Manifestação de folclore e religião reúne heranças de nativos tupis e tupiniquins, imigrantes europeus e cativos africanos. Evento homenageia Nossa Senhora da Penha, padroeira católica do Estado do Espírito Santo. Festa acontece na bela área rural do grande Município de Cariacica.

 

Congo: dança e música trazida por escravos africanos

 

Congo é um dos muitos conjuntos de danças e músicas trazidas pelos escravos para o Brasil no Período Colonial. É particularmente caracterizada pelo uso de tambores rústicos, em vários tamanhos, trajes em cores vivas e coreografias típicas — além de cânticos invocando deuses.

Nos dois últimos séculos, evoluiu para manifestação folclórica e religiosa. Desenvolvem-se por todo o ano, em vários pontos do País, homenageando quatro representações da Religião Católica: Divino Espírito Santo, São Benedito, São Sebastião e Nossa Senhora da Penha.

As festas em homenagem ao Divino Espírito Santo da Cidade de Alcântara, vizinha à Cidade de São Luís, a capital do Estado do Maranhão, e na Cidade de Pirenópolis, 120 quilômetros a Nordeste da Cidade de Goiânia, a capital do Estado de Goiás, são das mais famosas do Brasil.

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

Uma das mais importantes manifestações de congo do Brasil é a Festa do Divino, na Cidade de Alcântara, vizinha à Cidade de São Luís, a capital do Estado do Maranhão. Ela é similar àquelas voltadas a São Benedito, acontecidas todo ano no Estado do Espírito Santo

 

Congo: ritmo identificado com o Estado do Espírito Santo

 

As mais representativas em relação a São Benedito, São Sebastião e Nossa Senhora da Penha estão circunscritas ao espaço geográfico da Região Metropolitana da Grande Vitória — seis Municípios situados no entorno da Cidade de Vitória, a capital do Estado do Espírito Santo.

Ao Norte, o Município de Fundão e o Município de Serra; a Oeste, o Município de Cariacica e o Município de Viana; e, ao Sul, o Município de Vila Velha e o Município de Guarapari. Essa concentração praticamente tornou o congo um ritmo característico do território capixaba.

A forte influência sobre o cancioneiro local está exemplificada pelo sucesso “Madalena”, de Martinho da Vila, e trabalhos das bandas nativas de rock: Casaca e Maninal. Acordes iniciais de criação da primeira serviu de senha para ligar o robô Spirit, enviado pela Nasa até Marte.

No Município de Serra, ao Norte, e no Município de Vila Velha, ao Sul, há festas dedicadas a São Benedito. Cortejo por ruas da cidade, animado pelo ritmo e cantoria do congo, escolta um tronco de madeira até o local dele ser fincado ao solo, exibindo estandarte da figura do santo.

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

A influência do congo no Estado do Espírito Santo pode ser exemplificada por “Madalena”, de Martinho da Vila, e trabalhos das bandas de rock Casaca e Maninal. Acordes de música da primeira serviu de senha para ligar o robô Spirit enviado ao planeta Marte

 

Congo: diferenciais criados no Município de Cariacica

 

No Município de Cariacica, é marcada por diferenciais interessantes: a devoção é por Nossa Senhora da Penha, a padroeira do Estado do Espírito Santo; o cortejo reúne grupos de congo vindos de todos os outros Municípios; e não há escolta nem, muito menos, fincada de mastro.

Após concentração na entrada da comunidade, os grupos desfilam cantando e dançando, até um espaço onde acompanham uma missa. Durante cerca de uma hora, em vez de assistentes passivos, integram-se àquela solenidade, abrilhantando-a com muitas intervenções musicais.

Nessas oportunidades, destacam-se a simplicidade dos versos e rimas criados pelos mestres das bandas de congo e os sons afinados nascidos do manuseio com maestria de instrumentos bem rústicos: apitos, tambores de dimensões diversas e reco-recos esculpidos em madeira.

Finda a parte solene, nova movimentação, uma banda em seguida a outra, diferenciando-se pelas vestimentas próprias, geralmente em cores berrantes: todos cantando, porta-bandeira evoluindo à frente, participantes dançando e músicos tocando, sob a regência dos mestres.

Eles seguem até o espaço onde acontece o evento traduzido pelo nome da festa: Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água, um distrito da área rural do Município de Cariacica, aos pés do Monte do Mochuara, ícone do turismo do Estado do Espírito Santo.

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

O Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água acontece na bela área rural do Município de Cariacica, aos pés do Monte do Mochuara, ícone do turismo do Estado do Espírito Santo. E já atrai cerca de 10 mil a cada edição, sempre no dia 29 de abril

 

Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água: origens

 

A origem e o formato dessa manifestação secular, agregando cultura e religiosidade oriunda dos nativos tupiniquins e tupis, imigrantes europeus e cativos africanos, perdeu-se no tempo. Mas isso importa pouco para as já cerca de 10 mil pessoas prestigiando o evento ano a ano.

O Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água nasceu das dificuldades dos moradores locais querendo participar das procissões e romarias em homenagem a Nossa Senhora da Penha, realizadas na Cidade de Vila Velha e na Cidade de Vitória, bem distantes.

Assim, eles criaram sua própria procissão, com a romaria dos fiéis cruzando com fervor as estradas de chão da localidade. Isso é bem provável de ter acontecido mesmo, devido à forte religiosidade católica da maioria dos habitantes do Estado do Espírito Santo até os dias atuais.

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

O Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água nasceu das dificuldades dos moradores locais querendo participar das procissões e romarias em homenagem a Nossa Senhora da Penha, realizadas na Cidade de Vila Velha e na Cidade de Vitória

 

Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água: histórias

 

Daí em diante, as histórias não encaixam devidamente. Começa por classificar o território do Distrito de Roda d’Água como área na qual existiu um quilombo, espaço no qual os escravos fugitivos viviam em grupos, para se proteger de possível recaptura pelos seus proprietários.

O Estado do Espírito Santo nunca teve uma população de escravos em número capaz de gerar um volume de fugitivos permitindo a formação de um quilombo. Ainda mais, em local tão próximo à capital, facilitando o trabalho dos caçadores contratados para buscá-los nas matas.

Como havia muitos negros pela região, e eles, mesmo sendo cristãos, batizados na Religião Católica, estavam impedidos de integrar a procissão devido à cor da pele ou serem foragidos, cobriam rosto com máscaras e corpo com folhas de bananeiras para não serem reconhecidos.

Também não procede: num espaço à época bem isolado — ainda hoje é assim —, com poucos habitantes, e todo mundo conhecendo todo mundo, ninguém consegue passar desapercebido, mesmo por pouco tempo — ainda mais cobrindo-se com fantasias extremamente chamativas.

Outra incoerência: ritual católico aceitar incursões ditas pagãs numa época na qual a Cúria Romana era avessa a ecumenismos. Isso só muda em finais dos anos 1960, após o Concílio Vaticano II, convocado pelo papa João XXIII para colocar a Igreja Católica junto ao povo.

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

O Estado do Espírito Santo nunca teve população de escravos em número capaz de gerar volume de fugitivos permitindo formação de quilombos. Ainda mais em local tão próximo à capital, facilitando o trabalho dos caçadores contratados para buscá-los nas matas

 

Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água: João Bananeira

 

Sobra o, agora, personagem central da festa: João Bananeira. E muitas mistificações: aparecia somente naquele dia, nascia do vento, tem a ver com demônios… Nada disso! Mais provável: ao perceber um fantasiado qualquer, as pessoas taxavam: “Olha ali, mais um João Bananeira.”

Essa figura extrapolou os limites do Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água. Hoje, é parte do dia a dia de todos os habitantes do Município de Cariacica — cujo nome veio da expressão tupi “cari-jaci-caá”, com significado de “chegada do homem branco.”

Durante dos debates para a construção de legislação específica para regular o financiamento público da produção cultural naquela cidade, um ponto não teve discussão: sua identificação. E assim foi aprovada a Lei de Incentivo à Cultura do Município de Cariacica João Bananeira.

As explicações existentes misturam informações imprecisas, lendas urbanas e, até mesmo, Teorias de Conspiração — todas capazes de fomentar ainda mais a atração, em todo o Estado do Espírito Santo e fora dele, como os outros Estados da Nação — e até mesmo no exterior.

Nessa edição 2019, ouvia-se por lá pessoas expressando-se em Alemão, Espanhol e Inglês. Outro detalhe interessante é a atratividade exercida sobre fotógrafos. Havia uma bateria deles por lá, nesse dia 29 de abril, cada um buscando detalhes únicos, não captados pelos demais.

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

João Bananeira extrapolou o Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água. Hoje, é parte do dia a dia dos habitantes do Município de Cariacica — cujo nome veio da expressão tupi “cari-jaci-caá”, significando “chegada do homem branco”

 

Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água: detalhes

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 

Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo

 


 

O post “Carnaval de Congo de Máscaras da Cidade de Cariacica, no Estado do Espírito Santo” foi produzida por João Zuccaratto, jornalista especializado em Turismo baseado na Cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, a partir de sua participação em fampress para conhecer o Carnaval de Congo de Máscaras da Comunidade de Roda d’Água, localizada na Zona Rural do Município de Cariacica, promovido pela Gerência de Fomento ao Turismo da Cidade de Cariacica, do Instituto de Desenvolvimento Social do Município de Cariacica — Idesc, autarquia da Prefeitura de Cariacica, com apoio do Centro Público Municipal de Economia Solidária do Estado do Espírito Santo — Unidade Município de Cariacica, e da Garcia Vix Transporte e Turismo.

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• Link de notícias do site da Associação de Jornalistas e Blogueiros do Brasil — Ajobtur; e,

• Revista Receptiva, da Cidade de Bento Gonçalves, um dos ícones do turismo da Serra Gaúcha, região de montanhas localizada a Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul.

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• Jornal MG Turismo, da Cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais;

• Blog do Jornal Passaporte, da Cidade de Belém, capital do Estado do Pará;

• Facebook do Jornal Cidade Sorriso, da Cidade de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul; e,

• Jornal Turismo & Serviços, da Cidade de Vila Velha, litoral do Estado do Espírito Santo.