Bruno Omori, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo — ABIH-SP, mostra caminhos para tornar o Estado do Espírito Belo e Santo um destino de turismo competitivo: “Aproveitem a excelência já alcançada em outros segmentos” — resume.

 

Bruno Omori: “Atendimento de qualidade é base principal”

 

Bruno Omori: “É milagre alcançar sucesso com muitas variáveis tendendo a negativo”

“Demandas do turista merecedoras de atendimento de qualidade: qualidade de vida, concretização de negócios, degustação de gastronomia diferenciada, imersão em cultura, integração com pessoas diferentes, realização de sonhos, experiências diferenciadas…”

 

Como identificar os desafios que o Estado do Espírito Belo e Santo precisa vencer para se tornar, realmente, um destino de turismo de destaque em todo o Brasil, e até mesmo fora dele? E, conhecendo-os, que atitudes tomar frente a eles? Um profissional dos mais experientes do País neste setor, Bruno Omori, trouxe à luz suas sugestões, assentadas num atendimento de qualidade, capaz de atender plenamente as demandas do visitante.

E resumiu algumas delas, a partir da experiência de empreendedor do segmento, além de, atualmente, exercer o cargo de presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo — ABIH-SP: busca por qualidade de vida, concretização de negócios, degustação de gastronomia diferenciada, imersão em cultura, integração com pessoas de outras áreas, realização de sonhos, viver experiências diferenciadas…

 

Bruno Omori: “É milagre alcançar sucesso com muitas variáveis tendendo a negativo”

Bruno Omori, também membro da Academia Brasileira de Classificação dos Meios de Hospedagem, bateu na velha tecla da divulgação e promoção dos potenciais do Estado do Espírito Santo. Ressaltou a falta de continuidade neste processo. “É um anda e para.”

 

Bruno Omori: “A realidade do negócio turismo é bem dura”

 

Bruno Omori deu importância, também, para as características peculiares do negócio do turismo, tais como ser altamente perecível, completamente inseparável (não podendo ser transportado, por exemplo), demanda instável, estocagem impossível, exigir parcerias, preços variáveis, sazonalidades constantes e total intangibilidade. “Esta é a realidade e é em cima dela que estudos e planejamentos precisam estar bem equilibrados” — revelou.

Ao mesmo tempo em que se busca, na base, profissionais capazes de padronizar atitudes de bom senso e cortesia, no topo as associações de classe, entidades do setor, instâncias de governança, gestores públicos e empreendedores privados precisam atuar de modo integrado. “Políticas, premissas, diretrizes, diagnósticos, projetos, produtos, serviços… Tudo deve apontar na mesma direção. Caso contrário, fortes rupturas são inevitáveis.”

Bruno Omori defende o desenvolvimento de um ambiente bem expresso numa citação de Henry Ford: “Você pode tirar de mim as minhas fábricas e até mesmo queimar meus prédios. Mas, se deixar meu pessoal, construirei outra vez meu negócio.” Ou seja: unir o material com o imaterial de uma forma em que o segundo seja mais significativo que o primeiro, pois só estes são capazes de fazer a diferença entre o comum e o incomum.

— Para alcançar excelência em turismo, o Estado do Espírito Santo precisa trazer para esta atividade e mesma excelência alcançada em outros setores: atendimento offshore, beneficiamento do minério de ferro, celulose de fibra curta, logística integrada, café com qualidade, responsabilidade fiscal, rochas ornamentais, serviços portuários… Vocês são ótimos em muitos setores. Então, por que não serem ótimos também em turismo?

 

Bruno Omori: “É milagre alcançar sucesso com muitas variáveis tendendo a negativo”

“O Estado do Espírito Santo precisa trazer para o turismo a mesma excelência alcançada em atendimento off shore, beneficiamento do minério de ferro, celulose de fibra curta, logística integrada, qualidade do café, responsabilidade fiscal, rochas ornamentais…”

 

Bruno Omori: “Soluções criativas resolvem a falta de recursos”

 

Bruno Omori, também membro da Academia Brasileira de Classificação dos Meios de Hospedagem, bateu na velha tecla da divulgação e promoção dos potenciais do Estado do Espírito Santo. Ressaltou a falta de continuidade neste processo. “É um anda e para. Entram na mídia por pouco tempo e somem por longo período. Não se constrói imagem assim. Tem de haver constância, tanto de conceitos como de investimentos” — revelou.

Mas reconheceu a dificuldade de se desenvolver uma programação continuada frente à carência constante de recursos. Para fazer frente a este obstáculo, a saída está em buscar soluções criativas a partir do mais amplo conhecimento das próprias potencialidades. E um dos caminhos capazes de fornecer este embasamento está no Plano Estratégico para o Turismo, com visão para as próximas duas décadas, com renovação a cada cinco anos.

— Na minha concepção, um Plano Estratégico deve ser construído de baixo para cima. Ele começa no Município. Numa segunda etapa, agrega segundo a regionalização à qual pertence o Município. Sei que vocês já têm 10 regiões estruturadas. Falta apenas fazer a coisa andar. Na terceira e última fase, consolida-se o Estado. O documento final reunirá três níveis de objetivos: global, regional e local. Aí, é questão de fazer o dever de casa.

Bruno Omori aproveita mais uma citação para concluir esta parte de sua argumentação. Criada por Alberto Saraiva, foi extraída do livro “Os mandamentos da lucratividade”. E expressa a importância de se conhecer os mercados: “Você não pode enxergar através da parede, e nem precisa, mas necessita saber o que existe do outro lado.” Um bom Plano Estratégico permitir caminhar com segurança mesmo sem conhecer o caminho.

 

Bruno Omori: “É milagre alcançar sucesso com muitas variáveis tendendo a negativo”

“Um Plano Estratégico bem construído vem de baixo para cima. Começa no Município, agrega pela regionalização e consolida-se pelo Estado. O documento final reunirá os três níveis de objetivos: global, regional e local. Aí, é questão de fazer o dever de casa.”

 

Bruno Omori: “Mantendo-se foco, controla-se o processo”

 

Como atleta de beisebol, Bruno Omori ressalta a importância de ser 100% de foco: “O rebatedor precisa manter o olho na bola. Primeiro, para não levar bolada. Segundo, para acertá-la com o taco. Terceiro, para ver se a mandou longe, ou até mesmo para fora do estádio. Assim, vai dosa velocidade da corrida e cobre o maior número de bases até ela ser devolvida. Se ela sumir, o home run, caminha calmamente, sem desperdiçar forças.

— Investimento na promoção de turismo deve ser mais ou menos assim. Mantendo-se o foco no que se quer alcançar, controla-se o desenrolar do processo. Reage-se de acordo com a realidade: apressa-se passos ou anda-se lentamente segundo a reação do mercado. O importante é estar preparado para as duas situações, nunca sendo pego de surpresa: infraestrutura aprimorada, profissionais treinados, serviços qualificados e segue por aí.

Recuperando algumas características do turismo citada antes, Bruno Omori enfatiza: “O quarto de hotel disponível hoje não mais será vendido amanhã. Aquela paisagem única não pode ser transportada. A demanda muda ao sabor de fatos os quais não podemos controlar. Não há como estocar eventos. Se não aceito dividir, como farei parcerias? Preço é função de procura. A única coisa mais ou menos previsível é a sazonalidade.”

— Como ter sucesso num segmento com tantas variáveis tendendo para o negativo? Há uma única resposta: preparo. Voltando a usar imagens de jogo, antecipe-se aos lances como fazem os melhores jogadores de xadrez. Trabalhe o tempo todo em três tempos: curto prazo, médio prazo e longo prazo. Até parece que não, mas nada está parado. Se não percebermos o compasso desta dança vamos fazer papel de bobo no meio do salão.

 

Bruno Omori: “É milagre alcançar sucesso com muitas variáveis tendendo a negativo”

“Ter sucesso com tantas variáveis tendendo para negativo só com muito preparo. Isso permite antecipar-se aos lances, como os melhores jogadores de xadrez. Trabalhe o tempo todo em três tempos: curto prazo, médio prazo e longo prazo. Não fique parado.”

 


 

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A repetição da expressão “Bruno Omori” é intencional. Ela é a principal palavra-chave dos conteúdos. Colocá-la várias vezes na postagem faz parte das técnicas de Search Engine Optimization — SEO, ou otimização para ferramentas de busca. Ajuda a destacar o trabalho na lista apresentada quando se pesquisa com Bing, Google ou Yahoo!.

Nos meus textos de divulgação de turismo, adotei o critério de, ao citar uma cidade, fazê-lo em conjunto com seu apelido. Exemplo: Cidade Presépio de Vitória ou Cidade Canela Verde de Vila Velha. E, também, Estado do Espírito Belo e Santo.

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