Trabalho foi elaborado com envolvimento, participação e contribuição dos Poderes Públicos, iniciativa privada e sociedade como um todo. Resultou em 70 projetos capazes de ampliar o orgulho de fazer parte da Obra-Prima da Amazônia. Em 2020, deve ser avaliado e reestruturado.

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

 

Estado do Pará: porta de entrada para turistas

 

O “Ver o Pará — Plano Estratégico Para o Turismo do Estado do Pará”, com objetivo de transformar o Estado do Pará, terra tantas vezes esquecida, no maior polo de atração de visitantes no Norte do País, construído em modo participativo, envolveu representantes dos Poderes Públicos, atores da iniciativa privada e membros da sociedade. Atuantes em cada fase da elaboração do trabalho, opiniões e sugestões de todos estão refletidas no texto final.

Durante seis meses, percorreu-se três fases. Primeiro, uma análise exaustiva da situação atual do turismo no Estado do Pará frente aos contextos regional, nacional e mundial. As conclusões daí geradas permitiram apresentar uma proposta de Planejamento Estratégico. E a definição deste último levou à montagem de dois planos operacionais, alinhavando as atuações necessárias para pôr em prática as ações até aquele momento delineadas no papel.

O raio X da realidade do turismo do Estado do Pará foi o mais completo possível. Séries históricas permitiram reconstruir o processo evolutivo da atividade no passado recente e definir o estágio da atualidade. Números do turismo em geral e de segmentos como os de aventura e ecologia mostraram a situação frente aos canais de comercialização. Pesquisa avaliou a percepção dos visitantes quanto à qualidade do produtos e serviços oferecidos.

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

A construção do “Ver o Pará — Plano Estratégico Para o Turismo do Estado do Pará” envolveu setor público, iniciativa privada e representações da sociedade. O texto final, incorporando opiniões e sugestões de todos, fixa 2020 com primeiro prazo para revisão

 

Estado do Pará: além da Cidade das Mangueiras de Belém

 

Observou-se que a quase totalidade dos turistas procurando o Estado do Pará concentram-se na Cidade das Mangueiras de Belém e na Ilha do Marajó, sendo residual a destinação para a região da Amazônia Atlântica e nas cercanias do Rio Araguaia, Rio Tapajós, Rio Tocantins e Rio Xingu. E a comercialização de pacotes tanto no Brasil quanto fora dele é reduzida por entraves que se complementam mutuamente: não há procura devido à falta de divulgação.

No mercado internacional, o estudo mostrou a forte concorrência exercida pela Cidade de Manaus, a capital do Estado do Amazonas. Outra restrição séria é o custo do deslocamento aéreo, uma vez que as longas distâncias inviabilizam tanto a via rodoviário quanto a via fluvial. Apesar do Estado do Pará dispor da melhor infraestrutura de aeroportos do Norte brasileiro, a oferta de voos é extremamente limitada, encarecendo o custo das passagens.

Confrontando estas e muitas outras fraquezas atuais do turismo do Estado do Pará com as oportunidades geradas por esta situação, definiu-se então o que de viável e melhor poderia ser feito para inverter o processo. As estratégias foram encontradas a partir de respostas a questionamentos tais como “O que o Estado do Pará quer ser como destino turístico no futuro?” e “Qual posicionamento o Estado do Pará quer ter nos mercados emissores?”

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

O raio X do turismo do Estado do Pará mostrou que, além de sofrer uma concorrência muito forte da Cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas, os visitantes estão muito concentrados na Cidade das Mangueiras de Belém, com muitos poucos indo para o interior

 

Estado do Pará: líder em turismo na Amazônia

 

Como resposta, definiu-se a Visão 2020, colocando o Estado do Pará como líder do turismo da Amazônia a partir do oferecimento aos seus visitantes de experiências que, sem esquecer conforto, segurança e serviços de qualidade mundial, incluam preservação de autenticidade, uso sustentável dos recursos naturais, valorização da cultura local, recuperação da história, culinária rica e diferenciada, além de uma oferta cultural surpreendendo pela originalidade.

Estabelecida a Visão 2020, formataram-se Objetivos 2020, compilando propostas capazes de tornar realidade a primeira: melhorar os equipamentos já existentes, fomentar a criação de novos empreendimentos, certificar a oferta de gastronomia típica, qualificar a produção de artesanato, aumentar a promoção no mercado nacional e no mercado externo e criar as condições do turismo do Estado do Pará captar os consumidores interessados na Amazônia.

Em termos de gestão interna, principalmente por parte do Poder Público em seus três níveis de atuação — municipal, estadual e federal —, e das entidades de classe representativas do setor, criar padrões de estatísticas capazes de acompanhar e medir a evolução do turismo do Estado do Pará ao longo do tempo, de forma homogênea e, se possível, até mesmo on line. Ou seja: propostas realistas, sem necessidade de grandes malabarismos na implementação.

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

A qualificação cada vez maior da variada produção de artesanato está elencada como um dos objetivos capazes de ampliar a promoção do turismo do Estado do Pará no mercado interno e no mercado externo, captando muitos visitantes interessados pela Amazônia

 

Estado do Pará: metas capazes de serem alcançadas

 

Definidos os Objetivos 2020, configuraram-se os quantitativos das Metas 2020, agrupando indicadores como tipos de viagens, padrões de visitantes, quantidades esperadas, duração da permanência e gasto por pessoa por dia. Com estas informações, determinou-se volume dos investimentos necessários — e em que prazo precisam ser concretizados —, quantidade de empregos a serem gerados e a previsão do montante de impostos a serem arrecadados.

No geral, as Metas 2020 previstas dentro do “Ver o Pará — Plano Estratégico Para o Turismo do Estado do Pará” são apenas duas, mas que, se atingidas, vai alinhar o setor como todos os outros principais geradores de receita atuais. Uma é triplicar o número de turistas oriundos do mercado nacional. A outra, ampliar a participação e a receita geradas pelo turismo internacional em 15% sobre o faturamento global atual desta atividade.

Como facilitadores deste árduo caminho, são propostas orientações mercadológicas como a criação de nova identidade e nova marca para o turismo do Estado do Pará, definição de nova seleção de mercados a serem trabalhados, estruturação de novos produtos e serviços e uma síntese de valores para argumentação capazes de fazer com que um turista potencial opte por conhecer a Obra-Prima da Amazônia, em detrimento de outro destino qualquer.

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

O Aeroporto Internacional da Cidade das Mangueiras de Belém tem papel decisivo para se atingir uma das Metas 2020 do “Ver o Pará — Plano Estratégico Para o Turismo do Estado do Pará”: ampliar receita gerada pelo turismo internacional em 15% sobre números de 2012

 

Estado do Pará: cinco grandes valores

 

Valores do destino de turismo Estado do Pará, aqui disponibilizados em ordem alfabética:

 

  • Autenticidade

 

Expressa por manifestações populares e religiosas seculares como a Círio de Nazaré; festas mesclando a fé e o profano, como a Marujada, com origem perdendo-se na história; ritmos como carimbó, lundu, siriá e xote, autênticos, tradicionais, fazendo-se presentes no dia a dia da população e expressões da pureza da cultura do Estado do Pará; gastronomia de sabores únicos e artesanato ímpar, valorizando os produtos e matéria-prima da Floresta Amazônica.

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

A autenticidade do povo do Estado do Pará se manifesta por diversas maneiras. A mais impressionante é a corrente de fé dos milhões de fiéis acompanhando a procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Há também os ritmos, como o carimbo, lundu, siriá e xote

 

  • Criatividade

 

Os saberes e fazeres milenares dos nativos convivendo com cultura e tecnologia século XIX do homem branco; conhecimento empírico dos recursos oferecidos por fauna e flora e manejo sustentável dos recursos naturais estimulando o desenvolvimento e o estudo sob parâmetros científicos; presença de instituições referências mundiais em pesquisas, como Embrapa Amazônia Oriental, Instituto Evandro Chagas e Museu Paraense Emílio Goeldi.

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

A convivência entre conhecimento empírico herdado dos povos primitivos lado a lado com os recursos tecnológicos mais modernos e centros de pesquisas de padrão mundial como o Instituto Evandro Chagas são mostra da grande criatividade do povo do Estado do Pará

 

  • Diversidade

 

Formação histórica com a miscigenação de diversas etnias: nativos americanos, brancos europeus, negros africanos, imigrantes asiáticos etc. Modernas áreas urbanas servindo como portais de entrada para a maior floresta do planeta e um emaranhado de rios de todos os portes. Acervo inesgotável e inigualável de costumes populares, expressões religiosas, lendas mitológicas, manifestações folclóricas, rituais primitivos, tradições culturais…

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

As bancas presentes no Mercado Ver-o-Peso, totalmente abarrotadas de ervas, infusões, pós, preparados, receitas, temperos e muito mais são bons exemplos do que a diversidade de origem, cultura e conhecimento do povo do Estado do Pará é capaz de produzir

 

  • Originalidade

 

Em termos de Amazônia Brasileira, pertencem ao Estado do Pará dois dos mais antigos e expressivos registros: a presença do homem e das primeiras cidades erguidas por europeus. A primeira vem dos povos marajoaras e tapajós, dotados de criatividade expressiva e de sofisticada linguagem artística, com um legado capaz de resistir às condições ambientais da região e o longo passar do tempo. E as segundas remontam ao século XVII, anos 1600.

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

Os primitivos povos que habitaram a Ilha do Marajó deixaram uma herança de criatividade expressiva e de sofisticada linguagem artística, com um legado capaz de resistir ao longo passar do tempo e tornar-se referência em termos arte aplicada à produção de cerâmica

 

  • Sustentabilidade

 

Mais da metade do território do Estado do Pará definido como área de conservação ou de preservação do patrimônio natural, englobando 43 reservas indígenas já demarcadas. Líder no Programa Municípios Verdes, iniciativa voltada à recuperação de áreas devastadas e foco no manejo sustentável dos recursos das matas. Polo de iniciativas visando à ampliação dos conhecimentos sobre a riqueza em biodiversidade oferecida pela Floresta Amazônica.

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

O Estado do Pará é campeão mundial em termos de sustentabilidade: metade do território está definido como área de conservação ou de preservação do patrimônio natural; são quase 50 reservas indígenas demarcadas; e é líder em recuperação de espaços devastados

 

Estado do Pará: seis polos, seis realidades, 70 projetos

 

Aprimorando o zoneamento turístico feito na década de 1990 pela Companhia Paraense de Turismo — Paratur, antecipando-se em mais de uma década as propostas do Programa de Regionalização do Ministério do Turismo, definiram-se seis áreas da serem trabalhadas de acordo com suas características, de modo a potencializar os esforços: Polo Belém, Polo Amazônia Atlântica, Polo Araguaia-Tocantins, Polo Marajó, Polo Tapajós e Polo Xingu.

Assim, estudando cada um a partir de vocações naturais, recuperação da história, proteção ao meio ambiente, preservação das tradições e valorização da cultura, foram elencados 70 projetos, delineando-se as responsabilidades maiores para cada um deles entre setores públicos, empreendedores privados, representações empresariais, organizações sociais etc. — com um único foco: ampliar o orgulho de ser parte da Obra-Prima da Amazônia.

 

Estado do Pará: 70 projetos para criar o maior polo de visitantes na Amazônia

A recuperação da história foi um dos pilares para a construção dos 70 projetos elencados no “Ver o Pará — Plano Estratégico Para o Turismo do Estado do Pará”. O projeto Fordlândia, no Município de Santarém, visto aqui numa foto de 1933, é um bom exemplo deste tesouro

 

Estado do Pará: informações complementares

 

 

Esta é a matéria 4 de 4, sendo que as outras três complementam o assunto aqui iniciado. Então, se puder, leia também:

 

Matéria 1

• Estado do Pará: história iniciada em 1494, com a assinatura do Tratado de Tordesilhas

 

Matéria 2

• Estado do Pará: ápice com o Marquês de Pombal, decadência até meio dos anos 1800

 

Matéria 3

• Estado do Pará: do esplendor do Ciclo da Borracha ao Plano Estratégico Ver o Pará

 


 

Clique sobre os trechos em colorido ao longo do texto para abrir novas guias, trazendo informações complementares ao aqui sendo tratado. Eles guardam links levando para a versão digital do “Ver o Pará — Plano Estratégico Para o Turismo do Estado do Pará”, verbetes da Wikipedia e sites de empresas, entidades, Governos estaduais, Prefeituras etc.

A repetição do termo “Estado do Pará” é intencional. Ele é a principal palavra-chave do conteúdo. E colocá-lo diversas vezes ao longo da postagem é parte das modernas técnicas de Search Engine Optimization — SEO, a otimização para ferramentas de busca. E ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com Bing, Google ou Yahoo.

Adotei o critério de, nos meus textos de divulgação de turismo, ao citar uma cidade, fazê-lo em conjunto com seus apelidos. Por isso Cidade das Mangueiras de Belém, Cidade Atenas Brasileira de São Luís, Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, Cidade Presépio de Vitória etc. E, até o momento, Estado do Espírito Belo e Santo e Estado de Santa e Bela Catarina.

Texto produzido a partir de conhecimentos gerais do autor e pesquisas na Internet, a partir da Wikipedia, site do Governo do Estado do Pará e resultados dos mecanismos de buscas. Como fundamenta matéria com fins de divulgação do turismo, e não trabalho científico, pode apresentar erros. Se eles forem apontados, reeditarei o material com as correções.