oeste, unindo o Litoral do Estado de Pernambuco até a Bolívia e Colômbia.

Mal haviam começado as obras da Rodovia Transamazônica, a profusão de espécies de madeira de lei presentes nas florestas ao Sul do Estado do Pará atraiu para a região uma legião de devastadores, em sua maioria oriundos do Norte do Estado do Espírito Belo e Santo e do Sul do Estado da Bahia. Conforme a árvores de maior valor iam sendo retiradas, o que restava de floresta era eliminado, surgindo pastos voltados a criação de gado de corte.

No início dos anos 1970, uma nova maré de sorte dá novo alento à economia do Estado do Pará: a descoberta de ouro na região da Serra Pelada e de praticamente infindáveis jazidas de minério de ferro na Serra dos Carajás, no Município de Parauapebas. A atividade de mineração torna-se então preponderante, mas soma-se à agricultura e à pecuária também com forte crescimento. Era hora de se pôr fim a esta dependência apenas do extrativismo.

 

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Mapa mostrando o trajeto completo da BR 230, popularmente conhecida como Rodovia Transamazônica, e o trecho na qual corta, de Leste para Oeste, o centro do Estado do Pará. Ela foi uma grande indutora de desenvolvimento e também de muita depredação ambiental

 

Estado do Pará: começa diversificação na indústria

 

O primeiro passo veio com incentivos fiscais voltados à instalação de indústrias na Região Metropolitana da Cidade das Mangueiras de Belém. Para isso, foram destinadas duas áreas especiais: o Distrito Industrial de Icoaraci, este na própria capital, e o Distrito Industrial do Município vizinho de Ananindeua. Também bem próximos foram beneficiados Município de Barcarena e o Município de Marituba. E, no interior do Estado, o Município de Marabá.

Os primeiros projetos estavam voltados à agregação de valor aos minérios, como bauxita e ferro. Assim, o Município de Barcarena tornou-se grande produtor de alumínio, sediando uma das maiores fábricas desse produto no mundo. Como a maior parte desta produção é exportada, lá está instalado um dos principais portos do Estado do Pará, no Distrito de Vila do Conde, responsável também pelo embarque de boi vivo para países do Oriente Médio.

Ao longo da Estrada de Ferro Carajás, que vai da Região Sudeste do Pará até à Cidade Atenas Brasileira de São Luís, capital do Estado do Maranhão, é possível atestar a presença crescente de siderúrgicas. O Governo Federal implementou no Município de Marabá um polo siderúrgico e metalúrgico. Utilizando carvão vegetal nos fornos de produção de ferro gusa, vinha contribuindo para uma devastação mais rápida das florestas nativas da região.

 

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Vista aérea da Praia do Caripi, no Município de Barcarena, ao lado do Distrito Industrial de Vila do Conde. Abaixo, destaca-se o Samaúma Park Hotel, empreendimento viabilizado justamente pela movimentação gerada pelas indústrias e os portos funcionando ali próximo

 

Estado do Pará: turismo passa a ter prioridade

 

Este cenário foi modificado a partir de grandes investimentos no reflorestamento de áreas devastadas e na produção de carvão a partir do coco da palmeira de Babaçu, principalmente no Município de Bom Jesus do Tocantins. Seguindo as características naturais da região, destacaram-se também como fortes ramos da economia a indústria madeireira e a produção de móveis. Esta última gerou um polo especializado, situado no Município de Paragominas.

Nos últimos anos, com a expansão da cultura da soja por todo o território nacional e a falta de áreas livres na Região Sul, na Região Sudeste e até mesmo na Região Centro-Oeste, o Sudeste e Sudoeste do Estado do Pará estão sendo buscados como nova fronteira para essa atividade agrícola. Pela rodovia BR 163, boa parte da produção deste grão no Estado do Mato Grosso chega ao Município de Santarém, de onde é enviada para o mercado externo.

Se em agricultura, comércio, indústria e serviços o Estado do Pará caminha bem, um setor com grande potencial não estava sendo bem aproveitado. Trata-se do turismo, podendo ser explorado de modo sustentável em todas as suas especialidades: aventura, compras, cultura, ecologia, educação, esportes, etnologia, eventos, gastronomia, história, lazer, Melhor Idade, natureza, negócios, religioso… O Estado do Pará tem muito a oferecer para qualquer delas.

 

Estado do Pará: do esplendor do Ciclo da Borracha ao Plano Estratégico Ver o Pará

Barcos ancorados próximos ao Mercado Ver-O-Peso no Polo Belém: não só em natureza o Estado do Pará tem a oferecer aos visitantes, mas também em aventura, compras, cultura, ecologia, esportes, etnologia, eventos, gastronomia, história, lazer, Melhor Idade, negócios, religioso…

 

Estado do Pará: orgulho como Obra-Prima da Amazônia

 

Com o objetivo de avançar neste segmento econômico, diversificando ainda mais a pauta de atividades com boas capacidades para ampliar a geração de riqueza, acelerar a criação de empregos e melhorar a distribuição de renda, foi desenvolvido o denominado “Ver o Pará — Plano Estratégico para o Turismo do Estado do Pará”, elaborado para delinear diretrizes de políticas e investimentos neste setor, com alcance inicial fixado para o final para 2020.

Estruturado em modelo orgânico, permitindo evolução continuada, seu pressuposto está em “fazer acontecer”. Assim, enfatiza programas e projetos de execução imediata, sem ignorar ou substituir iniciativas em andamento. Coloca-se como ponto de referência, sincronizando ações e garantindo coesão entre metas e objetivos formulados. Sem data para ser encerrado, deve ser periodicamente aprimorado, mantendo-se em paralelo à evolução do mercado.

O “Ver o Pará — Plano Estratégico para o Turismo do Estado do Pará” une Poder Público, iniciativa privada e sociedade no objetivo de transformar uma terra tantas vezes esquecida no maior polo de atração de visitantes no Norte do País. Alcançará isso usando vocações naturais, recuperação da história, proteção ao meio ambiente, preservação das tradições e valorização da cultura para ampliar o orgulho de ser parte da Obra-Prima da Amazônia.

 

Estado do Pará: do esplendor do Ciclo da Borracha ao Plano Estratégico Ver o Pará

Bem trabalhado, o “Ver o Pará — Plano Estratégico para o Turismo do Estado do Pará” vai traduzir em realidade a intenção de transformar aquela região no maior polo de atração de visitantes do Norte do país, ampliando o orgulho de ser parte da Obra-Prima da Amazônia

 

Estado do Pará: informações complementares

 

Esta é a matéria 3 de 4, sendo que as outras três complementam o assunto aqui iniciado. Então, se puder, leia também:

 

Matéria 1

• Estado do Pará: história iniciada em 1494, com a assinatura do Tratado de Tordesilhas

 

Matéria 2

• Estado do Pará: ápice com o Marquês de Pombal, decadência até meio dos anos 1800

 

Matéria 4

• Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

 


 

Clique sobre os trechos em colorido ao longo do texto para abrir novas guias, trazendo informações complementares ao aqui sendo tratado. Eles guardam links levando para a versão digital do “Ver o Pará — Plano Estratégico Para o Turismo do Estado do Pará”, verbetes da Wikipedia e sites de empresas, entidades, Governos estaduais, Prefeituras etc.

A repetição do termo “Estado do Pará” é intencional. Ele é a principal palavra-chave do conteúdo. E colocá-lo diversas vezes ao longo da postagem é parte das modernas técnicas de Search Engine Optimization — SEO, a otimização para ferramentas de busca. E ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com Bing, Google ou Yahoo.

Adotei o critério de, nos meus textos de divulgação de turismo, ao citar uma cidade, fazê-lo em conjunto com seus apelidos. Por isso Cidade das Mangueiras de Belém, Cidade Atenas Brasileira de São Luís, Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, Cidade Presépio de Vitória etc. E, até o momento, Estado do Espírito Belo e Santo e Estado de Santa e Bela Catarina.

Texto produzido a partir de conhecimentos gerais do autor e pesquisas na Internet, a partir da Wikipedia, site do Governo do Estado do Pará e resultados dos mecanismos de buscas. Como fundamenta matéria com fins de divulgação do turismo, e não trabalho científico, pode apresentar erros. Se eles forem apontados, reeditarei o material com as correções.