Divulgada como “Cidade Mais Italiana” do Brasil, exibe excelentes Índices de Desenvolvimento Humano. Além de grande produção agrícola, a indústria é muito forte, apresentando uma fábrica para cada 18 habitantes. Tem cerca de 200 empresas dedicadas ao beneficiamento da uva. Turismo é forte impulsionador da sua Economia.

 

Cidade de Flores da Cunha: a mais italiana do Brasil

 

A Cidade de Flores da Cunha é mais um dos inúmeros ícones capacitados à atração de Turistas da Serra Gaúcha, região de montanhas a Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul. E não perde para quaisquer de suas vizinhas, mesmo aquelas bem mais conhecidas dentro do Brasil e pelo exterior.

Isso, tanto para as bem próximas, como Cidade de Bento Gonçalves, Cidade de Caxias do Sul, Cidade de Antônio Prado e Cidade de Farroupilha, quanto as distantes, como Cidade de Canela, Cidade de Carlos Barbosa, Cidade de Garibaldi, Cidade de Gramado e diversas outras ao redor.

A Cidade de Flores da Cunha apresenta-se, com orgulho, como a mais italiana de todas aquelas formadas por imigrantes oriundos daquela nação europeia. Há controvérsias em relação a isso, no Estado do Rio Grande do Sul, no Estado de Santa Catarina e, ainda, no Estado do Espírito Santo.

Ostenta os títulos de Maior Produtora de Vinhos do Brasil — apesar de segunda na produção de uvas —, primeira em bebidas alcoólicas e vice em alho e indústria de móveis no Estado. Destaca-se em comércio e nos serviços, além da indústria: uma fábrica para cada grupo de 18 habitantes.

Considerando a população em torno 30 mil pessoas, temos cerca de dois mil empreendimentos dessa natureza. E, desses, uns 200 — ou seja: 10% — estão relacionados ao beneficiamento da uva, em maioria, produzindo vinho, com destaque para cantinas familiares e vinícolas charmosas.

 

Com população em torno 30 mil pessoas, a Cidade de Flores da Cunha tem cerca de duas mil indústrias. E, dessas, umas 200 — ou seja: 10% — estão relacionados ao beneficiamento da uva, em maioria, produzindo vinho, com destaque para cantinas familiares e vinícolas charmosas

 

Cidade de Flores da Cunha: pujança criada em 150 anos

 

Essa pujança é resultado de praticamente um século e meio de trabalho. Tudo começou em 1876, com a chegada dos imigrantes europeus — em maioria esmagadora originários do Norte da Itália. Vinham atraídos por promessas mis e, principalmente, pela certeza de ter seu pedacinho de chão.

Se, na terra natal, aquilo era impossível, com os projetos de colonização do Governo Imperial do Brasil tornava-se realidade. Era só aceitar a oferta, deixar uma vida de miséria para trás, embarcar em navio a vapor e suportar semanas cruzando o Oceano Atlântico para pôr os pés na “Mérica”.

Chegavam para ocupar espaços antes habitados por Caingangues, nativos perseguidos nos 300 anos anteriores. Eles, em busca de proteção, aos poucos, deslocaram-se para o interior, deixando o território tomado por belezas ímpares, praticamente virgem, livre a ser habitado e colonizado.

Levantamento de 1877 relaciona algumas das primeiras famílias instaladas em lotes do núcleo de colonização gerador do, agora, Município de Flores da Cunha: Borghetti, Carletti, Curra, Dall Conte, Grizza, Letti, Mambrini, Oldra, Piardi, Rossetto e Soldatelli — todas italianíssimas, claro!

 

A pujança da Cidade de Flores da Cunha é resultado de 150 anos de trabalho. Tudo começou em 1876, com a vida de imigrantes europeus — em maioria esmagadora, oriundos do Norte da Itália. Vinham atraídos por promessas mis e, principalmente, pela certeza de ter seu pedacinho de chão

 

Cidade de Flores da Cunha: nascida como Vila de Nova Trento

 

Por volta de 1878, estavam definidos dois núcleos urbanos, distantes um quilômetro um do outro: Povoado de São Pedro e Povoado de São José. Nesse mesmo ano, em terreno bem no Centro do primeiro, inicia-se construção de capela voltada ao santo católico cujo nome identificava o local.

Em 1885, ambos são reunidos na Vila de Nova Trento. A denominação veio depois de acaloradas discussões entre moradores, buscando um termo capaz de remeter às origens da grande maioria. Cinco anos depois, em 1890, torna-se Distrito — após a criação do Município de Caxias do Sul.

Em 17 de maio de 1924, desliga-se do Município de Caxias do Sul, nascendo, então, o Município de Nova Trento. Essa denominação vigora até 21 de dezembro de 1935, quando o prefeito Heitor Curra, autorizado pela Câmara de Vereadores, altera o nome para Município de Flores da Cunha.

Era uma homenagem ao então governador do Estado do Rio Grande do Sul, general José Antônio Flores da Cunha, por, entre outras iniciativas, beneficiar o Município com instalação de telégrafo, Laboratório Bromatológico e estudos para ligação ferroviária com o Município de Caxias do Sul.

Antes de seguir, um parêntesis: Bromatologia vem da junção dos termos gregos “broma”, com o significado de alimento; e, “logos”, ciência. Provavelmente, a Cidade de Flores da Cunha ganhou a instituição devido à sua já relevante produção de alimentos, situação mantida até os dias atuais.

 

Dois momentos da existência do general José Antônio Flores da Cunha: em 1923, quando era governador do Estado do Rio Grande do Sul, no Grande Hotel, na Cidade de Porto Alegre; e, no já no final da década de 1950, antes de seu falecimento, ocorrido em 4 de novembro de 1959

 

Cidade de Flores da Cunha: valorizando heranças centenárias

 

Apesar das transformações impostas à vida moderna pelos últimos 100 anos, nas características mais marcantes do Município de Flores da Cunha estão concentradas uma contínua e crescente preservação dos fazeres e saberes herdados daqueles colonizadores iniciais e seus descendentes.

E isso foi transformado em decisivos e importantes produtos turísticos, valorizando os costumes, falares, gastronomia, língua, música, tradições e religiosidade, principalmente. O dialeto Talian, originário da região do Vêneto, tem franca utilização, tanto em áreas urbanas quanto pelo interior.

Na parte rural, colônias dedicam-se à produção de embutidos, licores, queijos, vinhos e similares, disputados pelos moradores e pelos visitantes, sempre em número crescente A paisagem natural segue entremeada por construções tipicamente europeias, expressas notadamente pelos casarios.

 

Apesar das transformações impostas à vida moderna pelos últimos 100 anos, nas características mais marcantes do Município de Flores da Cunha estão concentradas uma contínua e crescente preservação dos fazeres e saberes herdados daqueles colonizadores iniciais e seus descendentes

 

Cidade de Flores da Cunha: qualidade de vida excelente

 

Distante 750 quilômetros, por rodovias asfaltadas, direção Sudoeste, da capital gaúcha, a Cidade de Porto Alegre, fica a 710 metros de altitude em relação ao nível do mar, rodeada por miríade de montes e vales e margeada pelo Rio das Antas. O clima é ameno no verão e bem frio no inverno.

Alguns dos seus índices relacionados ao desenvolvimento humano são dos melhores do País. Por exemplo: 73,6% dos domicílios têm esgotamento sanitário adequado; 77,2% ficam em ruas com calçada, meio-fio, bueiros e piso pavimentado; e, 78,5% estão em vias públicas com arborização.

 

A Cidade de Flores da Cunha tem índices relacionados de desenvolvimento dos melhores do País: 73,6% dos domicílios têm esgotamento sanitário adequado; 77,2% ficam em ruas com calçada, meio-fio, bueiros e piso pavimentado; e, 78,5% estão em vias públicas com arborização

 

Cidade de Flores da Cunha: lenda negativa vira fato positivo

 

A Cidade de Flores da Cunha é conhecida como “Terra do Galo”, alcunha advinda de episódio ocorrido em 1934. Na época, era comum localidades serem visitadas por artistas mambembes, circulando pelo interior do Brasil prometendo mundos e fundos, atrás de trocados dos incautos.

Certo dia, apareceu por lá um mágico, alcunha Dipiero, garantindo cortar o pescoço de um galo e, depois, uni-lo, trazendo a ave de volta à vida, inclusive cantando. Num tempo sem circulação de informações, muitos acreditaram na promessa do elemento, e compraram ingressos para o show.

Dipiero, por garantia, antes de abrir o espetáculo, cuidou do recebimento dos ingressos. Guardava nos próprios bolsos, como forma de garantir a renda para si mesmo. Ávidos por ver o “milagre”, ninguém reparou em pequena maleta, disposta pelo chão, bem ao lado dele, logo ali na entrada.

Dentre os assistentes, o prefeito e o delegado, figuras de proa na sociedade, capazes de conferir credibilidade ao espetáculo. Aliás, os dois foram convidados para subir ao palco e segurar com firmeza o galo, esticando o pescoço do mesmo, facilitando assim o trabalho daquela decapitação.

Dipiero não se fez de rogado: munido de faca afiada, separou o corpo da cabeça. O sangue jorrou forte, sujando roupas e sapatos dos dois assistentes. Com o prefeito segurando firme o corpo, e o delegado, a cabeça, avisou ter esquecido nos bastidores o pó mágico capaz de unir as duas partes.

Deixou o palco para buscar e, em verdadeiro passe de ilusionista, sem deixar para esquecer seus pertences, desapareceu, não mais sendo visto na região. O acontecido se espalhou na vizinhança, sendo motivo de vergonha para os habitantes da Cidade de Flores da Cunha durante muitos anos.

Na década de 1960, a interpretação foi revista, mudando a história negativa para algo positivo, criando diferencial de alegria e graça entre florenses. E, melhor: acabou incorporado como fator fundamental na divulgação do Turismo da localidade, transformado, inclusive, em monumento.

Atualmente, acredita-se ser a história apenas lenda local. Provavelmente, criada como piada por parte da população da Cidade de Caxias do Sul, embora o truque de decepar pescoços de aves para depois unir os pedaços seja considerado uma das enganações mais primórdios da História.

 

A Cidade de Flores da Cunha reinterpretou a história de “Terra do Galo”, transformando a lena negativa em algo positivo, criando diferencial de alegria e graça. E, melhor: incorporou-o à divulgação do Turismo da localidade, criando, inclusive, em monumento para divulgar o fato

 

Cidade de Flores da Cunha: algumas imagens de um lugar especial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

O post “Cidade de Flores da Cunha é grande ícone em atração de turistas na Serra Gaúcha” foi produzido, por João Zuccaratto, jornalista especializado em Turismo baseado na Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo, a partir de sua participação no Encontro Brasileiro de Agentes de Viagens — Enbrav, desenvolvido na Serra Gaúcha, a partir da Cidade de Caxias do Sul, entre os dias 3 e 7 de novembro de 2019.

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