Jantar fez parte da abertura da BNT Mercosul 2016. Governador Raimundo Colombo enfatizou importância do turismo para a recuperação do Brasil. Michel Tuma Ness, presidente eterno do Clube, explicou como a entidade surgiu, há quase 40 anos.

 

Clube do Feijão Amigo faz homenagem ao governador do Estado de Santa Catarina

 

Uma tradição de 36 anos, o tradicional jantar do Clube do Feijão Amigo, foi realizada pela primeira vez no Município de Balneário Camboriú, localizado na Costa Norte do Estado da Santa e Bela Catarina. O encontro, parte dos eventos de abertura da Bolsa de Negócios de Turismo do Mercosul ؙ— BNT Mercosul 2016, aconteceu no início da noite do último dia 19 de maio, no Centro de Convenções do Infinity Blue Resort & SPA.

Na oportunidade, o Clube do Feijão Amigo fez uma homenagem especial ao governador do Estado, Raimundo Colombo, que, em seu discurso de agradecimento, ressaltou a importância de uma realização como a BNT Mercosul 2016: “O setor do turismo tem ajudado muito o Estado, principalmente em um ano como 2016, marcado por desafios pondo à prova os gestores públicos em todos os níveis: municipal, estadual e federal.”

 

Clube do Feijão Amigo faz homenagem ao governador do Estado de Santa Catarina

O governador do Estado da Santa e Bela Catarina, Raimundo Colombo, ao lado de Geninho Góes, criador e realizador da Bolsa de Netócios de Turismo do Mercoul — BNT Mercosul 2016

 

Além do governador, foram agraciados com o prato de “Amigo do Clube do Feijão Amigo” as seguintes pessoas: Édson Renato Dias, prefeito, e Ademar Schneider, ex-secretário de Turismo, ambos da cidade de Balneário Camboriú; Jandir Bellini, prefeito da cidade de Itajaí; Leonel Pavan, deputado federal do Estado da Santa e Bela Catarina; Valdir Walendowsky, presidente da Empresa de Turismo de Santa Catarina — Santur.

O Clube do Feijão Amigo é conhecido por celebrar grandes nomes do turismo, tanto em nível local quanto nacional e internacional. São incontáveis os empresários, secretários, governadores e ministros laureados nestas quase quatro décadas de existência desta que é a entidade mais sui generis em todo mundo. Trata-se de uma organização, justamente, sem organização: não tem Estatuto, sede física, inscrição no CNPJ, burocracia alguma.

 

Clube do Feijão Amigo faz homenagem ao governador do Estado de Santa Catarina

Todos os homenageados pelo Clube do Feijão Amigo durante o jantar que marcou a abertura da Bolsa de Negócios de Turismo do Mercosul — BNT Mercosul 2016, no Centro de Convenções do Infinity Blue Resort SPA, localizado na cidade de Balneário Camboriú

 

Ela existe no coração de cada um de suas dezenas de milhares de associados em todos os Estados do Brasil e em diversos outros países. Estes mantêm como presidente eterno seu fundador, há 40 anos atrás, o empreendedor Michel Tuma Ness — mais conhecido como Michelão, pelos seus dois metros de altura, e também é criador de outra tradição: distribuição de simples sanduíches de pão e mortadela em grandes eventos do turismo.

Michelão lembrou que o Clube do Feijão Amigo nasceu de decisão sua, para melhorar as condições de almoço dos colaboradores da empresa, instalada no Edifício Itália, prédio situado no Centro Velho da cidade de São Paulo, capital do Estado de São Paulo. Ao descobrir que viviam uma realidade de boias-frias, trazendo marmitas, requentadas em fogareiros improvisados até mesmo em toaletes, pôs fim àquela situação humilhante.

 

Clube do Feijão Amigo faz homenagem ao governador do Estado de Santa Catarina

O presidente eterno do Clube do Feijão Amigo, empresários Michel Tuma Ness, contou mais uma vez a história de fundação desta entidade sui generis, sem Estatuto e sede fixa, estando instalada no coração de suas dezenas de milhares de associados

 

Comprou equipamentos, instalou pequena cozinha numa das copas das diversas salas, contratou uma cozinheira e, providenciando os alimentos, passou a oferecer cardápio variado aos funcionários. Passado algum tempo, por decisão destes, o menu foi reduzido ao básico: arroz, feijão, salada, ovo frito e bife — com pequenas variações aqui e ali. E o aroma do feijão sendo cozido, impregnando o ambiente de trabalho, é que muda tudo.

Naquela época, era comum Michelão receber empresários, por volta do meio-dia, para depois irem almoçar nos melhores restaurantes das redondezas. Chegando ao escritório, bastava serem recebidos para perguntar sobre a razão daquele cheiro gostoso. Ao saber do que se tratava, elogiavam a iniciativa, e teciam comentários às lembranças trazidas por aquele odor tão bom — geralmente relembrando dos tempos de infância, no interior.

 

Clube do Feijão Amigo faz homenagem ao governador do Estado de Santa Catarina

O almoço, e também jantar, do Clube do Feijão Amigo tem um cardápio bem simples e bem brasileiro: arroz branco, feijão preto, salada de vegetais crus, ovo e bife de carne de boi fritos

 

Não demorou muito, alguém pediu para experimentar o caldo daquele feijão. Como os elogios ao sabor foram muito grandes, logo extrapolaram os limites dos escritórios de Michelão, espalhando-se por toda a cidade. Daí para surgir uma romaria de gente se convidando para aparecer por lá no meio do dia foi um pulo. Tanto que a produção de feijão teve de ser bem ampliada, pois já não atendia apenas ao almoço dos funcionários.

Pouco depois, alguém sugeriu que, em vez de almoçar nos Rubayats da vida, ficassem por lá mesmo, degustando o mais brasileiro de todos os cardápios: arroz branco e feijão preto cozidos da forma mais banal possível; salada de alface e tomate; ovo e bife fritos. Pronto! Sucesso total. Por vezes, gerava overbooking. Michelão até pensava em usar aquela autoridade dada pelos seus dois metros de altura para mandar gente de volta.

 

Clube do Feijão Amigo faz homenagem ao governador do Estado de Santa Catarina

Em quase quatro décadas de existência, o Clube do Feijão Amigo ajudou a fundar entidades congêneres. A de maior sucesso é o Clube do Arroz Amigo

 

Qual o quê! Bonachão como ele só, dava sempre um jeitinho. Arranjava uma cadeira ali, um canto de mesa lá e, pronto!, estava mantido o clima de alegria e descontração, marca registrada dos rega-bofes do Clube do Feijão Amigo durante todo este tempo. O mesmo encontrado neste da abertura da BNT Mercosul 2016: presenças ilustres, filas imensas para se servir nos diversos bufês e uma vontade enorme de não ir mais embora.

Mas, voltando àquela época, início dos anos 1980, o empresário Henry Maksoud estava atrás de ações de divulgação para o seu Maksoud Plaza Hotel, um cinco estrelas como o Brasil nunca tinha visto. Só para se ter ideia do nível do investimento, na inauguração, 1º de dezembro de 1979, teve um show de, nada mais, nada menos, Frank Sinatra. Ele precisava agora trazer a turma do turismo para conhecer melhor o empreendimento.

Conhecedor do sucesso dos almoços dentro do escritório do Michelão no meio daquela turma, ligou para ele e sugeriu: “Que tal fazermos um feijão para seus amigos virem conhecer meu hotel?” E assim aconteceu. Aquele encontro foi o embrião do Clube do Feijão Amigo. De lá até agora, perdeu-se a quantidade já realizada. Pode ser que este número seja encontrado, pois um escritor está trabalhando num livro sobre esta história.

 

Clube do Feijão Amigo faz homenagem ao governador do Estado de Santa Catarina

A turma do turismo do Estado do Espírito Belo e Santo criou o Clube da Moqueca Amiga. Depois de um ou dois eventos, a iniciativa foi abandonada, já passando da hora de ser reativada. Afinal, se não sabem, “moqueca é capixaba; as outras são peixada”

 

Houve um ano de recorde: 14 eventos, agora também incluindo jantares, para ajuste de agenda. Isso não é mais possível devido ao volume de compromissos profissionais e sociais do Michelão. Além do Clube do Feijão Amigo, ele preside outra entidade, esta formal. Trata-se da Federação Nacional do Turismo — Fenactur. Mas, mantida aquela toada, o total seria 504. A realidade deve ser metade disso, um número bem expressivo.

O Clube do Feijão Amigo já visitou todos os Estados brasileiros e diversos países no exterior. Ao longo de sua trajetória, acabou requisitado para orientar o nascimento de similares. Assim, surgiram o Clube do Arroz Amigo, por iniciativa de profissionais do Estado do Rio Grande do Sul. Com o mesmo formato do precursor, promove almoços e jantares com um cardápio à base de um dos principais produtos da agricultura gaúcha.

 

Clube do Feijão Amigo faz homenagem ao governador do Estado de Santa Catarina

Os profissionais do turismo do Município de Bento Gonçalves, situado na região das Serras Gaúchas, vai criar o Clube da Polenta Amiga, iniciativa que tem tudo para se tornar um grande sucesso

 

No Estado do Espírito Belo e Santo, surgiu o Clube da Moqueca Amiga. Afinal, todos sabem que “moqueca é capixaba; as outras são peixada”. Infelizmente, parou, após um ou dois eventos. Está na hora de ser reativado. Agora, na abertura da BNT Mercosul 2016, soube que o Município de Bento Gonçalves, situado na região de serras do Estado do Rio Grande do Sul, está criando o Clube da Polenta Amiga. Mais uma grande ideia!

Polenta é fácil de fazer: fubá, água, sal, fogão comum e panelas do dia a dia. Na forma pastosa, pode ser degustada com as pessoas sentadas às mesas, usando pratos e talheres, ou no estilo americano, em pé, em pequenas cumbucas. É ótima com carne moída, linguiça desfiada, queijo ralado e criatividade dos chefs. Outra forma de servir é frita, em pequenos tabletes. Clube da Polenta Amiga: tomara que nasça; será grande sucesso!

 


 

Matéria produzida a partir da participação na Bolsa de Negócios de Turismo do Mercosul — BNT Mercosul 2016, realizada nos dias 19 e 22 de maio, entre o Município de Balneário Camboriú, Município de Itajaí e Município de Penha, os três situados na costa Norte do Estado da Santa e Bela Catarina.