A Cidade de Curitiba, ao longo dos seus 300 anos de fundação, tem sido escolhida como destino de paz e tranquilidade para imigrantes vindos de todo o mundo. Hoje, com orgulho, abriga inúmeras comunidades das mais diferentes nacionalidades, em integração extremamente enriquecedora.

 

Cidade de Curitiba: destino de muita paz para imigrantes de todo o mundo

Uma das atrações do Bosque Alemão é a Torre dos Filósofos. Este é um espaço criado para homenagear um dos mais importantes grupos de imigrantes vindos para a Cidade de Curitiba. As primeiras levas vindas da Alemanha começaram a chegar em 1872

 

Cidade de Curitiba: desde seus primórdios, destino de imigrantes

 

Detalhe importante da história da Cidade de Curitiba está na receptividade a imigrantes vindos de todas as partes do mundo. Em seus primórdios, no final do século XVII, anos 1600, fundada por bandeirantes oriundos da Capitania de São Paulo, abrigava nativos das etnias guarani e tupi, colonizadores espanhóis ؙ— naquela época, segundo o Tratado de Tordesilhas, ali era território da Espanha — e os invasores portugueses e brasileiros.

Ao longo dos séculos, a maneira de ser de cada um destes povos, e dos novos chegando continuadamente, foi de tal forma incorporada pelos moradores da Cidade de Curitiba que muitas das festas cívicas de hoje em dia nada mais são que comemorações das diversas raças compondo a população. E esta riqueza está representada em variados memoriais construídos em espaços públicos, como bosques e parques do Município.

Em termos de estrangeiros, há de tudo um pouco na área urbana da Cidade de Curitiba. Poloneses, começando a chegar em grande quantidade a partir de 1871, dividiram-se em dois grupos. O da lavoura criou as colônias de Abranches, Lamenha, Muricy (hoje, São José dos Pinhais), Orleans, Pilarzinho, Santa Cândida e Tomás Coelho (Araucária). O do comércio ficou na cidade, formando a maior colônia da nacionalidade no Brasil.

Em 1872, a presença de alemães no núcleo urbano da Cidade de Curitiba já era notável. Italianos vieram em 1872 e, em 1878, criaram a Colônia Santa Felicidade. Os oriundos do Norte eram artesãos, comerciantes, operários e profissionais especializados. Os do Sul, dedicados à lavoura, na qual introduziram novos implementos agrícolas. Assim como os poloneses, vendiam pela cidade, de carroça, toda a sua produção de hortaliças.

 

Cidade de Curitiba: destino de muita paz para imigrantes de todo o mundo

Detalhe da beleza da Praça do Japão, destacando-se as cerejeiras. Todos os exemplares daquele espaço foram doados pelo imperador daquela nação asiática, como forma de fortalecer ainda mais a ligação entre a Cidade de Curitiba e seus imigrantes japoneses

 

Cidade de Curitiba: japoneses, libaneses, sírios, ucranianos…

 

Os ucranianos começaram a aparecer em 1895. Depois de estabelecidos no Campo da Galícia, expandiram suas propriedades ao longo da atual Avenida Cândido Hartmann, ocupando também o bairro do Bigorrilho. Libaneses e sírios, vindos no início do século XX, voltaram-se ao comércio de armarinhos, roupas, sapatos e tecidos. Em função das características de suas lojas, ocuparam e ainda ocupam o Centro da Cidade de Curitiba

Mas os primeiros imigrantes libaneses e sírios não ficaram presos apenas à área urbana. Atuando como mascates, eles partiam para o interior, em busca de vender as novidades aos moradores das colônias mais distantes. Faziam longas viagens em lombo de burro, batendo de porta em porta. A cidade também guarda marcas da presença negra, bastante significativa desde a época da Escravidão, embora esta saga seja pouco documentada.

Outra grande comunidade bem estabelecida na Cidade de Curitiba é aquela formada por hebreus. Vindos regularmente a partir de 1870, a imigração cresceu muito ao final dos anos 1930, com a ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha. Vários acadêmicos de nacionalidade judia escolheram a capital do Estado do Paraná para refazerem as vidas. E muitos dos seus descendentes se destacaram e ainda se destacam na vida social local.

O físico César Lattes era um deles. Os ex-prefeitos Jaime Lerner e Saul Raiz também são. Trata-se de presença tão marcante que até monumento em memória do Holocausto promovido durante a Segunda Guerra Mundial foi construído na Cidade de Curitiba. Por fim, temos os japoneses. Imigrantes desta nacionalidade começaram a chegar na região em 1915. Atualmente, cerca de 40 mil de seus descendentes distribuem-se pela cidade.

 

Cidade de Curitiba: destino de muita paz para imigrantes de todo o mundo

Réplica de construção dos ucranianos, no memorial em homenagem aos imigrantes daquela nação do Centro da Europa, existente no Parque Tingui. A Cidade de Curitiba começou a recebê-los em 1895, formando importante comunidade de descendentes

 


 

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