Estado do Mato Grosso: cinco séculos de história e uma riqueza enorme de alagados, cachoeiras, chapadões, cidades, florestas, lagos, rios e sítios arqueológicos. Todo esse potencial estará na Feira Internacional de Turismo do Pantanal — FIT Pantanal 2016.

 

Século XV — Anos 1400

 

O território do atual Estado do Mato Grosso pertencia à Espanha, segundo o definido no Tratado de Tordesilhas. Este contrato envolvendo aquela nação e Portugal foi aceito em 7 de junho de 1494. O acordo saiu sob mediação do Vaticano, para evitar a guerra entre os dois países vizinhos na Península Ibérica, Sul da Europa. Sem dados precisos, fez-se a divisão de um ainda desconhecido Novo Mundo entre as potências navais da época.

 

Estado do Mato Grosso exibe 500 anos da história de expansão do Brasil para Oeste

Um dos mais antigos mapa-mundi, o chamado Planisfério de Cantino, provavelmente do ano de 1502, mostra, à esquerda, o meridiano do Tratado de Tordesilhas, e, à direita, o resultado das viagens de Vasco da Gama, à India; Cristóvão Colombo, à América Central, Gaspar Corte-Real, à Terra Nova e Groenlândia; e Pedro Álvares Cabral, ao Brasil

 

Século XVI — Anos 1500

 

Quase seis anos depois, em 22 de abril de 1500, uma esquadra portuguesa sob as ordens de Pedro Álvares Cabral, descobre o que, primeiro, batizaram como Ilha de Santa Cruz. Logo depois, passaram a ser referir como Terra de Santa Cruz. E, mais tarde, passaram a chamar de Brasil. Não demoraria para os precários limites estabelecidos no Tratado de Tordesilhas serem desrespeitados. Com o passar dos anos, a posse foi mudando de lado.

Por ironia, o primeiro europeu a liderar uma expedição pela área do se constituiu no Estado do Mato Grosso foi português: Aleixo Garcia. Há historiadores atribuindo a ele nacionalidade espanhola, mas sem provas definitivas. Em 1525, desembarcou no limite Sul da linha marcada pelo Tratado de Tordesilhas sobre território brasileiro, ponto onde hoje está localizada a cidade de Laguna, litoral Sul do atual Estado de Santa Catarina.

Dali, à frente de um grupo que chegou a contar com 2.000 homens, em sua maior parte nativos guaranis, avançou, primeiro para Oeste, alcançando a região entre o Rio Paraná e o Rio Paraguai. Dali, seguiu para o Norte e, depois, o Noroeste, desbravando até à Bolívia. No pouco tempo passado por lá, descobriu jazidas de cobre e minas de prata. Retornava com boa quantidade daqueles metais quando foi morto por índios paiaguás.

O segundo europeu a encarar desafio semelhante foi Sebastião Caboto. Era nascido na cidade de Veneza, situada no litoral do Mar Adriático, no Norte da Itália. Em 1526, ele subiu o Rio Paraguai, até alcançar o domínio dos guaranis. Voltou trazendo peças de metais preciosos. Estas duas viagens geraram relatos fantásticos sobre imensas riquezas naquele interior virgem, acendendo ainda mais ambições de espanhóis e portugueses.

 

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O limite Oeste das Capitanias Hereditárias era a linha imaginária estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas, fronteira esta nunca reconhecida pelos bandeirantes paulistas, cruzando-a sistematicamente para o Sul, Oeste e Noroeste

 

Século XVII — Anos 1600

 

Com os espanhóis já explorando ouro e prata em diversos pontos das Américas, regiões isoladas como aquela ficavam em segundo plano. Assegurar o domínio com ocupação era difícil e lento. Não havia gente suficiente. Isso abriu espaço para os bandeirantes paulistas. Estes, há muito, avançaram sobre os limites do Tratado de Tordesilhas para o Sul. E passaram a fazer o mesmo em direção ao Norte e, principalmente, o Noroeste.

Com incursões mais e mais audaciosas, enfrentavam as missões dos jesuítas e as tropas espanholas enviadas regularmente a partir da cidade de Assunção, a atual capital do Paraguai. Avançavam cada vez mais, atrás de capturar nativos e, ao mesmo tempo, descobrir onde haveria ouro, prata e pedras preciosas. Viagem após viagem, ampliavam o conhecimento sobre o terreno e, principalmente, criavam embriões de localidades.

Pela metade do século XVII, anos 1600, os bandeirantes percorriam todo o atual Oeste do Brasil como se tudo aquilo fosse já deles. Dois dos mais ativos já no final daquele período são Manuel de Campos Bicudo e se filho, Antônio Pires de Campos Bicudo. Este era ainda criança quando viajou pela primeira vez, em 1672. São deles os primeiros indícios, de 1673, de onde está a cidade de Cuiabá, capital do Estado do Mato Grosso.

Retornando em 1682, fundaram um primeiro povoado, batizado de São Gonçalo, no ponto em que o Rio Coxipó deságua no Rio Cuiabá. Após a morte do pai, Antônio Pires de Campos Bicudo retornou diversas vezes, tornando-se exímio conhecedor daquelas paragens. É dele relatório detalhado sobre todas as nações indígenas vivendo ao longo dos percursos do Rio Cuiabá e do Rio Grande, facilitando a vida de outras expedições.

E é esse processo que vai determinar de vez a posse do Oeste brasileiro pela Coroa portuguesa. De potência dois séculos atrás, Portugal havia sido ultrapassada por todos os seus vizinhos europeus — até mesmo pela Espanha, com Governo e sociedade bastante similares, mas vivendo do ouro e prata amealhados pelo Novo Mundo. E essa era uma situação que intrigava os membros do Governo, em Lisboa, há muito tempo.

Como, num território tão grande quanto o do Brasil, não se encontravam fontes riquezas similares? Cadê as minas de ouro? Cadê as de prata? E as de pedras preciosas? O rei de Portugal à época, Dom Pedro II, enviava cartas e mais cartas aos seus colonos no Brasil — notadamente os paulistas, corajosos e destemidos para deixar suas casas, famílias e até fortunas já amealhadas, arriscando a própria vida para adentrar pelo desconhecido.

O monarca praticamente rogava: “Deixem o litoral e partam em busca de descobrir riquezas no interior desta nossa vastíssima Colônia!” Neste ir e vir, as evidências da existência de jazidas cresciam. Muitos descobriam, mas guardavam o segredo só para eles. O motivo: a Lei só dava direito sobre jazidas para a Coroa. Seus descobridores ficavam à mercê da boa vontade do rei, concedendo-lhes ou não partes do negócio.

Assim, melhor dar tempo, esperando a legislação mudar. Isso não demorou a acontecer, pois a situação da Matriz era desesperadora. Em 1694, o rei de Portugal mudou aquela situação. A posse de qualquer mina passou a ser da quem a encontrasse. O Governo ficaria apenas com um quinto da produção — 20%. Então, praticamente ao mesmo tempo, houve descobertas em locais os mais diversos, até bem distantes uns dos outros.

 

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Dom Pedro II, rei de Portugal, aos colonos do Brasil: “Deixem o litoral e partam em busca de descobrir riquezas no interior desta nossa vastíssima Colônia!” As evidências da existência de jazidas cresciam, mas os descobridores guardavam segredo. O motivo: a Lei só dava direito para a Coroa. Em 1694, a situação muda: a posse passou a ser da quem a encontrasse. O Governo ficaria apenas com um quinto da produção — 20%. Então, praticamente ao mesmo tempo, houve descobertas em locais os mais diversos, até bem distantes uns dos outros

 

Século XVIII — Anos 1700

 

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Distribuição do poder sobre o território brasileiro por volta de 1709. A área que, mais tarde, será o Estado do Mato Grosso, estava sob a governança da Capitania de São Paulo, a antiga Capitania de São Vicente. Ainda não havia sido criada a Capitania das Minas Gerais, o que só ocorre após a Guerra dos Emboabas

 

Em 1718, o bandeirante  Pascoal Moreira Cabral Leme, descendente de índios, chegou à região, acompanhado de outro explorador: Miguel Subtil. Os dois vinham de Sorocaba, cidade da Capitania de São Vicente, hoje Estado de São Paulo. Tinham como missão a captura de nativos, para escravizá-los. Subindo o Rio Coxipó, deram com uma aldeia de índios destruída. Aproveitaram a área já desmatada e montaram uma base de operações.

Explorando as margens do Rio Coxipó e do Rio Cuiabá, os homens descobriram ouro misturado às areias dos cursos d’água. Mudaram o objetivo da missão, dedicando-se à mineração. Em 8 de abril de 1719, lavrado o termo de fundação do Arraial de Cuiabá, aclamaram então Pascoal Moreira Cabral Leme como guarda-mor regente, dotado de poderes legais, para, principalmente, “guardar os ribeiros de ouro, socavar, examinar”.

A notícia daquela descoberta não tardou em transpor os sertões, dando motivo a uma corrida sem precedentes para o Oeste. Era uma viagem duríssima, cobrindo distância superior a 500 léguas do litoral atlântico até Lá. Exigia de quatro a seis meses, sendo arriscada e difícil, em consequência dos ataques indígenas, desconforto e das febres. Mesmo com todas essas dificuldades o fluxo de aventureiros não parava de crescer.

 

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Assim que a legislação foi modificada, dando o direito de exploração de minas àqueles que as achassem, descobriu-se ouro, prata e pedras preciosas em diversos pontos do Brasil

 

Assim, tornava-se necessário impor a Lei e a ordem naqueles rincões. Parte para lá, então, Rodrigo César de Meneses, capitão-general da ex-Capitania de São Vicente, agora Capitania de São Paulo, sob a qual o novo território estava submisso. Ele chega ao Arraial de Cuiabá no final de 1726, permanecendo cerca de um ano e meio. Sua primeira decisão é batizar a localidade para Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá.

Constituiu-se a Câmara e nomeou-se um corpo de funcionários encarregados de dar cumprimento ao rigoroso regulamento fiscal da Coroa. As coisas não deram tão certo como esperado. Hostilidade dos índios, doenças e, principalmente, extorsões do Fisco levaram os mineiros à busca de paragens mais compensadoras. Subindo o Rio Cuiabá e o Rio Paraguai, foram disseminando novos povoados ao longo da Serra dos Parecis.

Mesmo fugindo da fiscalização, seguiam a grande linha normativa da política do reino, de ampliar e manter as fronteiras com terras de Espanha. Assim, as lavras de ouro iam intensificando o povoamento de todo aquele espaço hoje representado pelo Estado do Mato Grosso. Bastava a vila crescer um pouco e havia estruturação de poder local, para melhorar a fiscalização dos tributos e a vigilância dos limites com as terras espanholas.

 

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Em mapa do início dos século XVIII, anos 1700, a configuração da Chapada das Minas, no território do atual Estado do Mato Grosso

 

A identificação Mato Grosso foi cunhada pela primeira vez pelos irmãos Artur Paes de Barros e Fernando Paes de Barro, em 1734. Embrenhados num trecho de floresta muito densa, em busca de capturar índios, acamparam às margens do Rio Galera, no Vale do Rio Guaporé. Usando bateias, descobriram ouro misturado às areias do fundo daquele curso d’água e, ao se referenciar ao local, o batizaram como “Minas do Mato Grosso”.

Em 9 de maio de 1748, alvará do rei de Portugal, dom João V, cria a Capitania de Mato Grosso. Na verdade, no documento, isso não está muito claro. Primeiro, a referência é Capitania de Cuiabá. Ao final do papel, cita Governo do Mato Grosso. Na realidade, o objetivo da Coroa era dar à Capitania o mesmo nome posto anos antes pelos irmãos Artur Paes de Barros e Fernando Paes de Barro. Entende-se perfeitamente essa intenção.

A consolidação do nome Capitania do Mato Grosso veio logo. Maria Ana de Áustria, esposa de dom João V, e rainha consorte de Portugal, ao nomear dom Antônio Rolim de Moura Tavares como capitão-general, na Carta-Patente de 25 de setembro de 1748, assim se expressa: Hei por bem de o nomear como pela presente o nomeio no cargo de Governador e Capitão General da Capitania de Mato Grosso, por tempo de três anos.

A mesma rainha, a 19 de janeiro de 1749, entrega a Antônio Rolim de Moura Tavares as orientações para a administração da Capitania, em especial os tratos com a fronteira do reino espanhol. Neste documento, repete a denominação “Mato Grosso” quatro vezes. E o Governo mais ao ocidente em terras portuguesas na América passou a ser Capitania de Mato Grosso, isso, tanto em documentos oficiais como no trato diário de sua população.

 

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Dona Maria Ana e o esposo dela, dom João IV, soberanos de Portugal, os responsáveis por batizar como Capitania do Mato Grosso o mais ocidental ponto de domínio português na América

 

Muito mais do que cuidar apenas das minas de ouro e prata em exploração nas áreas proximidades da Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá, o importante era proteger e vigiar a fronteira Oeste. Tanto é assim que o alvará de criação da Capitania do Mato Grosso definia uma série de privilégios e isenções àqueles que lá quisessem fixar-se. E tinha como objetivo fortalecer cada vez mais a presença portuguesa e conter os vizinhos

Este tipo de atitude só ampliava os atritos diplomáticos com a Espanha. Com os limites estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas há muito esquecidos, era necessário negociar um novo acordo de fronteiras. Os espanhóis aceitaram a ideia, mesmo que contrariados. Os portugueses entraram nos debates fortalecidos. Afinal, já ocupavam o território, com diversas aldeias e vilas fundadas, inclusive com Governos nomeados. Os donos de fato.

E esta situação se consolida na redação do novo pacto, batizado de Tratado de Madrid. Os acertos, privilegiando o uso de montanhas e rios na demarcação das áreas, consagrou um princípio vindo do direito romano, do “uti possidetis, ita possideatis”. Ou seja: quem possui de fato, deve possuir de direito. Com todo o Oeste brasileiro habitado por gente da Colônia portuguesa, o mapa daí surgido delineou estes contornos do Brasil de hoje.

 

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O Tratado de Madri definiu, praticamente, as fronteiras que o Brasil tem hoje, ficando pendente naquele documento apenas os limites com a Bolívia. Isso será resolvido pelo Barão do Rio Branco no final do século XIX, anos 1800

 

Em vigor desde 13 de janeiro de 1750, um adendo de 1761 proibiu a construção de fortificações na fronteira. Assinado o documento, os espanhóis exigiram a evacuação da Fortaleza de Santa Rosa, ocupada pelo então governador da Capitania do Mato Grosso, Antônio Rolim de Moura Tavares. Ele não aceitou e iniciou combates. A vitória só veio em 1766, no Governo de João Pedro Xavier da Câmara, sobrinho e sucessor de Rolim.

A expulsão dos jesuítas dos territórios espanhóis, em 1767, tornou a situação tranquila para Portugal. As missões mantidas por eles na América do Sul foram abandonadas, reduzindo a autoridade espanhola nas fronteiras entre as colônias. O então governador da Capitania do Mato Grosso, Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, no poder entre 1772 a 1789, ainda sentiu-se livre para desrespeitar o acordo acertado em 1761.

Tomou a iniciativa de reforçar o esquema defensivo da Capitania do Mato Grosso, com a construção de novas fortificações. Uma, ao Norte, à margem do Rio Guaporé, o Forte Real Príncipe da Beira. Outra, ao Sul, no lado brasileiro do Rio Paraguai, abaixo da barra do Rio Miranda, denominada Forte Novo de Coimbra. Atualmente, localiza-se no,  Município de Corumbá, na parte separada para criar o Estado do Mato Grosso do Sul.

Mas Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres não ficou só nas instalações de uso militar. Partiu para fundar novas povoações. Assim, surgiram a Vila Maria, mais tarde São Luís de Cáceres, e, atualmente, Cáceres; Casalvasco, agora Vila Bela da Santíssima Trindade; Corixa Grande; e, Salinas. Ao mesmo tempo, preocupou-se em demarcar os limites do território brasileiro nos locais em que o mesmo não estava separados por rios.

Usando levantamentos cartográficos para delimitação de fronteiras de dois astrônomos e matemáticos brasileiros formados em Coimbra, Antônio Pires da Silva Pontes Leme e Francisco José de Lacerda e Almeida, e dois geógrafos militares, capitães Joaquim José Ferreira e Ricardo Francisco de Almeida Serra, criticou o Tratado de Santo Ildefonso, de 1777, no tocante à Capitania do Mato Grosso, por concessões prejudiciais a Portugal.

Esta questão da proteção dos domínios portugueses crescia ano a ano. Assim, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, futuro Marquês da Vila Real de Praia Grande, chegou à cidade de Cuiabá em 1796. No cargo de capitão-general, a recomendação da metrópole era elaborar plano de defesa capaz de proteger a Capitania do Mato Grosso contra qualquer tentativa de invasão. Seu trabalho mostrou-se fundamental pouco à frente.

 

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Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, um dos primeiros governadores da Capitania do Mato Grosso, não ficou só nas instalações de uso militar. Partiu para fundar novas povoações. Uma delas é Casalvasco, agora Vila Bela da Santíssima Trindade, cuja planta de construção está reproduzida na imagem acima

 

Século XIX — Anos 1800

 

Mal o novo século havia raiado, começa a Guerra de 1801, conflitos de fronteira entre as colônias brasileira e espanhola na América do Sul, gerando ganhos de territórios tanto na Capitania do Mato Grosso quanto na Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul. Os combates começaram quando 800 homens, liderados por Lázaro de la Ribera y Espinosa, atacaram o Forte Novo de Coimbra, situado no atual Município de Corumbá.

Graças à proteção permitida pelas instalações ali erguidas pelo governador Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, apenas 100 homens liderados por Ricardo Franco repeliram os invasores, início de uma série de derrotas espanholas similares em outros pontos da longa fronteira Oeste brasileira. Os reveses levaram a tratado de paz firmado em 6 de maio de 1802, na cidade de Badajoz, situada a Sudoeste da Espanha.

A Capitania do Mato Grosso comemorava 50 anos de vida com território consolidado. O surgimento de movimentos de independência de Norte a Sul de seus amplos domínios praticamente sepultava qualquer ambição da Espanha em relação às terras portuguesas. Se um futuro de paz mostrava-se radioso, não era seguido pelos resultados econômicos. A produção de ouro definhava e era iniciado um declínio que duraria um século e meio.

A notícia da independência do Brasil só chegou à Capitania do Mato Grosso em 22 de janeiro de 1823, praticamente quatro meses após o 7 de setembro de 1822. Esta demora deveu-se ao fato do difícil acesso ainda àquela época, sobretudo no período de chuvas. A novidade pegou os locais envolvidos em guerra política. Conservadores e liberais tomavam e perdiam o poder, chegando inclusive a tirar o status de capital de Cuiabá.

A separação do Brasil e Portugal leva à modificação da identificação, de Capitania do Mato Grosso para Província de Mato Grosso. Mas, como a partir do início do século XIX, anos 1800, a extração de ouro diminui bastante a economia começa um período de decadência. A população pará de crescer. Os Governos nomeados pelo imperador dom Pedro I, no período da Regência e por dom Pedro II não conseguem reverter a situação.

 

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O ditador do Paraguai, Francisco Solano López, em momentos antes da Guerra da Tríplice Aliança, envolvendo Argentina, Brasil e Uruguai. À esquerda, em 1854, na França; à direita, em 1859

 

E, pior: a Província do Mato Grosso torna-se o palco da Guerra da Tríplice Aliança, ou Guerra do Paraguai, como ficou mais conhecida. Conflito iniciado em 27 de dezembro de 1864, dura praticamente seis anos, até 1º de março de 1870. Entretanto, o clima de animosidade vinha de bem antes. Em 1850, guarda defensiva formada pelo governador João José da Costa Pimentel, colocada na fronteira, irritou a Administração paraguaia.

Gestões diplomáticas na cidade de Assunção, a capital do Paraguai, levaram João José da Costa Pimentel a perder seu cargo, substituído pelo  capitão-de-fragata Augusto João Manuel Leverger. Seu primeiro período de Governo durou de 1851 a 1857. Uma das suas primeiras ações foi cumprir as ordens de concentrar a força militar da Província do Mato Grosso ao longo do Rio Paraguai, região hoje do Estado do Mato Grosso do Sul.

Ali, deveria esperar navios subindo o Rio Paraguai, com ou sem licença de Francisco Solano López, ditador paraguaio. Como nada acontece, notando a fragilidade daquela posição, leva suas forças para o Forte Novo de Coimbra, no Município de Corumbá, também agora no Estado do Mato Grosso do Sul. Prestes a completar seu segundo período no Poder, Augusto João Manuel Leverger aguarda a chegada do substituto.

Nomeado por dom Pedro II, o o coronel Frederico Carneiro de Campos subia o Rio Paraguai para tomar posse quando, em 27 de dezembro de 1864ano, o barco em que navegava, o Marquês de Olinda, é atacado e retido pela Marinha do Paraguai. A guerra estava declarada! Iniciadas as hostilidades, a fragilidade do sistema defensivo brasileiro apareceu, como havia previsto e alertado Augusto João Manuel Leverger.

 

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À esquerda, o governador da Província do Mato Grosso, Augusto João Manuel Leverger. Ele aguardava seu substituto, nomeado por dom Pedro II, o coronel Frederico Carneiro de Campos, navegando pelo Rio Paraguai para tomar posse. Em 27 de dezembro de 1864, o barco em que navegava, o Marquês de Olinda, é atacado e retido pela Marinha do Paraguai. A guerra estava declarada! Iniciadas as hostilidades, a fragilidade do sistema defensivo brasileiro apareceu, como havia previsto e alertado Augusto João Manuel Leverger

 

O Forte Novo de Coimbra resistiu heroicamente por dois dias. Em seguida, caiu o Posto Militar de Dourados. Como havia poucos recursos para a defesa de Corumbá, decidiu-se evacuar a população. A coluna de crianças, homens, idosos e mulheres seguiu pelo meio do Pantanal, em direção a Cuiabá, chegando em 30 de abril de 1865. Corumbá cai nas mãos dos paraguaios, os resistentes retomam e a perdem de novo, batendo em retirada.

Maltrapilhos, sem comida e munição, rumam para a capital, também por dentro do Pantanal, carregando devastadora epidemia de varíola. Enquanto a doença grassava entre a população, seguiam os preparativos para a resistência. No comando, o mesmo Augusto João Manuel Leverger, nomeado para defender a capital. Para isso, monta fortificações ao Sul, na região de Melgaço, denominação futura do seu título de barão.

 

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Cenas da Guerra da Tríplice Aliança — no Brasil, mais conhecida como Guerra do Paraguai — conflito que dura praticamente seis anos, de 27 de dezembro de 1864 a 1º de março de 1870

 

Os invasores passam ao largo, indo em direção a Nordeste, no caminho de onde fica a localidade de São Lourenço de Fátima. Cuiabá não é atacada e os inimigos começam a serem derrotados. Depois de expulsas da parte central da Província do Mato Grosso, começam a ser perseguidas na porção oriental. O Império monta Coluna Expedicionária no Oeste da Província de Minas Gerais, na região conhecida como Triângulo Mineiro.

Unindo homens da Guarda Nacional e Voluntários da Pátria, a tropa parte em direção a Cuiabá. Quando alcançam a cidade de Coxim, recebem ordens de seguir para Oeste, em direção à fronteira com o Paraguai. A ideia é atacar os inimigos dentro do território eles, por trás das posições mantidas em solo brasileiro. Após as escaramuças iniciais, cresce a escassez de munições e, principalmente, alimentos. A situação mostra-se insustentável!

 

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Grupo de Voluntários da Pátria cruza uma área de florestas densas em região do atual Estado de Goiás

 

Mesmo assim, em abril de 1867, 1.680 soldados entram no Paraguai e, logo, destroem o Forte de Bela Vista. Dali, seguem para a Fazenda Laguna, propriedade de Francisco Solano López. Havia informações dela abrigar grande quantidade de gado. Não era verdade. Mesmo repelindo diversos ataques paraguaios, o comando brasileiro, notando ser a situação insustentável, resolve deixar os campos de luta, recuando para o Brasil.

Inicia-se aí a “Retirada da Laguna”, mais extraordinário feito da tropa brasileira durante toda a Guerra do Paraguai. Tanto a artilharia quanto a cavalaria paraguaias não davam tréguas à tropa brasileira, atacando-a diariamente. Ao mesmo tempo, o cólera começou a fazer vítimas. Dia 11 de junho, dois meses depois da entrada no Paraguai, chegaram a Porto do Canuto, às margens do Rio Aquidauana. Retornaram apenas 700 combatentes.

 

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Além de combates em terras, a Guerra do Paraguai foi marcada por batalhas navais, travadas dentro dos enormes rios que cortam a região Centro-Oeste da América do Sul

 

Os combates duram mais dois anos, até derrota e morte de Francisco Solano López  em Cerro Corá, a 1º de março de 1870. A notícia do fim do conflito só chegou a Cuiabá no dia 23 daquele mês, trazido pelo vapor “Corumbá”, todo embandeirado e dando salva de tiros de canhão. Selada a paz com o Paraguai, ao Sul, surgem rugas de ao Norte, com a Bolívia, em relação à definição de limites de fronteira no Rio Guaporé e Rio Madeira.

Os últimos anos do Império registraram lento desenvolvimento da Província do Mato Grosso, governada, de outubro de 1884 a novembro de 1885, pelo general Floriano Peixoto. Em 9 de agosto de 1889, assume o coronel Ernesto Augusto da Cunha Matos. A notícia da queda da monarquia, ocorrida em 15 de novembro de 1989, devido ainda ao grande isolamento do Oeste brasileiro, chega à cidade de Cuiabá em 7 de dezembro.

 

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Mais duas imagens do ditador do Paraguai, Francisco Solano López: à esquerda, em 1870, momentos antes de ser derrotado e morto; à direita, homenageado em selo postal daquela nação

 

Século XX — Anos 1900

 

O agora Estado de Mato Grosso entra no século XX, anos 1900, com uma população estimada em 80 mil habitantes. Era uma região segregada: sem rodovias ou estradas de ferro em direção ao litoral brasileiro, para atingi-la a partir da cidade do Rio de Janeiro, a então capital federal, eram necessários cerca de 30 dias de viagem de barco, passando por Uruguai, Argentina e Paraguai. Esta situação de total abandono muda lentamente.

As expedições do marechal Cândido Rondon, levando à instalação de uma rede de cabos de telégrafo ligando todos os pontos do Estado do Mato Grosso, aceleram as comunicações, reduzindo o isolamento. E a chegada de cultivadores de erva-mate, no Sul, e seringueiros, ao Norte, além de criadores de gado, na região central, começou a diversificar e dinamizar a economia. O garimpo de pedras preciosas também crescia.

 

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As expedições do marechal Cândido Rondon pelo Oeste do Brasil contribuíram para reduzir o isolamento daquele vasto território, a partir da instalação de linhas de telégrafo

 

Surgem duas estradas de ferro, ligando a cidade de Campo Grande tanto para o Leste e o Sudoeste. A primeira nasce na cidade de Jupiá, no Oeste do Estado de Santa Catarina, corta todo o Oeste do Estado de São Paulo e adentra o Estado de Mato Grosso pela cidade de Três Lagoas. A outra começa na cidade de Porto Esperança, quase fronteira com o Paraguai, e correndo para o Leste, cruza as cidades de Miranda e Aquidauana.

A ligação ferroviária com o Estado de São Paulo foi fator de progresso, principalmente para o Sul do Estado do Mato Grosso, uma vez que intensificou o comércio e valorizou as terras da região. Isso leva a conflitos com a Companhia Mate Larangeira, proprietária de grandes ervais naquela região, em áreas arrendados ao Governo. Com seus contratos vencendo em 1910, buscava a renovação dos mesmos por mais duas décadas, até 1930.

Um grupo defendia esta proposta, incluindo mais dois milhões de hectares naquela exploração. Outro queria acabar com o contrato, dividir tudo em lotes de 450 hectares fazer leilão público dos mesmos. Lei neste sentido foi vetada pelo governador. A luta chegou ao Supremo Tribunal Federal, mas este nada decidiu. Assim, Venceslau Brás, presidente da República, interviu no Estado do Mato Grosso, em 10 de janeiro de 1917.

 

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A discussão sobre o poder da Companhia Mate Larangeira, com suas vastas áreas de cultivo da erva-mate, levaram a uma intervenção federal no Estado do Mato Grosso no início do século XX, anos 1900

 

Após a Revolução de 1930, sucederam-se os interventores. Em 1932, o general Bertoldo Klinger, comandante militar do Estado do Mato Grosso, deu apoio armado à Revolução Constitucionalista, apoiando os revoltosos do Estado de São Paulo. Em 7 de outubro de 1935, a Assembleia Constituinte elegeu governador Mário Correia da Costa. Em 1936, atentados contra senadores e renúncia de governador levam a nova intervenção federal.

A partir do final dos anos 1950 a situação de estagnação muda por completo. Primeiro, a construção da nova capital federal, Brasília, impulsionou a corrida para o Oeste. Logo depois, os Governos militares, com seus planos de integração nacional, incentivaram a ocupação das fronteiras brasileiras. Além de melhoram a comunicação, com um vasto programa de construção de rodovias, facilitaram o acesso às regiões isoladas do País.

 

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Plano-piloto da nova capital do Brasil, instalada no Distrito Federal no final da década de 1950, decisão importante para a ocupação do vasto Oeste brasileiro

 

O Oeste brasileiro entrou nos anos 1970 como dos mais promissores celeiros para o mundo. Florestas davam espaço para criação de gado de corte e plantios de soja e outras oleaginosas. Mais rodovias eram abertas e algumas existentes, asfaltadas. Nasciam ferrovias e hidrovias tornavam-se realidade. Cidades surgiam quase de um dia para o outro, tal o afluxo de pessoas, principalmente agricultores oriundos do Sul do Brasil.

Uma velha ideia, tentada diversas vezes, sem sucesso, de separação da porção Sul do Estado do Mato Grosso, criando uma nova Unidade Federativa, triunfou a 1º de janeiro de 1979. Iniciativa foi do Governo Federal, alegando a impossibilidade de um Governo estadual cuidar de área tão grande e as diferenças naturais entre o Norte e o Sul. Surgiu o Estado do Mato Grosso do Sul, tendo este como capital a cidade de Campo Grande.

 

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As obras de construção de Brasília, prolongando-se pelas décadas de 1960 e 1970, atraíram muitas pessoas para ocupar o Oeste do Brasil

 

Junto, vieram projeções de novo período de estagnação para o Estado do Mato Grosso. Não foi o que ocorreu. As políticas econômicas de apoio preferencial à exportação e à ocupação e desenvolvimento da Amazônia e do Centro-Oeste levaram a novo surto de progresso. A oferta das melhores áreas para colonização em toda a Nação continuou a atrair empreendedores do agronegócio, ampliando as fronteiras de produção ao Norte.

A partir da década de 1980, este crescimento acelerado expôs deficiências centenárias. Apesar de ter crescido bastante, a infraestrutura de transporte não dava conta de escoar as safras de grãos. As instalações de armazenamento deixavam a desejar. A oferta de energia elétrica era insuficiente. Serviços de atenção à saúde, educação e saneamento eram precários. A destruição do meio ambiente ampliava-se em números exponenciais.

 

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Com extensas áreas para serem utilizadas como pastagem, o Estado do Mato Grosso tornou-se bastante atrativo para a exploração da pecuária de corte

 

Estado do Mato Grosso exibe 500 anos da história de expansão do Brasil para Oeste

Os fortes investimentos canalizados pelos Governos Militares durante as décadas de 1960, 1970 e 1980 tornaram o Estado do Mato Grosso um dos maiores produtores de grãos, como soja, em todo o Mundo

 

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O processo de industrialização do Estado do Mato Grosso é lento, e quase todo ele voltado ao atendimentos das necessidades do agronegócio

 

Século XXI — Anos 2000

 

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O Estado do Mato Grosso adentra no século XXI com novas perspectivas de desenvolvimento e progresso, como o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, que atende a capital, cidade de Cuiabá

 

O Estado do Mato Grosso ainda se mantém como dos maiores produtores de minérios do Brasil. Agricultura e pecuária em terras antes de Cerrado ou floresta é uma realidade. Com a exportação de carne e grãos fundamentais para as contas externas do País, isso não vai mudar. A maioria das rodovias está em péssimos estados de conservação. Sua malha de ferrovias está aquém do necessário. E as diversas hidrovias não são utilizadas.

 

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O crescimento da malha ferroviária nas últimas décadas tem sido significativo, permitindo escoar as safras de grãos com custos cada vez menores

 

O processo de diversificação da base econômica acontece de forma lenta e gradual. O parque industrial é mais voltado ao atendimento das necessidades do agronegócio. Esta também é a realidade do setor de serviços. Entretanto, um setor desenvolvendo-se ano a ano é o turismo, principalmente aquele de exploração sustentável do patrimônio natural representado, principalmente, pelo Pantanal, atração para visitantes de todo o planeta.

 

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O desenvolvimento de suas cidades de interior, como Rondonópolis, aqui numa visão noturna, traz boas perspectivas para o crescimento do turismo de negócios

 

Mas o acervo a ser oferecido é bem maior. Poucos lugares têm tamanha riqueza natural como o Estado do Mato Grosso. Começa por ser o único território no mundo a abrigar três biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal. Esses ecossistemas, mais as singularidades do Araguaia, atraem cada vez mais visitantes em busca de experiências e emoções em alagados, cachoeiras, chapadões, cidades, florestas, lagos, rios e sítios arqueológicos.

 

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A cidade de Cuiabá, capital do Estado do Mato Grosso, é a porta de entrada tanto para o turista de eventos e negócios quanto aquele à procura de emoções nos quatro tipos de biomas presentes numa mesma região: Amazônia, Araguaia, Cerrado e Pantanal

 

Com objetivo de divulgar todo este rico potencial, o Governo do Estado promove a primeira edição de um evento único, a Feira Internacional de Turismo do Pantanal — FIT Pantanal 2016. Ela acontecerá em duas etapas: dias 20 a 22 de abril, no Centro de Eventos do Pantanal, envolvendo comercialização, painéis, reuniões, fóruns etc.; e dias 23 e 24, na Arena Pantanal, exibindo o que já existe em atividades de aventura e lazer.

 

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Aqui, um dos pórticos de acesso à Rodovia Transpantaneira, obra polêmica dos anos 1970 e que ainda hoje desperta discussões: seu piso deve ser pavimentado ou não?

 

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Uma das maiores riquezas do Pantanal está na diversidade da fauna ali presente. E este é um atrativo de valor mundial

 

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O Rio Araguaia é um paraíso que atrai amantes da pesca esportiva dos quatro cantos do planeta

 

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Esta formação, chamada de Portal, é um dos elementos singulares da formação rochosa chamada de Serra do Roncador

 

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A Cachoeira Véu da Noiva é um dos pontos mais marcantes do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, outro grande atrativo natural do Estado do Mato Grosso

 

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Todo o imenso potencial turístico do Estado do Mato Grosso, tanto aqueles vinculados às áreas urbanas, como eventos e negócios, quanto os mais ligados ao patrimônio natural formado por alagados, cachoeiras, chapadões, florestas, lagos, rios e sítios arqueológicos, estará em exposição na Feira Internacional de Turismo do Pantanal — FIT Pantanal 2016

 


 

Material produzido a partir de lembranças pessoais do autor — oriundas do ensino básico, ensino médio e ensino superior e leituras diversas — e pesquisas no ambiente da Internet: site do Governo do Estado do Mato Grosso e verbetes da Wikipedia.

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