Localidade nasceu de projeto de colonização das áreas do Estado do Espírito Santo com imigrantes europeus. Ocupado essencialmente por italianos, hoje tem a maior densidade de descendentes desta nacionalidade em terras capixabas. A preponderância da fé católica criou das mais belas encenações da Vida de Cristo do Brasil.

 

Distrito de Guaraná: origem em iniciativa de dom Pedro II

 

O atual Distrito de Guaraná, um dos oito do Município de Aracruz, situado no litoral Centro-Norte do Estado do Espírito Santo, nasceu em função dos projetos de colonização das terras desocupadas do Brasil ainda no Governo do Império, final do século XIX, anos 1801 a 1900.

Com a iniciativa, o imperador dom Pedro II atendia os objetivos de conseguir mão de obra para as fazendas de café no Estado de São Paulo e povoar imensas áreas ermas do Estado do Paraná, Estado de Santa Catarina e Estado do Rio Grande do Sul, além, é claro, do território capixaba.

Para isso, foram desenvolvidos trabalhos de atração de pessoas insatisfeitas com a vida difícil então oferecida em diversas nações da Europa, muitas delas assoladas por conflitos armados, crises econômicas, períodos de desemprego, raríssimas oportunidades para os mais jovens etc.

Este cenário, presente praticamente em todas as nações do Velho Continente, mostrava-se mais contundente na Alemanha e Itália. Desta última partiram as maiores levas em direção ao Brasil, com todos viajando para cá em busca de prosperidade a partir da posse de um pedacinho de chão.

 

Atraindo imigrantes europeus, o imperador dom Pedro II atendia objetivos de conseguir mão de obra para fazendas de café no Estado de São Paulo e povoar áreas ermas do Estado do Paraná, Estado de Santa Catarina e Estado do Rio Grande do Sul, além, é claro, do território capixaba

 

Distrito de Guaraná: povoado por imigrantes italianos

 

Os dois primeiros grupos de italianos vindo para a, então, Província do Espírito chegaram em 1875, no navio Rivadávia, e 1877, no Colúmbia. Após período de quarentena na capital, a Cidade de Vitória, seguem para o Núcleo Colonial Santa Cruz, no Rio Piraqueaçu, agora Município de Ibiraçu.

Antes de prosseguir, curiosidade interessante: até assumir esta denominação atual, aquela região teve seis identificações oficiais e uma não-oficial. São elas: Núcleo Colonial de Santa Cruz, Conde d’Eu, Núcleo Colonial Bocaiuva, Vila de Guaraná, Comarca de Santa Julia e Pau Gigante.

A propósito, Pau Gigante é o significado de Ibiraçu na Língua Tupi. E o nome não-oficial, Lauro Müller — na verdade, este era o nome da estação da Estrada de Ferro Vitória-Minas ali existente no início do funcionamento da ferrovia, depois passando a ser identificada por Estação Ibiraçu.

 

Pau Gigante é o significado de Ibiraçu na Língua Tupi. O nome não-oficial, Lauro Müller estava relacionado à estação da Estrada de Ferro Vitória-Minas ali existente no início do funcionamento da ferrovia — como pode ser visto nessa foto de 1910 —, após identificada por Estação Ibiraçu

 

Distrito de Guaraná: Dia Nacional do Imigrante Italiano

 

Importante: o entorno do Núcleo Colonial de Santa Cruz já havia recebido imigração em massa de italianos, antes do programa do Governo. Trata-se de iniciativa particular, do empreendedor Pietro Tabachi, lá chegado em 1851, atraído pelas amplas possibilidades de progresso do local.

Em busca de dinamizar seus investimentos, aproveitou visita do imperador dom Pedro II, em 1860, e iniciou tratativas para contratar trabalhadores pela Europa. Após longas negociações, em 1873, obteve então permissão oficial para trazer 70 famílias do Tirol, situado ao Norte da Itália.

Eles iriam povoar e trabalhar na Colônia Nova Trento. Para convencê-los a deixar a terra natal, ofereceu condições muito vantajosas, postas em contrato: lote com 12 hectares de área a preço bem favorável. Para quitar a dívida, bastava desmatar o terreno, entregando toras de Jacarandá.

Assim, em 21 de fevereiro de 1874 desembarcaram no Estado do Espírito Santo 386 trentinos e vênetos após 45 dias de viagem a bordo do navio de bandeira francesa, movido a velas, La Sofia. Em virtude desse fato, esse dia e mês tornou-se, oficialmente Dia Nacional do Imigrante Italiano.

 

Imigrantes eram atraídos mediante promessas mis, a maioria não cumprida depois da chegada. Assim, o Estado do Espírito Santo recebeu alemães, italianos, holandeses, poloneses, pomeranos, tiroleses e norte-americanos, ex-confederados derrotados, do Sul dos Estados Unidos da América

 

Distrito de Guaraná: instalação da linha de telégrafo

 

Mas isso é outra história, aliás extremamente interessante. Retornemos ao início da colonização das terras do interior capixaba a partir da iniciativa do Império, com a chegada dos primeiros contingentes de imigrantes, atraídos por promessas mis, a maioria não cumprida posteriormente.

Para gerir os assentamentos, é nomeado, como diretor, o general Aristides Guaraná. Recebendo mais e mais imigrantes, as famílias vão ocupando novos espaços. O movimento das pessoas leva ao surgimento de pequenas aglomerações urbanas, mais tarde transformadas em vilas e distritos.

Com a instalação da linha de telégrafo entre a Cidade de Vitória, ao Sul, e a Cidade de Linhares, ao Norte, aflora a Vila do Ribeirão. Ela fica a Oeste do território do, atual, Município de Aracruz, estando, hoje às margens da BR 101 e próxima de um ramal da Estrada de Ferro Vitória-Minas.

Em 1911, é elevada a Distrito de Guaraná, homenagem ao diretor do Núcleo de colonização. E, cruza o século XX, anos 1901 a 2000, e adentra o século XXI, anos 2001 a 2099, como a povoação com a maior concentração de descendentes de imigrantes italianos no Estado do Espírito Santo.

 

Os dois primeiros grupos de italianos vindo para a Província do Espírito chegaram em 1875, no navio Rivadávia, e 1877, no Colúmbia. Após quarentena na capital, a Cidade de Vitória, seguem para suas terras Núcleo Colonial Santa Cruz, no Rio Piraqueaçu, agora Município de João Neiva

 

Distrito de Guaraná: Museu do Colono, Festa do Imigrante…

 

Testemunhos dessa trajetória estão expressos num museu e dois grandes eventos. O primeiro é a Casa de Cultura Angélica Pandolfi, conhecida por Museu Italiano. Ocupando prédio erguido no início do século XX, anos 1901 a 2000, foi estruturado com pertences doados pela comunidade.

Tendo por objetivo preservar a história local para futuras gerações, retrata costumes e tradições dos imigrantes italianos através de móveis, vestimentas, peças de decoração, enfeites, utensílios domésticos, fogão a lenha, forno a lenha, instalações sanitárias, implementos usados na lavoura…

Um dos eventos é a Festa do Imigrante Italiano da Aracruz Itália Unita, no mês de julho, com programação diversificada: ornamentação das fachadas das residências, missa católica celebrada em italiano, apresentação danças folclóricas, desfile de carros alegóricos e muita culinária típica.

 

Testemunhos da rica história de mais de um século do Distrito de Guaraná estão expostos na Casa de Cultura Angélica Pandolfi, conhecida por Museu Italiano. Ocupando prédio erguido no início do século XX, anos 1901 a 2000, foi estruturado com pertences doados pela comunidade

 

Distrito de Guaraná: apresentação ímpar da Vida de Cristo

 

O outro grande evento do Distrito de Guaraná nasceu da forte religiosidade de seu povo, em maioria professando religião Católica. É a encenação da Vida de Cristo, considerada a melhor do Estado do Espírito Santo e não perdendo nada para apresentações semelhantes por todo o País.

Numa série de palcos fixos, construídos em posição elevada em relação ao piso de grande espaço destinado a eventos, todos os anos, na Sexta-Feira Santa, membros da comunidade, representando vários personagens, refazem a trajetória de Jesus na face da Terra, do nascimento à crucificação.

Numa apresentação de fôlego, com duração de cerca de três horas, acompanhada por milhares de pessoas, é revivida uma celebração estruturada ao longo dos últimos mil anos. Mesmo sendo uma história conhecida por todos, repetida ano a ano, sua força representativa emociona os presentes.

 

Outro grande evento público do Distrito de Guaraná nasceu da forte religiosidade de seu povo, em maioria professando religião Católica. É a encenação da Vida de Cristo, considerada a melhor do Estado do Espírito Santo e não perdendo nada para apresentações semelhantes por todo o País

 

Encenação Vida de Cristo: casal de fotógrafos como personagens

 

A encenação da Vida de Cristo do Distrito de Guaraná, de 2020, foi acompanhada pelo casal de fotógrafos Leide Demétrio Louzada e Mauro Louzada de modo especial. Os organizadores os convidaram para documentar o espetáculo no interior da encenação, e não como espectadores.

Trabalhando como parte do grupo de atores, caracterizados como figurantes, produziram imagens de muita qualidade. Elas estão reproduzidas a seguir, editadas segundo os parâmetros do site, sem alterar os conteúdos. A série original pode ser conferida no site deles, Mauro Louzada Fotografia.

O link de acesso a elas me foi enviado pelo entusiasta da imigração italiana João Otávio de Carli. Ele, natural do Distrito de Guaraná, não mede esforços para divulgar as coisas positivas da região — e, olha!, são muitas —, mas ainda bastante desconhecidas até mesmo pelos moradores locais.

 

A encenação da Vida de Cristo do Distrito de Guaraná, de 2020, foi acompanhada pelo casal de fotógrafos Leide Demétrio Louzada e Mauro Louzada de modo especial. Os organizadores os convidaram para documentar o espetáculo no interior da encenação, e não como espectadores

 

Encenação Vida de Cristo: momentos da preparação dos atores

 

 

 

 

 

 

 

 

Encenação Vida de Cristo: belas imagens, espetáculo ímpar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

O post “Distrito de Guaraná, no Estado do Espírito Santo, encena belíssima Vida de Cristo” foi produzido, por João Zuccaratto, jornalista especializado em Turismo baseado na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo.

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