Os 400 anos de domínio da fé católica no Brasil deixaram um patrimônio de capelas e igrejas sem paralelo no mundo. E a Cidade de São Luís guarda acervo significativo neste aspecto. Diminutas, pequenas, médias, grandes, gigantes, todas são testemunhas de história sem paralelo no Brasil.

 

Completando 405 anos de fundação, a Cidade de São Luís, a bela capital do Estado do Maranhão, é dos mais importantes destinos para visitantes no Nordeste e Norte do País. E oferece diversidade de atrativos turísticos, como cultural, histórico, lazer e natureza.

Possui acervo arquitetônico colonial de cerca de 3.500 prédios, distribuídos por mais de 220 hectares do Centro Histórico, a maior parte Patrimônio da Humanidade, em decisão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura — Unesco.

Esportes como frescobol, futebol em areia, futevôlei, kitesurf, stand up paddle, surfe e vôlei em areia são populares na Cidade de São Luís em virtude dos 32 quilômetros de extensão de suas praias, algumas alcançando largura de sete quilômetros na maré baixa.

O potencial para turismo científico é enorme com a anunciada internacionalização dos lançamentos de foguetes no Centro de Lançamento de Alcântara, considerado hoje o melhor ponto para se alcançar o espaço, devido estar praticamente na Linha do Equador.

E, mais: a Cidade de São Luís é porta de entrada para dois ícones do turismo mundial: Parque das Chapada das Mesas, no Sudoeste, junto ao Estado do Tocantins, e Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, junto ao litoral Nordeste do Estado do Maranhão.

Outro destaque é o turismo de negócios, graças à presença do seu setor industrial, em constante desenvolvimento. Grandes corporações e empresas de diversas áreas buscam a Cidade de São Luís devido à privilegiada posição geográfica e localização estratégica.

Ela ocupa posição equidistante em relação a grandes centros importadores de produtos do Primeiro Mundo, como os 28 países do Mercado Comum Europeu, a Leste, e Canadá e Estados Unidos da América, a Oeste, além de diversos outros do Caribe, por exemplo.

Considerando apenas pontos na área urbana, identificamos 88 deles, categorizados por Locais, Igrejas, EdificaçõesMuseusPraçasParques e Praias. Nesse post, abordaremos com imagens e resumos 14 igrejas da Cidade de São Luís merecedoras de uma visita.

 

Capela Bom Jesus da Coluna

 

Construção do final do século XIX, anos 1800, erguida em terreno cedido pela Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Navegantes. Esta doação permitiu à Irmandade da Coluna, nascida no seio daquela outra, erguer a própria sede, pois precisava de local próprio para suas atividades.

A Irmandade da Coluna tinha ponto alto a realização de uma procissão na segunda sexta-feira do período da Quaresma. Com a proibição deste tipo de manifestação, em meados do século XX, anos 1900, perdeu membros e arrecadação, ficando sem condições de manter o templo.

Na década de 1980, Antônio Ramos Cardoso, Augusto Aranha, César Borges de Pádua e Paulo Arthur Smith, remanescentes da entidade, conseguiram Contrato de Comodato, no qual o Governo do Estado cuida da manutenção da capela, e a Irmandade, da parte religiosa.

Em 1991, com reorganização da Irmandade e retorno da procissão, o Governo patrocinou uma reforma no prédio e a restauração da imagem de Bom Jesus da Coluna, carregada em andor nas comemorações. Está tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

 

Capela Bom Jesus dos Navegantes

 

Trata-se de uma construção do século XVII, anos 1600, realizada pelo jesuíta frei Cristóvão de Lisboa. Este, ao chegar à Cidade de São Luís, encontrou as ruínas do Convento de São Francisco, obra dos capuchinhos franceses, abandonada quando da expulsão dos invasores.

Verificando a importância daquele templo, resolve edificar um novo, batizado Convento de Santa Margarida. Ao lado, reconstruiu a capelinha, na qual celebrava seus ofícios. Doada à Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Navegantes, esta entidade a mantém sua posse até hoje.

Nela, a entidade desenvolve suas solenidades do período da Quaresma. Além da importância arquitetônica, em 1654, no coro, ainda de frente para o mar, padre Antônio Vieira proferiu seu célebre “Sermão aos Peixes”, caracterizando os abastados daquela época através de parábolas.

Dois outros registros históricos estão relacionados à bela Capela Bom Jesus dos Navegantes. Primeiro: guarda os restos mortais da matriarca Ana Joaquina Jansen Pereira. Segundo: sediou a primeira exposição de arte sacra do Estado do Maranhão, acontecida na década de 1960.

 

Capela da Anunciação e Remédios

 

Junto ao Colégio Santa Teresa, na Rua do Egito, coladinha à Igreja do Rosário, está a Capela de Nossa Senhora da Anunciação e Remédios. A construção original, entregue em 1753, foi graças à determinação do missionário Gabriel Malagrida, o Apóstolo do Estado do Maranhão.

Era casa de oração do Asilo de Nossa Senhora da Anunciação e Remédios, também fundado por ele, em 1752. Durante o tempo das obras, o recolhimento dos necessitados era na casa do padre José Teles Vidigal, no então Largo de João do Vale, atualmente Praça Benedito Leite.

Esta residência sedia, hoje, a Escola Técnica do Centro Caixeiral do Maranhão. Painéis de azulejos antigos, pia em Pedra Lioz, lápides na sala mortuária e banco tosco são referenciados como os bens de valor inestimável da Capela de Nossa Senhora da Anunciação e Remédios.

 

Capela São José da Laranjeiras

 

Cidade de São Luís: uma riqueza quase inesgotável de capelas e igrejas centenárias

A Capela de São José das Laranjeiras é belo exemplo arquitetônico do rococó, o estilo de acabamento enfatizando adornos no formato de conchas. Frontão curvilíneo com volutas, singelo campanário no seu interior e talha harmoniosa complementam detalhes do prédio.

No altar-mor, a imagem de São José apresenta talha de alta qualidade, considerada peça de importância nacional, representando a transição do barroco para o neoclássico. Neste mesmo espaço, pode-se apreciar, ainda, belas imagens de Santa Bárbara e de São Francisco Xavier.

Única edificação religiosa da Cidade de São Luís com o copiar, área avarandada, espaço de transição entre interior do templo, sagrado, e exterior, profano. Arco-cruzeiro, guarda-corpo e sanefa trazem detalhes decorativos relacionados aos estilos tanto barroco quanto neoclássico.

Construída entre 1811 e 1816, por iniciativa do português José Gonçalves da Silva, para uso da sua família, integrava a Quinta das Laranjeiras, situada no final da Rua Grande. Ele foi um dos comerciantes mais ricos do Estado do Maranhão, durante o período do Brasil Colônia.

O homem era mesmo uma potência econômica: banqueiro, pecuarista, produtor de algodão e proprietário de muitos imóveis na Cidade de São Luís e pelo interior do Estado. E mantinha o costume de fazer generosas doações, tanto ao Governo quanto a diversas casas de caridades.

Suas atividades empresariais e a postura de generosidade o levaram a receber diversos títulos, como Alcaide-Mor da Vila de Itapecuru, Brigadeiro dos Reais Exércitos, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, Comandante do Forte de São Marcos e Comendador da Ordem de Cristo.

A Quinta das Laranjeiras recebe, também, o nome de Quinta do Barão. Esta denominação remete ao brigadeiro Paulo José da Silva Gama, o segundo Barão de Bajé, também segundo proprietário daquela propriedade, adquirida junto aos herdeiros de José Gonçalves da Silva.

 

Igreja da Sé — Catedral de São Luís do Maranhão

 

Cidade de São Luís: uma riqueza quase inesgotável de capelas e igrejas centenárias

Um dos Sete Tesouros da Cidade de São Luís, ao lado da Azulejaria, Convento das Mercês, Palácio dos Leões, Praça Gonçalves Dias, Rua Portugal e Teatro Arthur Azevedo. E um dos patrimônios históricos e religiosos mais antigos e importantes de todo o Estado do Maranhão.

Igreja da Sé, Catedral de São Luís do Maranhão e nome oficial de Catedral de Nossa Senhora da Vitória, assim batizada reverenciando a protetora dos portugueses na vitoriosa Batalha de Guaxenduba, em 1615, ocorrida próxima à Cidade de Icatu, antes da expulsão dos franceses.

Em desvantagem no número de soldados, antes da luta, rezarem pedindo ajuda para Nossa Senhora, sendo atendidos, saindo vencedores. Após retomarem a região, deram início à edificação do templo, em 1619, obra comandada pelo capitão-mor Diogo Machado da Costa.

Sede da Arquidiocese, na Praça Pedro II, Centro Histórico de Cidade de São Luís, começou a ser levantada pelos jesuítas Benedito Amodei e Luís Figueira. Usaram alicerces do que seria a Igreja de Nossa Senhora da Luz, iniciada por capuchinhos enviados para a França Equinocial.

Obra abandonada por 70 anos, em 1690 é retomada. Projeto do jesuíta João Felipe Bettendorf, usando mão de obra de nativos, ele conclui os serviços em 1699. Ao lado da igreja, o Colégio Jesuíta, o grande centro cultural da região. Em 1760, sua biblioteca possuía 5.000 volumes.

Expulsos os jesuítas, em 1759, os bens da Companhia de Jesus passaram à Coroa. O colégio passou a Palácio dos Bispos e a igreja, Catedral. Em 1761, reforma urbanística do governador Joaquim de Melo e Póvoas demoliu construções próximas, ampliando o largo ali existente.

Reformas malfeitas levaram a desmoronamentos, obrigado sua reconstrução. Em 1768, a capela-mor foi ampliada. Entre 1851 e 1927, acréscimo da Torre Norte, restauração de assoalhos, iluminação a gás de hidrogênio, reforma da fachada e aplicação de nova pintura.

É dos melhores exemplares do Brasil Colônia, apesar de alterado no início do século XIX, ganhando camarim na parte central. O visual atual do prédio deriva de reforma feita no século XIX, anos 1800. A fachada, alterada no início do século XX, anos 1900, ganhou duas torres.

Em destaque, o retábulo em talha dourada, no altar-mor, do final do século XVII, anos 1600, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1954. Foi desenhado pelo irmão João Felipe Bettendorff e executado pelo entalhador português Manuel Manços.

A atual Igreja da Sé é resultado de outra reforma, de 1922. Entre 1993 a 1996, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional recuperou o ouro de parte dos altares. Retiradas camadas de tinta azul e branco, com cuidado e técnica, revelou a riqueza até então perdida.

 

Igreja de Nossa Senhora de Santana

 

A Igreja de Nossa Senhora de Santana, localizada na Rua de Santana, Centro Histórico da Cidade de São Luís, foi edificada a mando do cônego João Maria da Leu Costa, em 1790. Uma de suas características mais marcantes são as paredes laterais em azulejos portugueses.

Confundida com a extinta Capela de Santa da Sagrada Família, a Igreja de Santaninha, guarda alfaias e imagens da Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Martírios, encerrada nos anos 1960. Dela sai a procissão de Bom Jesus dos Martírios, sempre na terceira sexta-feira da Quaresma.

 

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

 

Cidade de São Luís: uma riqueza quase inesgotável de capelas e igrejas centenárias

Era início do século XVIII, anos 1700, e a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário procurava terreno para erguer uma igreja. Em maio de 1717, esta entidade recebeu dos frades carmelitas a doação de uma área junto à segunda mais antiga edificação religiosa da Cidade de São Luís.

A Irmandade, tendo à frente o negro João Luís da Fonseca, denominado Rei — na verdade, diretor ou presidente —, levou 60 anos para concluir a obra. Vistoriada em 1772 e benzida em 1776, neste mesmo último ano recebeu a imagem da Virgem do Rosário da Igreja do Carmo.

No século XIX, anos 1800, a Igreja do Rosário foi bem frequentada, pela própria Irmandade, membros de outras Irmandades, sociedade em geral e bispado. Em 1814, sai pela primeira vez a Procissão da Caridade, buscando recursos para custear enterros gratuitos para mais pobres.

Em 1821, ali eram ministradas aulas de alfabetização, pelo padre Domingos Cadavile Veloso. No período de 1852 até 1861, serviu de Igreja Matriz, pois a Igreja da Sé havia sido atingida por um raio. Mas entrou em processo de deterioração devido à decadência da sua Irmandade.

Abandonada, deteriorada, mesmo assim, em 1947, o bispo dom Adalberto Sobral transfere para lá a Irmandade de São Benedito. O pretexto foi retirar da frente ao Seminário de Santo Antônio a realização da grande festa ali promovida todos os anos, sempre no dia 12 de junho.

Desde então, a Irmandade de São Benedito, responsável por zelar e manter a integridade da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, recuperou o templo e, além da festa para homenagear Santo Antônio, promover outra para o santo cujo nome a batiza, sempre no mês de agosto.

 

Igreja de Nossa Senhora dos Remédios

 

Cidade de São Luís: uma riqueza quase inesgotável de capelas e igrejas centenárias

Construção iniciada em 1719. Ficou como pequena e humilde capela por meio século. Em 1775, tomou proporções de igreja. O passar dos anos tornou sua estrutura comprometida. Não ruiu pelo empenho do ermitão Francisco Xavier, buscando principalmente ajuda dos fiéis.

Assim, em 1798, devolveu o templo recuperado em todo o seu esplendor. A partir de então, sobreviveu adotada pelos comerciantes: Nossa Senhora dos Remédios é protetora desta classe de empresários. Sucesso! Eles conseguiram manter o prédio com suas formas quase originais.

Com nova reforma por volta de 1860, ganhou a aparência atual. É das igrejas mais bonitas e mais conservadas de todas as que enriquecem o patrimônio histórico da Cidade de São Luís. Como está situada na Praça Gonçalves Dias, fez esta ser conhecida por Largo dos Remédios.

 

Igreja de Santo Antônio

 

Cidade de São Luís: uma riqueza quase inesgotável de capelas e igrejas centenárias

Chegando da Capitania de Pernambuco, o frei Cristóvão de Lisboa encontrou as ruínas do Convento de São Francisco, edificado em 1612 por capuchinhos franceses já expulsos. Ali mesmo, sobre os escombros, deu início à construção de uma nova capela, concluída em 1624.

O pequeno templo entrou para a história da Igreja Católica e do Brasil quando ao receber o padre Antônio Vieira e o “Sermão dos Peixes”. Com o Convento de Santo Antônio e a Igreja de Santo Antônio prontos em 1867, foi doada à Irmandade do Bom Jesus dos Navegantes.

A Igreja de Santo Antônio tem importância histórica para a Cidade de São Luís e o Estado do Maranhão. As reuniões antes da Revolta de Beckman, em 1684, foram em suas dependências. Manuel Beckman, agricultor alemão, expulsou os jesuítas e exigiu melhorias para a cidade.

Quando o papa João Paulo II visitou o Brasil nos anos 1990, celebrou missa lá. Na Quaresma, foi retomada a Procissão do Senhor Bom Jesus da Coluna, proibida pelo arcebispo da Cidade de São Luís, dom João Batista da Mota de Albuquerque, na já longínqua década de 1960.

 

Igreja de São João Batista

 

Cidade de São Luís: uma riqueza quase inesgotável de capelas e igrejas centenárias

Obra do governador Ruy Vaz Siqueira, entregue em 1665, sua construção tem motivo muito curioso. Apaixonado por uma mulher casada, e temendo um escândalo, o mandatário fez uma promessa a São João Batista: se o romance nunca fosse descoberto, mandaria erguer a igreja.

Deduz-se então, que o caso permaneceu em segredo, dando à Cidade de São Luís este belo exemplar da arquitetura neoclássica. Praticamente reconstruída em 1934, traz em sua fachada a indicação 1665 — SANCTI JOANNIS BAPTISTA ECCLESIA, como na versão original.

Nela, repousaram por muitos anos os restos mortais do considerado traidor da Inconfidência Mineira, Joaquim Silvério dos Reis. Ele entregou o movimento liderado por José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, para conseguir o perdão de suas dívidas com a Coroa Portuguesa.

 

Igreja de São José do Desterro

 

Cidade de São Luís: uma riqueza quase inesgotável de capelas e igrejas centenárias

A construção da mais velha igreja da Cidade de São Luís começou em 1618, a região ainda com os franceses. Na época, tinha parede de pedra, telhada de palha e frente voltada à praia. Os holandeses a profanaram em 1641, destruindo a imagem de Nossa Senhora do Desterro.

Em 1644, antes de deixar a cidade, o comandante dos invasores, Johann von Koin Anderson, mandou saquear o templo. Levaram peças sacras em ouro e prata. Em 1654, frades da Ordem das Mercês tentarem edificar ali um convento. Para isso, teriam de demolir o prédio original.

Em 1832, devotos de São José, liderados por José Lé, começaram a construir novo templo no local. Os trabalhos, financiados com esmolas dadas pela população e ajuda de companheiros. Anos depois, José Antônio Furtado de Queixo, substituto do antigo líder, concluiu o serviço.

Por várias vezes o edifício foi reedificado e relegado ao abandono. Da última vez em que isto aconteceu, quase foi a chão, tal o estado de ruína da sua estrutura. Até que, no início dos anos 1940, o cônego Benedito Chaves tomou para si a responsabilidade de recuperar o patrimônio.

Auxiliado pela sociedade e Governo do Estado, em 1943, reabriu a Igreja do Desterro. Em 1954, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, depois de obras de prevenção, fez novas obras de restauração, com o templo, outra vez, em estado de conservação precário.

Em 1981, a Igreja do Desterro, indo para a guarda da Secretária de Estado da Cultura, passou a abrigar o Museu de Paramentos Eclesiásticos. Mesmo assim, continua a abrigar celebrações religiosas, como batizados, casamentos e missas, devidamente marcadas com antecedência.

 

Igreja de São Pantaleão

 

Cidade de São Luís: uma riqueza quase inesgotável de capelas e igrejas centenárias

A antiga Igreja de São Pantaleão teve sua primeira pedra de construção lançada em 1780, sob o interesse de Pantaleão Rodrigues de Castro e Pedro da Cunha, ambos nascidos no Estado do Maranhão. A intenção inicial dos dois empresários era consagrar aquele templo a São José.

Como a obra foi abandonada, sendo finalizada por Pedro da Cunha bem mais tarde, recebeu novo patrono. A partir de 1829, abrigou uma Roda dos Enjeitados, sistema de abandono de recém-nascidos por mães não querendo ou não tendo como criá-las, há bastante desativado.

Com os sinos vindos de Portugal danificados, em 1833, recebeu um novo, providenciado pelo vigário da vizinha Cidade de Alcântara. Logo depois, as peças originárias portuguesas foram restauradas, cumprindo seus rituais de marcar as horas e chamar os fiéis para missa até hoje.

Seu interior comporta alguns objetos valiosos de Santa Severa, trazidas para o Brasil em 1852 por frei Dronero. É famosa por suas comemorações religiosas, como a de Nossa Senhora de Guadalupe e de Santa Severa, festejos solenes de alta importância para a Cidade de São Luís.

 

Igreja de Vinhais Velho

 

Cidade de São Luís: uma riqueza quase inesgotável de capelas e igrejas centenárias

Mais antiga igreja do Município de São Luís, construção iniciada logo após a fundação oficial da cidade, em 8 de setembro de 1612. Templo dedicado a São João Batista, esta denominação acabou identificando o primeiro bairro a ser formado na atual capital do Estado do Maranhão.

 

Igreja do Carmo

 

Cidade de São Luís: uma riqueza quase inesgotável de capelas e igrejas centenárias

O Convento do Carmo e a Igreja do Carmo foram entregues à população em 1627, sendo de extrema importância para a história da Cidade de São Luís. Mas pouco da construção original sobreviveu até os tempos atuais, sobrando apenas alguns painéis de azulejos datados de 1866.

O Convento serviu como abrigo para tropas portuguesas nas batalhas contra os holandeses, em 1643. E sediou Liceu Maranhense, Biblioteca Pública e Polícia Provincial. A Igreja ainda tem escadaria em pedra de cantaria e está ligada à Fonte do Ribeirão por galeria subterrânea.

Ambos em um dos locais mais centrais do Centro Histórico, também são famosos porque os padres carmelitas criaram polêmica na época da construção do Teatro Artur Azevedo, situado também no Largo do Carmo, exigindo a casa de espetáculos ficar voltada para a rua lateral.

 


 

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Material produzido a partir da participação na edição 2017 do São João de São Luís, a convite da Revista Maranhão Turismo com apoio da Secretaria de Turismo da Prefeitura da Cidade de São Luís.