Com o tributo reduzido, agências de turismo ganham competitividade e consumidor a vantagem de comprar com segurança, preços acessíveis e benefícios que nenhum outro canal oferece. Agora, fica a critério de cada um encontrar novos caminhos.

 

As entidades representativas do turismo brasileiro celebraram a definição da alíquota de 6% para o Imposto de Renda Retido na Fonte — IRRF sobre as remessas de recursos ao exterior, referentes a gastos com turismo, conforme acerto com o Governo Federal. Essa conquista só foi possível graças à união do setor e à articulação do ministro do Turismo, Henrique Alves, junto à Receita Federal, Ministério da Fazenda e Poder Executivo.

Ele foi incansável em demonstrar que uma alíquota de 25%, como estava prevista antes,  poderia comprometer a saúde financeira de todo o segmento, com redução de receitas,  inviabilização de cruzeiros marítimos e fim rotas de companhias aéreas internacionais, além de significativa perda de postos de trabalho. Com o tributo reduzido, as agências de viagem voltam a ter condições de operar com bastante competitividade no mercado.

Por exemplo: o consumidor não precisa arcar com 6,38% de Imposto Sobre Operações Financeiras — IOF no cartão, pagar a viagem à vista e ficar suscetível às oscilações do câmbio. Além disso, a agência oferece assistência na escolha e estruturação dos roteiros, proteção na aquisição de pacotes e parcelamento estendido, sem juros, com fixação da taxa de conversão de moedas no fechamento da venda, entre muitos outros diferenciais.

— O turismo é estratégico para alavancar a economia do Brasil nesta crise. Em 2014, só as operadoras ligadas à nossa entidade embarcaram mais de seis milhões de passageiros e tiveram faturamento de R$ 12 bilhões, com impacto de R$ 3,78 bilhões na economia do País, considerando todos os gastos dos turistas em suas viagens — explica Magda Nassar, presidente da Associação Brasileira das Operadores de Turismo — Braztoa.

Marco Ferraz, presidente da Associação Brasileiro de Cruzeiros Marítimos — Clia Abremar Brasil, recorda que a negociação pretendia isenção: “Somamos esforços e, com a ajuda do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, conseguimos reverter esta distorção, causada pela aplicação do imposto de 25%. Infelizmente, a isenção não foi possível, mas os 6% podem ser considerados uma vitória no cenário atual” — disse.

Estes dirigentes estiveram à frente da negociação, junto com o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem — Abav Nacional, Edmar Bull. A parceria entre as entidades permanece firme, em busca de outras conquistas para o setor. “Trabalhamos o turismo em um processo de maturidade, dispostos a encontrar oportunidades diante dos desafios, o que é favorecido nesta aproximação e junção de interesses” — revela Bull.

Ele prossegue: “Nossa luta continua, em favor da adequação do Imposto Sobre Serviços — ISS, Programa de Integração Social — PIS e Contribuição para o Financiamento da Securidade Social — Cofins. Como impactam toda a cadeia do turismo, adequados em bases racionais, teremos condições de gerar resultados mais relevantes, capazes de levar crescimento e fortalecimento de todos os 52 setores envolvidos nesta nossa atividade.”

Segundo a World Travel & Tourism Council — WTTC, a cadeia do turismo, no Brasil, movimentou cerca de R$ 492,4 bilhões em 2014. Um total que representou 9,6% do Produto Interno Bruto — PIB nacional, mantendo mais de três milhões de pessoas em atividade. A expectativa é de que, em 2023, o setor seja responsável por 10,6 milhões de empregos diretos e indiretos no País — representando quase 10% do total na Nação.

 

Governo queria 25%; turismo, 0%; acordo fecha 6%. Criatividade será diferencial

União de presidentes: Marcos Ferraz, da Clia Abremar Brasil; Magda Nassar, Braztoa; e, Edmar Bull, Abav Nacional

 

Empresário Antônio Azeredo homenageado em galeria de fotos de ex-presidentes da Abav Nacional

 

Governo queria 25%; turismo, 0%; acordo fecha 6%. Criatividade será diferencial

O atual vice-presidente de Capacitação e Certificação da Abav Nacional, Antônio Azevedo, teve formalizada a inserção de sua foto na galeria de past presidents da entidade. O momento foi acompanhado pelos membros da nova Diretoria, presidida por Edmar Bull.

 

Abav-SP promove capacitações para desenvolvimento de negócios durante todo este mês de março

A seccional Estado de São Paulo da Associação Brasileira de Agências de Viagens — Abav-SP está promovendo capacitações durante este mês de março. Os cursos, todos presenciais, abordarão os seguintes temas: “Visão Financeira, Cuidados e Riscos Administrativos”; “Comportamento do Consumidor de Turismo”; “WhatsApp Marketing no Turismo”; “Estratégias de Negociação”; e, “Atendimento de Excelência”.

 

Visão Financeira, Cuidados e Riscos Administrativos

 

O primeiro já aconteceu. Ministrado por Danusa Prado, contadora e economista, com 17 anos de atuação na área, “Visão Financeira, Cuidados e Riscos Administrativos” levou à compreensão do fluxo de caixa, além dos impactos financeiro e contábil gerados a partir da emissão de uma reserva. E abordou todos os passos administrativos a serem seguidos daí em diante, além dos cuidados a sem mantidos para se reduzir riscos numa agência.

 

Comportamento do Consumidor de Turismo

 

Terça-feira, dia 8, Erik Guttmann ministra aborda “Comportamento do Consumidor de Turismo”. Tem como objetivo mostrar aos participantes uma forma de interpretação do comportamento do consumidor — Pessoa Física ou Pessoa Jurídica — frente aos meios de promoção oferecidos pelas técnicas de marketing. Isso vai ajudar no fechamento de vendas, levando a se alcançar, ou até superar, as metas de negócios mensais da agência.

 

WhatsApp e Marketing no Turismo

 

O dia 15 reserva novidade. Trata-se do curso “WhatsApp e Marketing no Turismo”, com objetivo de se alcançar uma utilização estratégica do aplicativo para dispositivos móveis mais utilizado na atualidade, transformando-o em ferramenta para negócios. O curso, integrando técnicas de marketing, promoções de vendas e análises de Customer Relationship Manegment — CRM, será desenvolvido pelo especialista Fred Perillo.

 

Estratégias de Negociação

 

Dia 16, é a vez de “Estratégias de Negociação”, com objetivo de apresentar as fases de um processo de venda, identificando os sinais capazes de se levar ao resultado desejado. Destinado a empresários, vendedores e todos aqueles envolvidos no dia a dia da área de comercialização, será ministrado por Percival de Oliveira, profissional com mais de 30 anos de experiência de mercado — dentre os quais, 17 dedicados a agências de viagens.

 

Atendimento de Excelência

 

Dia 30 será dedicado a “Atendimento de Excelência”. Esta capacitação visa mostrar aos participantes a necessidade deles desenvolver habilidades de atendimento que superem as expectativas do cliente, garantindo sua satisfação e, o mais importante, a fidelização. Tendo como público-alvo, principalmente, profissionais da interface entre a agência e os consumidores, será conduzido por Lúcia Ferraz, com grande experiência neste setor.

 

Para inscrever-se nos cursos presenciais da Abav-SP, basta acessar o site da entidade www.abavsp.com.br e clicar sobre o “Calendário de Cursos”; ou entrar em contato pelo DDD 11 e fixo 2626-8389 ou e-mail [email protected]. Associado e membro de entidades congêneres, além e estudante, investe R$ 112,00; outros interessados, R$ 143. O pagamento pode ser feito por por meio de transferência, depósito bancário ou boleto.

A Abav-SP oferece, também, seu Programa de Capacitação. E concede uma estrela às agências com participação de, no mínimo, 50% das equipes em, pelo menos, 25% dos cursos programados a cada semestre. Para estes seis primeiros meses de 2016, serão 22 cursos, contemplando interesses diversos. A cada cinco estrelas conquistadas, a agência de viagem recebe um certificado diferenciado, enaltecendo os investimentos realizados.

 

Governo queria 25%; turismo, 0%; acordo fecha 6%. Criatividade será diferencial

Marcos Balsamão, presidente da Seccional Estado de São Paulo da Associação Brasileira de Agências de Viagem — Abav-SP

 

Vadis da Silva, da Gestour Brasil: “Operadores são os principais agentes do e-marketplace do turismo”

 

Os operadores de turismo brasileiros estão contemplados dentre os principais atores do e-Marketplace do Turismo Brasileiro. Por meio desta plataforma tecnológica, criada e desenvolvida pela Gestour Brasil, podem integrar-se, de forma gratuita, ao novo modelo adotado pelo mercado com o advento da Internet, alcançando novas formas de receita, recuperando-se nestes momentos de crise econômica impactando o mercado de turismo.

Para um dos fundadores da Gestour Brasil, Vadis da Silva, o turismo brasileiro tem-se mostrado lento para responder às novas tecnologias e às rápidas e profundas mudanças das últimas décadas. “O setor sente o sabor amargo dessa falta de atenção e da letargia que o amarrou aos compromissos da tradição e do passado, tirando a nitidez da visão de futuro cada vez mais rápida e significativa no impacto sobre os nossos negócios” — diz.

Segundo Vadis da Silva, o mercado off line do setor vivia, desde os anos 1970, períodos de relativa ordem. “Era um mercado experiente em situação consolidada. Essa calmaria terminou com o surgimento da Internet comercial, com intensidade nos anos 1980, nos Estados Unidos da América e, a partir de 1995, no Brasil. Isso tirou todo mundo da zona de conforto. Assim, operadores e agentes perderam parcela de mercado significativa.”

— Clientes e fornecedores passaram a relacionar-se diretamente, on line. Operadores internacionais, mais familiarizados com a tendência, transformaram-se globais, com mais autonomia e alavancagem financeira, favorecidas por mercados aquecidos. Surgem as Online Travel Agencies — OTA. Nossa baixa adesão a este universo deixa as portas escancaradas para esses players, sempre atentos a novos nichos — revela o executivo.

Ele segue: “O surgimento dos metabuscadores fortaleceu ainda mais tanto as operadoras globais e quanto as OTA na relação direta com clientes finais. Para reverter esse quadro, precisamos jogar de forma articulada, coletivamente, usando o modelo e as ferramentas da Web para inserir o turismo nessa economia colaborativa. Nossa força motriz é o e-marketplace, capaz de nos fazer chegar ao cliente final” — assegura Vadis da Silva.

— É jogo coletivo, com ações cooperadas e regionalizadas. É um momento de nova postura. Operadores de quaisquer tamanhos, localizados em todos os destinos nacionais, podem contar com uma plataforma de gestão, distribuição e comercialização de todos os seus produtos e serviços, com foco no cliente final, sem passar por cima um do outro, fortalecendo e não quebrando a cadeia do turismo brasileiro — conclui Vadis da Silva.

 

Governo queria 25%; turismo, 0%; acordo fecha 6%. Criatividade será diferencial

Diagrama mostrando o funcionamento do e-Marketplace da Gestour Brasil